Agora você confere as principais notícias de 06/03/2019, quarta-feira.

Por 2022, Doria aposta em estilo mais discreto em começo de governo

No mês passado, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), convidou João Doria (PSDB) para uma visita à cidade. Seria um encontro corriqueiro, mas o governador paulista achou melhor vetar a ideia.

O tucano disse a auxiliares que não é hora de dar passos que possam ser vistos como a largada de uma campanha nacional.

Depois de um flerte com uma candidatura presidencial em 2018 e de desgastes na Prefeitura de São Paulo, Doria estreou no governo com um estilo mais discreto. Aliados dizem que o Planalto está nos planos para 2022, mas o tucano decidiu mover suas peças com mais cautela.

Nos primeiros meses como governador, Doria reduziu sua participação em eventos públicos, limitou a agenda nacional e deixou de lado a imagem do político que vestia roupa de gari para ser fotografado.

O tucano atua nos bastidores. Montou um secretariado com nomes indicados por partidos que podem compor uma coligação daqui a quatro anos e costurou um acerto para indicar a nova direção do PSDB.

Assumir o controle do partido é considerado um passo fundamental. Doria e seu grupo consideram imprescindível mudar a imagem do PSDB e, principalmente, atenuar manchas provocadas pela corrupção.

Uma das principais peças seria o afastamento do deputado Aécio Neves (MG) do partido. Nenhum aliado de Doria quis comentar essa possibilidade, mas segundo o jornal Folha de São Paulo, a direção que deve assumir a sigla em maio trabalhará para que isso aconteça.

A ideia de alguns tucanos é pressionar Aécio para que ele peça licença ou desfiliação da legenda. Não é descartada a abertura de um processo de expulsão. O mineiro é réu no STF (Supremo Tribunal Federal) por pedir R$ 2 milhões a Joesley Batista. O tucano diz que solicitou apenas um empréstimo ao empresário.

Além disso, o projeto de Doria envolve também um realinhamento das bandeiras econômicas da sigla, fundada com base na social-democracia. Segundo os planos do governador, o PSDB será um partido claramente de centro, liberal e pró-mercado.

Depois de ter sido eleito pela primeira vez para um cargo público com o slogan Acelera, em 2016, Doria decidiu pisar no freio. Ele evita discutir qualquer plano político para 2022 tanto em público quanto em conversas privadas.

Bolsonaro e Bretas defendem que polícia mate se precisar

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a defender nesta terça-feira (5) uma bandeira de campanha, a previsão legal para que a polícia mate.

“É urgente que o Congresso aprecie matérias para que os agentes de segurança pública ou não usem da letalidade para defender a população, caso precisem e estejam amparados por lei”, afirmou, em rede social.

Questionada à assessoria da Presidência o que Bolsonaro quis dizer com o emprego de “ou não” em sua declaração. “O Planalto não comenta” foi a resposta.

O presidente reagia ao comentário do juiz Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava Jato, no Rio de Janeiro, sobre o tema.

Na segunda-feira (4), o magistrado disse na mesma rede social que, “em determinadas circunstâncias, que só podem ser avaliadas casualmente e pelas autoridades competentes, a POLÍCIA DEVE usar a força e eventualmente até mesmo MATAR. Isso não é novidade. Está na lei”.

As maiúsculas foram empregadas por ele.

Ela indicou a leitura de uma reportagem do UOL, do Grupo Folha, com o título “Em SP, 64% das pessoas mortas pela PM [Polícia Militar] no ano passado eram pretas ou pardas”. E acrescentou o comentário, todo em maiúsculas: Polícia mata.

“Policiais também morrem…”, disse Bretas.

Bolsonaro entrou no debate no dia seguinte. Justificou a necessidade de haver previsões para a polícia matar “para que possamos resgatar a paz diante do terror que vivemos em todo Brasil”.

Bretas compartilhou o comentário de Bolsonaro e se disse “honrado pela citação”.

Trump acusa democratas de ‘maior abuso de poder’ da história dos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou na terça-feira (5), os democratas pelo “maior abuso de poder na história” do país, depois que o Congresso anunciou várias investigações.

“É o maior abuso de poder na história do nosso país. Os democratas estão obstruindo a Justiça e não conseguem fazer nada”, disse Trump em uma série de tuítes. “Presidente assediado”, escreveu ele. “O verdadeiro crime é o que os democratas estão fazendo, e fizeram”, acrescentou.

Os democratas, que assumiram o controle da Câmara dos Deputados em janeiro após as eleições em 2018, suspeitam que Trump é responsável por crimes que podem levar ao seu impeachment.

A comissão judiciária parlamentar lançou na segunda-feira uma ampla investigação sobre Trump, na qual pediu documentos de 80 personalidades e organizações, incluindo dois filhos do chefe de Estado republicano e seu genro, Jared Kushner.

A investigação foca em suspeitas de “obstaculização da Justiça, corrupção e outros abusos de poder por parte do presidente Trump, seus associados e membros de sua administração”. Ela contactou 81 pessoas e organizações, entre elas Eric e Donald Jr. Trump; Allen Weisselberg, o diretor financeiro da empresa do presidente, a Organização Trump; o advogado pessoal do presidente, Jay Sekulow; ex-responsáveis da Casa Branca como Steve Bannon, Sean Spicer e Hope Hicks; além do fundador do WikiLeaks, Julian Assange.

No e-mail que enviou a esses destinatários, a comissão os insta a entregar os documentos solicitados até o dia 18 de março.

Trump qualificou de “farsa” a investigação democrata, mas garantiu que cooperaria “com todo mundo”.

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Redação Dinheirama
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