Agora você confere as principais notícias de 09/11/2018, sexta-feira.

Moro não se compromete em reapresentar as dez medidas contra a corrupção

O juiz Sergio Moro disse nesta quinta (8) que o novo governo não necessariamente vai reapresentar as dez medidas anticorrupção em projeto a ser enviado ao Congresso.

Em breve entrevista coletiva, na qual se negou a responder à maioria das perguntas, ele ressaltou que o texto é prioridade, mas que ainda está sendo planejado e terá de ser debatido com os novos congressistas, que assumem em 2019.

“É o momento propício para a apresentação de um projeto legislativo. As dez medidas que foram apresentadas pelo Ministério Público estão dentro desse radar. Algumas dessas propostas serão resgatadas; outras, talvez, agora não sejam tão pertinentes quanto foram no passado”, declarou Moro.

​Indicado pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, para assumir o Ministério da Justiça, o magistrado não detalhou quais trechos do projeto antigo serão eventualmente suprimidos.

“Certamente há coisas novas que devem ser inseridas. Mas não existe esse plano específico para que eu possa colocar para a população, para a sociedade, para uma discussão sólida”, disse.

As dez medidas contra a corrupção foram propostas ao Congresso por meio de um projeto de iniciativa popular, após campanha promovida pela força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e vários outros setores da sociedade. Os deputados e senadores, muitos deles investigados, desfiguraram o texto, que acabou não sendo aprovado.

Não houve consenso também na comunidade jurídica. A proposta foi criticada, por exemplo, por ampliar poderes dos setores de investigação, reduzindo garantias de investigados.

A entrevista foi ao lado do atual ministro da Justiça, Torquato Jardim, com o qual Moro se reuniu nesta quinta para discutir a transição entre governos. Os dois trocaram cordialidades e elogios.

Temer assina decreto que regulamenta o Rota 2030; texto foi aprovado pelo Senado nesta quinta-feira

O presidente Michel Temer assinou nesta quinta-feira (8), o decreto que regulamenta o novo regime automotivo, chamado de Rota 2030. A medida provisória que cria o programa foi aprovada ainda na manhã desta quinta-feira no Senado. Temer participava da abertura oficial do Salão do Automóvel, em São Paulo.

A MP cria um novo programa para as montadoras de veículos no País, que em contrapartida terão de investir em pesquisa e desenvolvimento de produtos e tecnologias. “O Brasil pode se consolidar como principal fornecedor de veículos para a América Latina, temos todas as condições para isso”, disse o ministro da Indústria, Comércio, Exterior e Serviços, Marcos Jorge.

A aprovação da medida foi comemorada por representantes da indústria. O Rota 2030, que deve vigorar pelos próximos 15 anos, prevê incentivos fiscais para o setor automotivo – que só no ano que vem podem custar R$ 2,1 bilhões aos cofres públicos. Vale lembrar que a sanção ocorreu um dia após o Senado aprovar um reajuste de 16% para os salários dos ministros do STF.

O texto inclui também a prorrogação de incentivos regionais às montadoras instaladas no Norte e no Nordeste. Uma emenda que acrescentava a extensão de incentivos também paras as empresas do Centro-Oeste foi derrubada. Somados, os incentivos para essas três regiões chegariam a R$ 4,6 bilhões.

“O Brasil pode se orgulhar de ter sua política nessa direção. Precisamos desse instrumento legal para que todo conhecimento que temos no Brasil seja retido no Brasil”, disse o presidente da Anfavea, entidade que congrega as montadoras de veículos automotores no Brasil, Antônio Megale. Ele agradeceu a atuação de Temer para aprovação da proposta.

No mesmo evento, o presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa), José Luiz Gandini, também parabenizou o presidente, fazendo uma ressalva de que o governo enfrentou “problemas”. “Temos convicção que o senhor procurou fazer o melhor para o Brasil. Teve problemas, é bem verdade, que atrapalharam a eficiência de governo, mas pelas atitudes em torno do Rota 2030 o seu governo ficará para a história do País”, disse Gandini.

Bolsa cai mais de 2% com aumento do judiciário e exterior negativo

A aprovação do aumento do judiciário pelo Senado azedou o humor de investidores quinta-feira (8) e fez a Bolsa acumular o terceiro pregão consecutivo de baixa. Com a queda, também reflexo de perdas de emergentes no exterior, o Ibovespa devolve os ganhos acumulados desde a eleição de Jair Bolsonaro (PSL).

O principal índice acionário do país cedeu 2,38% e fechou a 85.620 pontos. Desde 26 de outubro, último pregão antes do segundo turno eleitoral, a Bolsa brasileira recua 0,11%.

Para analistas, a votação surpresa do reajuste do Judiciário na noite de quarta-feira eleva preocupações com o ajuste fiscal, considerado necessário para o reequilíbrio das contas públicas.

Há, ainda, o receio de que a pauta-bomba seja também um recado ao governo eleito, depois de Paulo Guedes ter falado em dar uma ‘prensa’ no Congresso para votar a reforma da Previdência.

Há dias investidores vem adotando postura mais cautelosa, reflexo dos desencontros da equipe de Bolsonaro sobre a reforma da Previdência, considera pelo mercado financeiro a prioridade do início de mandato.

“Ainda prevalece entre os investidores o estresse por conta da indefinição de prioridades do novo governo de Bolsonaro e definição de agenda nas diferentes áreas”, escreveu Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais.

Ainda sob a perspectiva local, a queda foi liderada pela baixa de mais de 3% nas ações da Petrobras, perdas que foram, em parte, atribuídas à baixa nos preços do petróleo no mercado internacional.

O mercado reage à temporada de divulgação de resultados de empresas locais. As ações da Estácio recuaram mais de 8% com desempenho abaixo do esperado pelo mercado no terceiro trimestre, arrastando papéis de empresas do setor de educação.

Outro destaque negativo foi a Cielo, que recuou quase 10% no pregão. O Banco Central estuda a regulação de pagamentos instantâneos, que não passariam pelos atuais arranjos de pagamento. A medida deve aumentar ainda mais a competição no setor, que vem derrubando os resultados da empresa. Em Nova York, as ações da PagSeguro caíram mais de 8%.

O dia foi negativo para mercados emergentes, em perdas que foram lideradas pela Bolsa mexicana, que caíram quase 6%. Por lá, notícias de interferência do governo eleito no setor bancário derrubaram os papéis.

Já as Bolsas americanas recuaram em dia de expectativa com decisão do Fed (Federal Reserve, o banco central americano), que decidiu manter os juros americanos entre 2% e 2,25% ao ano, conforme amplamente esperado pelo mercado. A próxima alta está prevista para a reunião de dezembro.

O dólar alternou durante toda a sessão alternando entre perdas e ganhos, fechou em baixa de 0,02%, a R$ 3,7390.

Banco Central dos Estados Unidos mantêm taxa de juros

Os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) decidiram, por unanimidade, manter a taxa dos Fed funds inalterada na faixa entre 2,00% e 2,25% nesta quinta-feira. A manutenção dos juros era largamente esperada por analistas e pelo mercado financeiro.

Ao justificar a decisão, o Fed afirmou, em comunicado, que as informações recebidas desde a reunião do início de agosto indicam que o mercado de trabalho dos EUA continuou a ganhar fôlego e que a atividade americana apresenta expansão a um ritmo “forte”. Além disso, o banco central notou que a taxa de desemprego caiu, efetuando uma leve alteração ao relação ao comunicado anterior, quando o Fed havia apontado que a taxa de desemprego continuava em ritmos baixos.

No início deste mês, o relatório de empregos do país mostrou que o salário médio por hora do trabalhador americano avançou 3,1% na comparação anual de outubro, no ritmo mais acelerado no atual ciclo de expansão econômica, enquanto a taxa de desemprego está em 3,7%, no menor nível em 49 anos. Em seu comunicado, a autoridade monetária dos EUA apontou que os ganhos de emprego têm sido fortes, em média, nos meses recentes. Além disso, o Fed afirmou que os gastos das famílias continuaram em níveis fortes, enquanto o crescimento dos investimentos fixos das empresas apresentou moderação em relação ao ritmo acelerado visto no início do ano.

Quanto à inflação, o banco central pontuou que tanto o índice global de preços ao consumidor quanto o núcleo do indicador, que exclui itens como alimentos e energia, permanecem próximos da meta de 2% estabelecida pelo próprio Fed. O indicador de inflação acompanhado de perto pela autoridade monetária americana, o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) atingiu 2,0% na comparação anual de setembro, indo ao encontro da meta do banco central.

Ainda no documento, o Federal Reserve reiterou que espera aumentar as taxas de juros de maneira gradual, o que seria “consistente com a expansão sustentada da atividade econômica, condições fortes do mercado de trabalho e inflação próxima da meta de 2%”

Redação Dinheirama
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