Agora você confere as principais notícias de 10/03/2019, domingo.

Mulheres são maioria entre prejudicados pela reforma da Previdência

A reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL) prejudicará uma quantidade maior de mulheres do que de homens no que diz respeito às mudanças nas regras da pensão por morte e da carência para a aposentadoria por idade, segundo dados divulgados ontem pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

Do total de dependentes da pensão por morte, 83,7% são mulheres e só 16,3% são homens. Na proposta de reforma, novas pensões terão redução do valor.

Em 2017, foram pagas 7,6 milhões de pensões, que correspondem a 27% dos benefícios previdenciários.

Pensionistas no Regime Geral de Previdência Social recebem hoje 100% do benefício herdado. Ou seja, uma viúva de um aposentado cujo benefício era de R$ 2.000 terá direito ao mesmo valor de pensão.

Com a mudança, a viúva ficaria com 60% do benefício e o restante seria distribuído em cotas de 10% por filho menor de 21 anos, até o limite de 100%. Caso a viúva não tenha filhos com esse perfil, um benefício de R$ 2.000 resultaria em uma pensão de R$ 1.200.

A reforma também acaba com a possibilidade do acúmulo integral de pensão e aposentadoria. A proposta é ter o pagamento integral do benefício maior e a limitação em até dois salários mínimos do benefício adicional.

As mulheres também são maioria entre os potenciais prejudicados pelo aumento da carência para a aposentadoria por idade, que passaria de 15 para 20 anos.

De acordo com o Dieese, em 2017, 62,8% das mulheres se aposentaram por idade, contra 37,2% dos homens. Na análise do órgão sindical, o resultado demonstra a dificuldade das seguradas em conseguir mais tempo de contribuição.

No mesmo estudo, mas com dados de 2014, o Dieese diz que metade das mulheres que se aposentam por idade têm, em média, 16 anos de contribuição ao INSS.

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Bolsonaro e Maia acertam ação pela Previdência e não descartam nomeações políticas

O presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), tiveram sua primeira conversa olho no olho, no sábado (9), no Palácio da Alvorada, passo importante para a união de esforços do Executivo e do Legislativo para a aprovação da reforma da Previdência.

A principal preocupação de Bolsonaro é quanto às chances da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Maia tranquilizou o presidente e garantiu que não haverá problemas, até porque os maiores debates serão depois, na Comissão Especial. Mesmo aí, a posição de Maia é de otimismo.

Os dois acertaram trabalhar em conjunto pela reforma e o presidente disse que vai atuar ativamente, sobretudo nas duas próximas semanas. Ele pretende receber os líderes aliados ao Planalto, e até mesmo líderes que não são da base, mas são de partidos comprometidos com a reforma. Disse, ainda, que não se opõe à nomeação de indicados políticos para cargos federais nos Estados, mas impôs uma condição: que tenham boa reputação.

Na conversa, Maia disse que só o fato de o presidente receber os parlamentares, conversar com eles, ouvi-los, já faz muita diferença no humor de deputados e senadores, que gostam de se sentir prestigiados. Faz parte da política. Como ele costuma dizer a amigos e interlocutores, com uma pitada de ironia, “o palácio tem um charme danado”.

Maia estava na residência oficial da presidência da Câmara, conversando com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que é do seu partido, o DEM, quando Bolsonaro telefonou convidando para a conversa no Alvorada, que durou em torno de uma hora e 15 minutos. A ministra acompanhou o encontro, em que Maia vestia camisa polo de manga curta e Bolsonaro estava de roupa de ginástica, num ambiente amistoso.

“Estou otimista”, comentou depois o presidente da Câmara sobre as possibilidades de vitória da reforma da Previdência. Ele vinha reclamando da decisão do Planalto de lotar mais de cem cargos de segundo escalão com militares e rejeitar as indicações políticas, próprias da democracia representativa, mas está convencido de que Bolsonaro compreende a importância da participação dos parlamentares e “vai entrar em campo pela aprovação da reforma”.

O cronograma acertado entre o Planalto e o Congresso é a tramitação e aprovação da regra geral primeiro, para só depois ser votado o regime especial dos militares, que deverá incluir policiais militares e bombeiros. Na conversa, Bolsonaro se mostrou de acordo e repetiu o que tem dito publicamente: todos terão de dar sua cota de sacrifício, porque o risco é de o Brasil repetir países como a Grécia, que quebrou.

Durante a curta semana do Carnaval, Rodrigo Maia recebeu em casa, para tratar da reforma da Previdência, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, que voltou à residência oficial duas vezes neste sábado. Ele também se encontrou duas vezes com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, para tratar do pacote antiviolência.

Donald Trump receberá Bolsonaro no dia 19 de março, anuncia Casa Branca

O presidente Jair Bolsonaro será recebido na Casa Branca por Donald Trump no dia 19 de março. Na pauta do encontro, além de assuntos bilaterais, estará a crise na Venezuela.

A data da reunião foi confirmada na sexta-feira (8), em comunicado divulgado pela secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders. O anúncio indicou que ambos os governantes falarão sobre “como construir um hemisfério ocidental mais próspero, seguro e democrático”.

“Os líderes das duas maiores economias do hemisfério também discutirão oportunidades para a cooperação em defesa, políticas comerciais a favor do crescimento, o combate à criminalidade transnacional e a restauração da democracia na Venezuela”, acrescentou o comunicado.

Trump e Bolsonaro também avaliarão o papel que Estados Unidos e Brasil desempenham no esforço por fazer chegar assistência humanitária à Venezuela. Ambos os países reconhecem Juan Guaidó como autoproclamado presidente interino venezuelano e já se manifestaram a favor da saída de Nicolás Maduro do governo.

No último dia 5 de fevereiro, o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, anunciou em Washington que Bolsonaro se reuniria com Trump em meados de março.

Redação Dinheirama
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