Agora você confere as principais notícias de 27/09/2018, quinta-feira.

Bolsonaro segue líder, mas perde para Haddad, Alckmin e Ciro em 2º turno, diz CNI/Ibope

Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira (26) aponta que Jair Bolsonaro (PSL) segue na liderança da corrida presidencial, com 27% das intenções de voto, seguido por Fernando Haddad (PT), com 21%; e Ciro, com 12%.

O resultado pouco mudou em relação à pesquisa Ibope anterior, realizada entre os dias 22 e 23 e divulgada na segunda-feira (24), quando Bolsonaro tinha 28%; Haddad tinha 22% ; e Ciro, 11%

Nas duas pesquisas, Geraldo ​Alckmin (PSDB) se manteve nos 8%. Já Marina Silva (Rede) passou de 5% para 6%

De acordo com o levantamento mais recente, João Amoêdo (Novo) aparece com 3%, seguido dos empatados Álvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB), com 2%. Guilherme Boulos (Psol) tem 1%. Entre os eleitores, 11% se declararam brancos e nulos, e 7% não responderam ou não souberam responder.

Em um segundo turno, Bolsonaro aparece numericamente atrás de Haddad (42% a 38%) e de Alckmin (40% a 36%), e perde de Ciro (44% a 35%). Ele aparece à frente de Marina (40% a 38%) dentro da margem de erro da pesquisa (dois pontos percentuais para mais ou para menos).

Os dois líderes nas pesquisas também são os candidatos com maior índice de rejeição junto ao eleitor, reforçando o alto grau de polarização na disputa.

Bolsonaro aparece como o candidato com maior índice de rejeição, com 44% dos eleitores afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Haddad e Marina empatam na segunda colocação, com 27%.

Os eleitores do candidato do PSL são os que apresentam maior grau de convicção, dado que 55% deles responderam que a decisão de votar nele é definitiva. No caso de Haddad, 49% disseram que não trocarão a escolha de candidato.

O levantamento CNI/Ibope também perguntou sobre o voto útil. Entre os eleitores, 28% afirmaram que a probabilidade de deixar de votar no candidato de sua preferência para evitar que outro que ele não gosta vença a eleição é alta ou muito alta.

A pesquisa foi contratada pela Confederação Nacional da Indústria e ouviu 2.000 eleitores entre os dias 22 e 24 de setembro em 126 cidades brasileiras. O levantamento está registrado no TSE com o número BR-04669/2018.

STF mantém cancelamento de títulos de eleitores que não fizeram biometria

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu quarta-feira (26), manter o cancelamento de título de eleitores que não realizaram o cadastramento biométrico obrigatório. Sete ministros se posicionaram contra o pedido formulado pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), que contestava a exclusão desses eleitores. Votaram desta forma os ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e o presidente da Corte, Dias Toffoli.

O PSB alegava que o cancelamento de títulos viola princípios como a democracia, a cidadania, a soberania popular e o direito ao voto. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram cancelados cerca de 3,3 milhões de títulos pelo não comparecimento à revisão, procedimento que atualiza o cadastro eleitoral, sendo a biometria um de seus meios.

Último a votar, Toffoli destacou que era “previsível” que o número de títulos cancelados fosse superior às eleições anteriores, uma vez que o processo de biometrização alcançou uma porcentagem maior do eleitorado brasileiro, eliminando mais cadastros irregulares. “Era previsível que com o passar do tempo, aumentando a base de pessoas que se submeteram ao processo de biometria, com o batimento, se ampliaria por consequência a captura daquelas que se utilizam do mecanismo de tentar se alistar mais de uma vez, que têm duplicidade”, observou o presidente da Corte.

“Parece-me que seria uma grande irresponsabilidade paralisarmos a salutar marcha do processo eleitoral em um momento tão decisivo do País para prestigiar uma parcela da população que se omitiu perante o chamamento da Justiça Eleitoral para recadastramento”, observou Gilmar Mendes.

Relator do processo, Barroso afirmou que atender ao pedido do PSB acarreta risco de “inviabilizar a eleição e lançar o país no caos” a menos de duas semanas para a realização do primeiro turno, marcado para 7 de outubro.

Dólar cai para R$ 4,03 com pesquisa eleitoral e decisão do Fed sobre juros nos EUA

A confirmação da já esperada alta na taxa de juros americana e a divulgação de novas pesquisas de intenção de votos para Presidente derrubaram em mais de 1% o valor do dólar nesta quarta-feira (26). A Bolsa teve dia volátil, alternando entre perdas e ganhos durante a maior parte da sessão.

O Fed (Federal Reserve, o banco central americano) confirmou as expectativas do mercado ao elevar  0,25 ponto percentual a taxa de juros americana, para o intervalo de 2% a 2,25% ao ano. Foi o terceiro aumento promovido neste ano. Para 2019, o BC dos EUA sinalizou mais três elevações, também em linha com o que esperavam investidores, e um outro aumento em 2020.

Isso colocaria os juros do Fed em 3,4%, cerca de 0,5 ponto percentual acima da taxa de juros “neutra” estimada, na qual os juros não estimulam nem restringem a economia.

Notícias de alta de juros nos Estados Unidos tendem a motivar a valorização do dólar ante divisas emergentes, porque incentivam investidores a retirar dinheiro aplicado em países considerados mais arriscados em busca de títulos da dívida americana, considerados ativos mais seguros.

No entanto, o mercado reagiu de forma distinta nesta quarta. O dólar chegou a recuar para a mínima de R$ 4,0110 e fechou em queda de 1,39%, a R$ 4,0260. O valor é o menor desde 21 de agosto.

De uma cesta de 24 divisas emergentes, o dólar perdeu valor para a metade delas.

No cenário doméstico, o mercado foi pautado pela nova divulgação de pesquisas eleitorais. A do Paraná Pesquisas colocou Jair Bolsonaro (PSL) à frente de Fernando Haddad (PT) em uma eventual disputa no segundo turno.

A notícia foi vista com otimismo por investidores, que têm apontado preferência pelo deputado após perceberem que Geraldo Alckmin (PSDB), até então considerado o mais apto a propor reformas, não conseguirá avançar na preferência dos eleitores.

Durante a tarde, nova pesquisa Ibope, encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), reestabeleceu o cenário de vantagem do petista. O noticiário externo ofuscou, no entanto, a atenção de investidores.

A Bolsa brasileira terminou o dia perto da estabilidade, após sessão alternando entre perdas e ganhos. O Ibovespa, principal índice acionário, ganhou 0,03%, a 78.656 pontos.

Argentina terá mais US$ 7 bilhões do FMI

O ministro de Economia da Argentina, Nicolás Dujovne, e a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, anunciaram quarta-feira (26), que o montante a ser recebido pelo país vizinho aumentou US$ 7 bilhões, totalizando US$ 57 bilhões. Além disso, Dujovne afirmou que o câmbio continuará a ser flexível, mas ressaltou que as autoridades argentinas não permitirão volatilidade excessiva, sugerindo intervenções pelo banco central quando houver grandes variações do dólar em relação ao peso.

“Neste novo acordo, o governo resolveu continuar com a implementação de um conjunto de políticas orientadas ao fortalecimento da economia argentina. A convergência mais rápida ao equilíbrio fiscal primário é um passo decisivo para a redução das necessidades de financiamento do governo, o que impulsionará a economia argentina”, afirmou Dujovne.

De acordo com ele, o montante que o FMI emprestará à Argentina este ano será de US$ 13,4 bilhões, ante US$ 6 bilhões previstos anteriormente. Já o valor previsto para 2019 é de US$ 22,8 bilhões.

Dujovne ainda comentou que a Argentina tem enfrentado uma jornada de volatilidade nos mercados financeiros nas últimas semanas. No entanto, ele garantiu que tem mantido o compromisso de assegurar câmbio flexível. “A estabilidade do peso não depende da política de intervenção, mas sim de uma política fiscal forte”, afirmou o ministro. Nesse sentido, ele comentou que o câmbio continuará flexível, embora grande volatilidade possa exigir intervenções.

Redação Dinheirama
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