Agora você confere as principais notícias de 25/09/2018, terça-feira.

Ibope mostra crescimento de Haddad e estagnação de Bolsonaro.

A pouco menos de duas semanas das eleições 2018, o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, parou de crescer e se manteve com 28% das intenções de voto. Seu principal adversário, Fernando Haddad (PT), subiu três pontos porcentuais e chegou a 22%. Os dados são de pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada nesta segunda-feira (24). Desde a semana passada, o candidato do PSL vem sofrendo ataques dos adversários, principalmente da campanha do tucano Geraldo Alckmin.

Nas simulações de segundo turno, Bolsonaro passou a perder para todos os adversários, com exceção de Marina Silva (Rede), com quem empata.

Desde o dia 11 de setembro, data em que Haddad foi oficializado como candidato do PT, a vantagem de Bolsonaro sobre ele caiu de 18 pontos porcentuais para 6. O petista é agora o único presidenciável que apresenta tendência de alta em toda a série de cinco pesquisas Ibope divulgadas desde 20 de agosto.

Além de se aproximar do líder, Haddad ampliou a vantagem sobre o terceiro colocado, Ciro Gomes (PDT), de 8 para 11 pontos porcentuais. Ciro tem 11% das preferências, mesma taxa da pesquisa anterior do Ibope, divulgada na última terça-feira.

A rejeição a Bolsonaro passou de 42% para 46% em uma semana. Depois de uma trégua e aumento de visibilidade causadas pela facada de que foi vítima, em 6 de setembro, o candidato do PSL voltou recentemente a ser atacado por adversários, tanto em eventos de campanha quanto em peças de propaganda eleitoral.

A seguir no ranking da rejeição  – parcela do eleitorado que diz não votar no candidato de jeito nenhum  – aparecem Haddad (30%), Marina (25%), Alckmin (20%) e Ciro (18%).

Líder nas pesquisas de intenção de voto para o primeiro turno da eleição presidencial, Bolsonaro não consegue superar nenhum adversário nas simulações de segundo turno. Conforme o instituto, se a segunda etapa da disputa fosse hoje, ele perderia para Haddad, Ciro e Alckmin, além de só empatar com Marina.

Em um eventual confronto entre Haddad e Bolsonaro, o candidato do PT tem 43% das intenções de voto e o deputado fluminense apresenta 37%. No levantamento anterior, divulgado pelo Ibope no último dia 18, os dois estavam numericamente empatados, com 40% das intenções cada um.

Além de sofrer uma desvantagem em relação a Haddad, Bolsonaro também perde para Ciro em uma simulação de segundo turno. Se houvesse uma disputa entre os dois, o pedetista venceria Bolsonaro por 46% a 35%. Há uma semana, havia empate técnico no confronto: Ciro tinha 40% contra 39% do candidato do PSL.

Alckmin também supera Bolsonaro na simulação de segundo turno. O tucano tem 41% contra 36% do capitão da reserva. Na pesquisa divulgada dia 18, os dois tinham o mesmo porcentual no cenário: 38%.

Bolsonaro diz que facada que recebeu foi ‘atentado político’

Em entrevista à rádio Jovem Pan nesta segunda-feira (24), o presidenciável Jair Bolsonaro disse que acredita ter sido vítima de um atentado “planejado” e “político”. O candidato recebeu uma facada durante ato de campanha em Juiz de Fora, em Minais Gerais, no começo do mês.

“No meu entender foi planejado, político, não tenho a menor dúvida. Me tirando de combate, você pega os três, quatro próximos da relação [de candidatos] e são muito parecidos”, disse Bolsonaro, com a fala entrecortada por momentos de choro.

“Ele deu uma facada e rodou. Para matar mesmo. O cara sabia o que estava fazendo. Por milímetros não atingiu veias que eu não teria como resistir”.

A Polícia Federal afastou a suspeita de que Adélio Bispo de Oliveira, o agressor, tenha recebido pagamento em sua conta bancária para executar o crime e reforçou a versão de que ele teria atuado sozinho, conforme adiantado pela Folha.

No entanto, Bolsonaro criticou a Polícia Federal pelo encaminhamento das investigações, falando que estão tentando “abafar o caso”.

“Ele [Adélio] foi para cumprir a missão. Pelo que ouvi dizer, a polícia civil de Juiz de Fora está bem mais avançada que a PF nas investigações. O depoimento que ouvi do delegado da PF que está tocando o caso é para abafar o caso. Dá a entender que age como defesa do criminoso. Isso não dá para acontecer”, completou o presidenciável.

Sobre a punição a Adélio, Bolsonaro disse que “tem que ser o que está na lei”. No entanto, disse que “quando for presidente” tornará equivalentes as penas para tentativa de homicídio e homicídio.

“Ele quase me matou. Porque a pena tem que ser diferente do homicídio em si? Vamos mudar isso quando for presidente”, completou.

Bolsonaro disse que terá alta até o dia 31 de outubro, mas que não fará campanhas na rua. Ele também afirmou que fará transmissões ao vivo em seu canal no horário eleitoral gratuito assim que estiver em sua casa, no Rio de Janeiro.

“Não posso ir para a rua, peço a compreensão dos amigos. Planejo fazer live todos os dias a partir do dia primeiro. Na última que fiz tinha 275 mil presentes.

Mercado reduz previsão de crescimento do PIB pela 5ª semana consecutiva

A expectativa de alta para o PIB este ano passou de 1,36% para 1,35%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira (24), pelo Banco Central. É a quinta semana consecutiva de redução na estimativa de alta da economia brasileira. Há quatro semanas, a projeção era de crescimento de 1,47%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%, igual ao visto quatro semanas atrás.

Já a projeção de inflação neste ano, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), passou de alta de 4,09% para elevação de 4,28%. Há um mês, estava em 4,17%. A projeção para o índice em 2019 foi de 4,11% para 4,18%. Quatro semanas atrás, estava em 4,12%.

No fim de julho, o BC reduziu sua projeção para o PIB em 2018, de 2,6% para 1,6%. A instituição atribuiu a mudança na estimativa à frustração com a economia no início do ano.

No fim de agosto, foi a vez de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informar que o PIB cresceu apenas 0,2% no segundo trimestre, em função dos efeitos da greve dos caminhoneiros ocorrida em maio e junho. No primeiro semestre, a alta acumulada foi de 1,0%.

No relatório Focus desta segunda-feira, 24, a projeção para a produção industrial de 2018 foi de alta de 2,67% para elevação de 2,78%. Há um mês, estava em 2,61%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 54,32%. Há um mês, estava em 54,25%. Para 2019, a expectativa passou de 57,75% para 57,90%, ante os 57,40% de um mês atrás.

O relatório também mostrou alteração no cenário para a moeda norte-americana em 2018 e 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano foi de R$ 3,83 para R$ 3,90, ante os R$ 3,75 verificados há um mês.

Para 2019, a projeção para o câmbio no fim do ano foi de R$ 3,75 para R$ 3,80, ante R$ 3,70 de quatro pesquisas atrás.

Peça-chave em investigação sobre Trump e russos deve deixar cargo no Departamento de Justiça

O vice-procurador-geral dos Estados Unidos, Rod Rosenstein – que supervisiona a investigação sobre a interferência da Rússia na eleição presidencial de 2016 -, deve deixar seu cargo no Departamento de Justiça, segundo fontes ouvidas pela imprensa americana.

Ainda não está claro, no entanto, se ele pedirá para sair do governo ou será demitido pelo presidente Donald Trump. Na sexta-feira, reportagem do New York Times afirmou que o vice-procurador-geral sugeriu, em 2017, gravar secretamente o presidente e destituí-lo do cargo por instabilidade mental.

Desde a publicação da reportagem do NYT, rumores em Washington sugerem que Trump deve demitir Rosenstein. O presidente, aliás, já tinha considerado essa hipótese em abril, depois que o FBI realizou buscas e apreensões no escritório e na casa de seu ex-advogado pessoal, Michael Cohen – que, recentemente, se declarou culpado por uma série de crimes.

Uma fonte ouvida pelo site Axios nesta segunda-feira (24), disse que Rosenstein se demitiu verbalmente em conversa com o chefe de gabinete de Trump, John Kelly. Um segundo membro do governo consultado pela mesma publicação, no entanto, afirmou que ele “espera ser demitido” e, portanto, deve se antecipar e se demitir.

Já a emissora NBC News informa que Rosenstein não pretende deixar o governo e teria dito que só sairia do cargo de vice-procurador-geral se for demitido pela Casa Branca – o que também é corroborado por uma fonte ouvida pelo Wall Street Journal.

Redação Dinheirama
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