Agora você confere as principais notícias de 06/09/2018, quinta-feira.

Pesquisa Ibope: Bolsonaro perde para Ciro, Marina e Alckmin no 2º turno

Nas simulações de segundo turno, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) perde para os candidatos Ciro Gomes (PDT) – 44% a 33% –, Marina Silva (Rede) – 43% a 33% – e Geraldo Alckmin (PSDB) – 41% a 32%– , e empata tecnicamente com Fernando Haddad (PT) – 36% para o ex-prefeito e 37% para o deputado –, segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada na noite de quarta-feira, (5).

O Ibope ouviu 2.002 eleitores, em 142 municípios, entre os dias 1º e 3 de setembro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. Isso significa que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o protocolo BR-05003/2018. Os contratantes foram o Estado e a TV Globo.

A divulgação do levantamento estava prevista para terça-feira (4), mas foi necessário adiá-la em razão de uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral.

O registro inicial da pesquisa, feito no dia 29 de agosto, ainda trazia um cenário com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato, como candidato. Porém, na madrugada de sábado, dia 1° de setembro, o TSE indeferiu o registro de sua candidatura.

Diante do ocorrido, o Ibope decidiu retirar da pesquisa o cenário com Lula, e manter apenas o que trazia Haddad em seu lugar. Como as perguntas feitas não seguiram exatamente o roteiro previsto no questionário registrado na semana anterior, foi necessário consultar o TSE. Na tarde de quarta-feira, o ministro Luiz Felipe Salomão decidiu não analisar o mérito da questão, alegando que o Ibope não poderia ter feito a consulta, por não ser “autoridade com jurisdição federal ou órgão nacional de partido político”.

Lula entra com novo recurso contra TSE e amplia ofensiva no STF

Na esteira do voto do ministro Edson Fachin, que entendeu que Luiz Inácio Lula da Silva poderia ser candidato, a defesa do petista decidiu concentrar sua ofensiva no STF (Supremo Tribunal Federal).

A estratégia — desta vez no STF –é reforçar a narrativa de que o processo contra o ex-presidente é ilegítimo e de que ele poderia concorrer na eleição de outubro até uma decisão final sobre o processo pelo qual foi condenado na Lava Jato.

Nesta quarta-feira (5), o PT entrou com um novo recurso no Supremo contestando a decisão do TSE, que, na semana passada, barrou a candidatura do petista.

Na noite de terça, o PT já havia apresentado um recurso ao STF contra a decisão que condenou Lula na esfera criminal. Também apresentou um ao TSE, contra a decisão da corte.

Agora, o partido apresentou o recurso mais importante, com o qual aposta no sorteio da relatoria- que será feito entre sete ministros.

A ofensiva vai ser embasada com a posição de Fachin, que votou por liberar o registro da candidatura de Lula para concorrer sub judice.

Voto vencido, Fachin acolheu os argumentos sobre a manifestação do Comitê de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), que recomendou ao Brasil que não impeça Lula de se candidatar.

A defesa também cita o posicionamento de Rosa Weber no julgamento de Lula no TSE, que estaria “em absoluta consonância ao posicionamento da corte”. Para ela, mesmo com o registro de candidatura indeferido, Lula poderia participar da campanha eleitoral até o trânsito em julgado do processo.

Os advogados de Lula pedem que o STF suspenda os efeitos da decisão do TSE que indeferiu o registro de candidatura de Lula ou ao menos autorize o petista a fazer campanha.

O novo pedido tem como objetivo acelerar a discussão no STF sobre a inelegibilidade de Lula.

Após salto, dólar perde fôlego e fecha em baixa a R$ 4,14

Apesar do salto pela manhã, o dólar mudou de direção e fechou em baixa nesta quarta-feira (5), conforme a pressão externa a países emergentes deu sinais de arrefecimento, mas com o cenário eleitoral ainda exigindo cautela de investidores.

O dólar comercial abriu em alta e foi a R$ 4,186, mas terminou o pregão em queda de 0,26%, cotado a R$ 4,144.

Entre os emergentes, o dia foi misto. Das 24 principais divisas, 13 perderam para o dólar. Mas o real acompanhou o movimento de valorização de moedas que vinham pressionando o câmbio nos últimos tempos, como a lira turca (+1,58%) e o peso argentino (+0,99%).

Cresce endividamento e inadimplência entre as famílias brasileiras em agosto

Os brasileiros ficaram mais endividados e inadimplentes em agosto, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) mostrou que o porcentual de famílias com dívidas aumentou de 59,6% em julho para 60,7% em agosto, a segunda alta mensal consecutiva.

Em relação a agosto do ano anterior, porém, o indicador de endividamento era mais elevado, alcançando 61,2% do total de famílias.

A proporção das famílias com contas em atraso também avançou, de 23,7% em julho para 23,8% em agosto, mas ainda é inferior ao resultado de agosto de 2017, quando 25,9% eram inadimplentes.

O total de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes aumentou de 9,4% em julho para 9,8% em agosto, embora ainda seja menor que o patamar de agosto do ano passado (10,6%).

A proporção de famílias que se declararam muito endividadas cresceu de 13,2% em julho para 13,5% do total de entrevistados em agosto.

“Apesar do aumento pontual, o indicador permaneceu em patamar inferior ao do ano passado, refletindo ritmo menor de recuperação do consumo das famílias e maior cautela na contratação de novos empréstimos e financiamentos”, disse a economista Marianne Hanson, da CNC, em nota oficial.

Redação Dinheirama
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