Agora você confere as principais notícias de 03/11/2018, sábado.

Pelo Twitter, Bolsonaro tenta limitar declarações de equipe

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) escreveu sexta-feira (2), em sua conta no Twitter, que desautoriza as informações de sua equipe para a imprensa. “Desautorizo informações prestadas junto a mídia por qualquer grupo intitulado ‘equipe de Bolsonaro’ especulando sobre os mais variados assuntos, tais como CPMF, previdência, etc”, afirmou. Ele citou diretamente os temas que já foram objeto de divergência entre membros da equipe econômica e seus assessores mais próximos da área política.

Durante a sexta-feira, Bolsonaro também se recusou a responder as perguntas da imprensa  ao embarcar para um passeio de barco com a família pela Restinga da Marambaia, uma área de reserva da Marinha, em Mangaratiba, município do litoral sul do Rio.

O presidente eleito passou a tarde  Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia (Cadim), uma organização militar da Marinha.

Ele estava acompanhado da mulher, Michele, da filha mais nova e do filho Carlos Bolsonaro, entre outros familiares, amigos e seguranças da Polícia Federal. Foi recebido por oficiais da Marinha, que possui um restaurante de acesso restrito na Reserva. O presidente posou para fotos com eleitores e autorizou o embarque de um cinegrafista de TV em um barco de apoio.

Em nota emitida por volta das 17h30 de sexta (02), a Marinha informou que o centro “tradicionalmente oferece privacidade e segurança para autoridades nacionais e estrangeiras” e tem por missão principal “contribuir para o aprestamento de Forças Navais e dos Fuzileiros Navais”.

Desde a manhã desta sexta, Bolsonaro e sua equipe dão sinais de que vão restringir os contatos com a imprensa. Ao embarcar, o presidente, que ficou cerca de 5 minutos interagindo com dezenas de pessoas que correram para o deck, ignorou todas as perguntas.

Mais cedo, ao sair de uma reunião na casa de Bolsonaro, o futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, se recusou a responder a maior parte das perguntas. Ele informou apenas que havia aprovado os nomes da equipe de transição e confirmou a agenda do novo presidente em Brasília essa semana. Segundo ele, Bolsonaro só voltará a falar na quarta-feira, em Brasília, após encontro com o presidente Michel Temer.

Acordo entre Embraer e Boeing terá aval de Bolsonaro

O presidente eleito Jair Bolsonaro se comprometeu a apoiar o acordo na área de jatos comerciais entre a norte-americana Boeing e a brasileira Embraer. Ele afirmou também que seu governo poderá vender áreas da Petrobrás e buscar parcerias para a empresa manter o calendário de investimentos.

O acordo entre Boeing e Embraer foi fechado no início de julho, e o governo do presidente Michel Temer esperava a definição da eleição presidencial para aprovar a parceria. “A fusão da Embraer com a Boeing continua sem problema algum e sim (vou avalizar)”, disse Bolsonaro, em sua primeira entrevista como presidente eleito. O governo tem uma “golden share” na Embraer, que lhe dá poderes para aprovar e vetar temas estratégicos para a empresa.

Após a eleição, o futuro Ministro da Defesa, general da reserva Augusto Heleno, já havia afirmado que via com bons olhos o acordo, mas que pretendia conhecer os termos do contrato que está para ser selado.

O presidente eleito afirmou ainda que em seu governo vai buscar parcerias para a Petrobrás continuar sustentável e capaz de fazer os investimentos necessários. A estatal virou o centro das atenções na Operação Lava Jato, que apurou desvios relacionados à administração da companhia. Neste ano, apesar de ainda exibir um alto endividamento, a estatal voltou a operar no azul.

“A Petrobrás não tem mais capacidade de investir, então tem que buscar fazer parcerias e vender algumas áreas”, disse Bolsonaro. O presidente eleito afirmou ainda que pretende manter o calendário de leilões de blocos de petróleo em seu futuro governo, como reivindica o setor.

Trump prevê que EUA e China fecharão um bom acordo comercial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse sexta-feira (2) que houve progresso com a China sobre comércio e previu que as duas maiores economias do mundo alcançariam um acordo muito bom.

Falando a repórteres na Casa Branca antes de sair para um evento de campanha, Trump confirmou que ele se encontraria com o presidente chinês Xi Jinping na Argentina para uma cúpula do Grupo dos 20.

“Nós tivemos uma discussão muito boa com a China. Nós estamos chegando muito mais perto de fazer alguma coisa”, disse Trump. “Eles querem muito fazer um acordo.”

“Eu acho que nós vamos fazer um acordo com a China e eu acho que será um acordo muito justo para todo mundo”, ele acrescentou.

Mais cedo, o principal assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, disse que os EUA e a China não estão próximos a um acordo para solucionar suas diferenças comerciais, e que ele estava menos otimista que antes de que tal acordo poderia ser fechado.

Trump disse que estaria muito disposto a fechar um acordo justo para que a China abrisse seu mercado. Ele disse que comércio seria um tópico quando ele se encontrar com Xi para jantar.

Redação Dinheirama
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