Agora você confere as principais notícias de 10/12/2018, segunda-feira.

Discussão sobre aquecimento global é secundária, diz futuro ministro do Meio Ambiente

Anunciado no domingo (9) futuro ministro do Meio Ambiente pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), o advogado Ricardo Salles (Novo) disse que a discussão sobre aquecimento global é inócua e pretende priorizar “questões tangíveis de preservação ambiental”.

Filiado ao partido Novo, Ricardo de Aquino Salles lidera o movimento Endireita Brasil e foi secretário estadual do Meio Ambiente em São Paulo na gestão de Geraldo Alckmin (PSDB). Neste ano, candidatou-se a deputado federal, porém, não conseguiu ser eleito. Após ser eleito, Bolsonaro cogitou extinguir a pasta.

Para Bolsonaro, o ministério precisa se aproximar dos ruralistas. O presidente eleito já defendeu acabar com o que chama “indústria de multas” no Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) e no ICMbio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

“Defender o meio ambiente e ao mesmo tempo respeitar todos os setores produtivos do Brasil é o que sintetiza muito nosso sentimento”, disse Ricardo Salles, após ser confirmado para o cargo. Nesta segunda-feira (10), ele irá a Brasília começar a trabalhar na equipe de transição do governo eleito.

“Respeitaremos todos aqueles que trabalham e produzem no Brasil, não só na agropecuária, mas todos os setores produtivos, inclusive na infraestrutura”, disse.

Com o anúncio, feito no domingo (9) pelas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro conclui suas nomeações, fechando seu governo com 22 ministérios, sete a mais do que o previsto durante a campanha.

Moro pretende ampliar e reforçar estrutura do Coaf

A equipe do futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, pretende reforçar a estrutura do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), principal órgão fiscalizador dessa área no Brasil, e tornar mais ágil o repasse de dados às instituições de investigação. Criado há 20 anos e vinculado atualmente ao Ministério da Fazenda, o Coaf ficará sob a responsabilidade do ex-juiz da Operação Lava Jato no Paraná. Moro indicou o auditor e chefe da área de investigação da Receita Federal em Curitiba, Roberto Leonel, para comandar o órgão a partir de 1.º de janeiro.

Foi o Coaf que identificou e informou ao Ministério Público Federal (MPF) a “movimentação atípica” de R$ 1,2 milhão entre 2016 e 2017 em uma conta do então assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), filho mais velho do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

O relatório, revelado pelo jornal O Estado de São Paulo, na quinta-feira (06),  apontou que uma das transações feitas pelo ex-assessor Fabrício José Carlos de Queiroz foi um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Ontem, Bolsonaro disse que o dinheiro foi um empréstimo para Queiroz.

A proposta de mudança do Coaf prevê a ampliação do quadro de funcionários – hoje com 37 pessoas – além de investimento em tecnologia. Um dos objetivos da reestruturação é que o órgão atue de forma mais “proativa e ágil”.

Há duas formas principais de atuação do Coaf. Uma é quando uma autoridade pede a informação por causa de uma investigação em curso. Essa é a que representa a maior parte dos relatórios feitos atualmente pelo órgão. O que o reforço na estrutura pode fortalecer é a segunda forma de atuação – quando o próprio conselho identifica suspeitas, em seu trabalho de busca de dados, e encaminha espontaneamente para autoridades.

Macron fará encontro com entidades após protestos de ‘coletes amarelos’

O presidente da França, Emmanuel Macron, se encontrará nesta segunda-feira (10) com representantes de sindicatos e outras entidades após novos protestos dos “coletes amarelos”, neste sábado, e fará um pronunciamento à nação em que se espera o anúncio de medidas que contemplem as reivindicações dos manifestantes.

Segundo a rede CNN, o discurso deve se centrar na ideia de unidade nacional e pedir que os manifestantes entrem em diálogo com o governo.

Uma fonte do Palácio do Eliseu afirmou à agência Reuters que o presidente quer reunir “todas as forças políticas econômicas, territoriais e sociais nesses tempos difíceis para a nação, para ouvir suas propostas”.

“O presidente da República vai fazer anúncios importantes”, havia dito horas antes o porta-voz do governo, Benjamin Griveaux, sem dar detalhes.

“Quando você vê esse nível de protesto, fica claro que precisamos de uma mudança de método”, acrescentou.

“No entanto, nem todos os problemas dos ‘coletes amarelos’ vão ser resolvidos com uma varinha mágica.”

​Macron já havia voltado atrás na questão do aumento do imposto sobre os combustíveis, mas o movimento demanda ainda impostos mais baixos e o aumento do salário mínimo e das aposentadorias.

No domingo (9), o ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire, afirmou que as manifestações são uma catástrofe financeira.

“É uma catástrofe para as lojas, é uma catástrofe para nossa economia”, disse Le Maire, após visitar estabelecimentos comerciais que foram alvo de vandalismo e saques em Paris.

“Devemos esperar uma nova desaceleração do crescimento econômico no fim do ano devido aos protestos”, afirmou.

Redação Dinheirama
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