Agora você confere as principais notícias de 21/11/2018, quarta-feira.

Futuro ministro da Saúde diz que Mais Médicos parecia ‘convênio entre Cuba e PT’

O futuro ministro da Saúde, o deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM), afirmou terça-feira (20), que o programa Mais Médicos era uma parceria entre o PT e Cuba, e não entre dois países, e que ainda precisa se reunir com o governo atual para definir o que será feito após os profissionais cubanos deixarem o Brasil.

“Esse (a ruptura do projeto) era um dos riscos de se fazer um convênio e terceirizar uma mão de obra tão essencial. Me pareceu muito mais um convênio entre Cuba e o PT, e não entre Cuba e o Brasil, porque não houve uma tratativa bilateral, mas sim uma ruptura unilateral (por parte de Cuba)”, disse, ao deixar o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, onde a equipe de transição se reúne, pouco após ser anunciado como futuro ministro da pasta.

“(A ruptura) era um risco que a gente já alertava no início. Precisamos de políticas que sejam sustentáveis. As improvisações em saúde costumam terminar mal, e essa não foi diferente das outras”, acrescentou.

Segundo Mandetta, a primeira medida da equipe de transição na área de saúde será se reunir com o atual governo para entender os impactos do fim do programa e conhecer as possíveis soluções. “Não (tivemos informações nas últimas 48 horas sobre uma solução). Estamos aguardando o momento certo de fazer esse diálogo e saber quais são as medidas do governo Temer.”

Sobre a possibilidade de os atuais médicos do programa ficarem no País e terem de fazer o Revalida, Mandetta afirmou que a questão ainda não foi discutida. O futuro ministro defendeu que seja feita alguma avaliação dos profissionais, mas disse que é possível realizá-la enquanto o médico estiver em serviço. “Há possibilidade de fazer avaliação em serviço, de fazer uma série de medidas onde você pode, ao mesmo tempo, dar garantias da qualidade daquele profissional. O objetivo é esse. Quais ferramentas serão utilizadas vai ser uma discussão com o setor”, destacou.

“O que queremos dizer com Revalida é saber quem é (o profissional), o que estudou, o que falta de lacuna para poder atender o povo brasileiro. Não pode haver relativização: não existe vida do interior e da capital, existe vida.

Vice de Bolsonaro viajou em aeronave de empresário e não declarou ao TSE

O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão (PRTB), pegou carona em uma aeronave para participar de evento da campanha, mas não incluiu esse dado na prestação de contas, o que contraria a legislação.

Mourão foi de Brasília a Cascavel (PR) nos dias 12 e 13 de setembro para o lançamento da candidatura do produtor rural Paulinho Vilela (PSL) a deputado federal.

A campanha de Jair Bolsonaro (PSL), que também fez a prestação de contas de Mourão, não registrou o transporte nas informações entregues ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A aeronave, de prefixo PT-VLY, pertence a Serafim Meneghel, usineiro do Paraná.

A viagem ao Paraná foi o primeiro evento público de Mourão após o atentado a faca contra Bolsonaro, em 6 de setembro.

Vilela, que acompanhou Mourão no trajeto, não se elegeu e declarou o uso do turboélice em sua prestação: R$ 25 mil de gasto estimado.

A lei determina que os gastos devem ser declarados por todos os candidatos que dividiram o transporte.

Ou seja, tanto o deputado como o vice-presidente deveriam ter computado a despesa.

Consultado sobre o tema, a assessoria do TSE ratificou essa posição: “Quando se trata de gasto em conjunto, o único registro dispensável é referente a material impresso. Nos demais casos, há necessidade do registro da [despesa] estimável em dinheiro.”

Paulo Guedes confirma a criação da Secretaria de Privatizações

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou terça-feira (20), a criação da Secretaria de Privatizações. A declaração foi feita na chegada ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, onde a equipe de transição está instalada.

Questionado por jornalistas se haverá aumento de impostos ou criação de novos, o ministro negou, mas confirmou a nova secretaria. “Vai ter secretaria de privatizações”, disse. “Não vai ter aumento de imposto”, completou.

Nesta tarde, Guedes participa de uma reunião no CCBB e o tema do encontro é “desestatização/privatização”.

Índices dos EUA zeram ganhos de 2018 sob pressão de ações de tecnologia e varejo

Os principais indicadores das Bolsas americanas zeraram os ganhos do ano nesta terça-feira (20), pressionados pelas quedas das ações de tecnologia e de varejo e por preocupações mais amplas sobre uma desaceleração econômica global.

Às 11h20 (horário local), o índice Dow Jones recuava 1,4%, enquanto o S&P 500 tinha queda de 0,9% e a Bolsa de tecnologia Nasdaq perdia 0,8%. No ano, os dois primeiros acumulam desvalorização de, respectivamente, 0,4% e 0,3%. Já a Nasdaq sobe 0,7%.

As ações de tecnologia continuam recuando nesta sessão, com destaque para a Apple, que se desvaloriza 3,02%. A empresa tem liderado os recuos dos papéis do setor, com preocupações de investidores com a desaceleração das vendas do principal produto da companhia, o iPhone.

O Facebook, depois de abrir em queda, passou a subir. Na última semana, a empresa enfrentou nova polêmica, após o jornal The New York Times publicar reportagem questionando as táticas do Facebook para lidar com desinformação e outros problemas do site.

A fraqueza inesperada do setor de tecnologia no curto prazo pode ter impacto significativo na economia global, piorando o que já é um ambiente macroeconômico conturbado, escreveu, em nota citada pela CNBC, Dario Perkins, diretor administrativo de macroeconomia global na TS Lombard.

A queda no setor de tecnologia é acompanhada de uma venda de ações de varejo, depois que a Target, referência no setor, registrou ganhos menores que o esperado no trimestre anterior e diminuiu a estimativa de vendas em suas lojas.

Em meio a esse cenário, investidores ponderam se a economia americana pode enfrentar desafios em 2019, como o impacto do corte de impostos e da diminuição dos gastos.

No Brasil, a Bolsa brasileira não funciona nesta terça pelo feriado de Consciência Negra. No ano, o Ibovespa sobe 15%.

Redação Dinheirama
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