Agora você confere as principais notícias de 08/05/2018, terça-feira.

Odebrecht usou esquema da ‘Câmbio, desligo’ para repasses a aliados de Temer

A Odebrecht teria utilizado um operador financeiro e uma empresa de entrega de valores investigados na operação ‘Câmbio, desligo’ para efetuar supostos repasses ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e ao amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer, José Yunes. Deflagrada na quinta-feira, dia 3, a operação investiga um sistema financeiro paralelo comandado por Dario Messer, apontado como o “doleiro dos doleiros”. O esquema teria movimentado cerca de US$ 1,6 bilhão entre os anos de 2011 e 2017 por meio de 3 mil offshores espalhadas em 52 países.

Os delatores Vincius Claret, conhecido como Juca Bala, e Cláudio Barboza, o Tony, revelaram aos investigadores da “Câmbio, Desligo” que a Odebrecht era cliente do grupo comandado por Messer e que o doleiro chegou a emprestar US$ 8 milhões, em 2011, para o caixa 2 da empresa utilizado para pagar propina a políticos.

Os pagamentos aos aliados do presidente seriam parte dos R$ 10 milhões supostamente prometidos pela empreiteira baiana ao grupo político de Temer em jantar realizado, em 28 de maio de 2014, no Palácio do Jaburu. Os repasses, delatados pelo ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Mello, são alvos de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) em que Temer e os ministros Moreira Franco (atualmente em Minas e Energia) e Padilha são investigados por suspeitas de repasses de propinas para campanhas eleitorais do MDB em troca de favorecimento à empresa.

Ouvido nesse inquérito que tramita no STF, o policial militar Abel de Queiroz confirmou ter realizado ao menos duas entregas no endereço de Yunes, entre os anos de 2013 e 2014. No depoimento de Queiroz, revelado pelo jornal “Folha de São Paulo” no domingo,(7). Queiroz era funcionário da Transnacional. A empresa é a filial paulista da Transexpert, investigada na operação “Câmbio, Desligo” e apontada como integrante do sistema financeiro paralelo comandado por Messer, considerado o maior doleiro em atuação no Brasil.

O PM esteve no local onde fica o escritório de Yunes acompanhado dos investigadores e confirmou “com absoluta certeza” ter ido realizar entregas “pelo menos duas vezes”. A versão do policial contradiz a dada por Yunes em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR). O ex-assessor e amigo de Temer assumiu à PGR ter recebido um pacote em seu escritório em apenas uma ocasião a pedido de Padilha. O advogado disse que não sabia que a entrega era de dinheiro e afirmou que atuou como uma “mula” de Padilha.

Para Temer, sua prisão após fim do mandato seria uma indignidade

O presidente Michel Temer afirmou que seria uma indignidade se ele fosse preso em 2019, logo depois de deixar o cargo. Em entrevista à rádio CBN, Temer disse não ter medo de ir para a cadeia após o fim do mandato.

“Não temo, não temo, não temo. Eu acho que seria uma indignidade. Eu lamento estarmos falando [sobre isso]”, disse.

A pergunta foi feita ao presidente com base em informações publicadas nesta segunda-feira (7) pela colunista Mônica Bergamo, do jornal “Folha de São Paulo”, que apontam que setores do Ministério Público já falam na aplicação de medidas cautelares a Temer após o exercício da Presidência.

“Eu prezo muito a instituição [Ministério Público], mas critico membros que agem politicamente”, afirmou.

O emedebista é alvo de uma investigação no STF (Supremo Tribunal Federal) que apura irregularidade no decreto dos portos.

O inquérito que trata do caso foi prorrogado por mais 60 dias nesta segunda, por decisão do ministro relator, Luís Roberto Barroso.

Neon fecha parceria com Banco Votorantim e não vê risco em manter nome

A Neon Pagamentos anunciou nesta segunda-feira (7) parceria com o Banco Votorantim para reestabelecer todos os serviços oferecidos aos clientes das contas digitais da fintech (empresa iniciante de tecnologia financeira).

Parceiro da Neon Pagamentos, o Banco Neon, que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central na sexta (4), viabilizava que a fintech oferecesse os serviços.

Originalmente, a instituição financeira tinha o nome de Banco Pottencial. Quando fechou seu acordo com a fintech, em 2016, ambas as instituições passaram a adotar o mesmo nome.

Com a liquidação, porém, o banco teve suas atividades interrompidas, e algumas funções das contas digitais da Neon Pagamentos haviam sido suspensas, bem como recargas e novas emissões de cartões pré-pagos.

Segundo Pedro Conrade, presidente da Neon Pagamentos, a prioridade da companhia agora será reestabelecer as funções que ficaram indisponíveis desde a liquidação, em especial a transferência de dinheiro e o pagamento de contas. Ele diz que isso deve acontecer nos próximos dias.

A Neon Pagamento diz ter cerca de 600 mil contas digitais ativas. Segundo Conrade, os cartões de débito dos donos dessas contas seguiram funcionando mesmo após a liquidação do parceiro Banco Neon.

“O mais importante agora é reestabelecer as transações que garantem que o cliente possa usar o dinheiro dele”, disse Conrade.

Dólar sobe para R$ 3,55 por cautela com acordo nuclear com Irã

O dólar acompanhou o exterior nesta segunda-feira (7) e voltou a R$ 3,55 em meio à ameaça do presidente americano, Donald Trump, de deixar o acordo nuclear com o Irã, o que aumentou a aversão a risco nos mercados internacionais. A Bolsa caiu pressionada pela forte desvalorização da Eletrobras.

O dólar comercial fechou em alta de 0,82%, para R$ 3,553. É o maior nível desde 2 de junho de 2016, quando terminou a R$ 3,588. O dólar à vista, que fecha mais cedo, se valorizou 0,79%, para R$ 3,546.

O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, teve queda de 0,49%, para 82.714 pontos. O volume negociado no dia foi de R$ 9,1 bilhões —a média diária do ano está em R$ 11,1 bilhões.

​A piora no humor ocorreu após o americano Donald Trump dizer, no Twitter, que vai anunciar nesta terça (8) a decisão sobre sua permanência no acordo nuclear com o Irã.

Redação Dinheirama
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