Agora você confere as principais notícias de 14/01/2019, segunda-feira.

Palocci quer ser consultor outra vez

O ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci quer voltar ao ramo da consultoria. Condenado pela Lava Jato a 9 anos e 10 dias de prisão em regime domiciliar por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Palocci confessou ter usado a empresa Projeto Consultoria, da qual era dono, para camuflar milhões de reais provenientes de propinas.

Agora, espera autorização da Justiça para voltar a trabalhar. Segundo amigos, Palocci pretende auxiliar empresas na área de compliance, termo que define a adoção de boas práticas de gestão empresarial, entre as quais o não envolvimento em casos de corrupção, e que virou termo da moda depois das prisões de grandes empresários pela força-tarefa de Curitiba.

No dia 29 de novembro, pouco depois de deixar a prisão em Curitiba para cumprir pena em regime domiciliar, em São Paulo, Palocci pediu autorização ao juiz Danilo Pereira Júnior, da 12.ª Vara Federal de Curitiba, para poder trabalhar enquanto cumpre a sentença.

“O trabalho não é negativo. Tenho certeza que o senhor pensa assim também”, argumentou Palocci. “Não quero passear, não quero nada”, completou o ex-ministro, em tom de brincadeira.

O juiz negou o pedido sob a alegação de que ele ainda não está no regime aberto.

Enquanto isso, o ex-ministro vive com ajuda financeira da família. Seu irmão, Pedro, é um grande empresário da área da saúde em Ribeirão Preto (SP), chegou a ser investigado pela Lava Jato mas não foi indiciado.

No apartamento de 500 m2 em São Paulo, avaliado em R$ 12 milhões – e bloqueado pela Justiça –, Palocci mantém alguns hábitos adquiridos nos mais de 800 dias de prisão. Entre eles o de cultivar mudas de frutas. Na cadeia, o ex-ministro plantava as sementes das frutas que consumia e presenteava os parentes dos colegas de cárcere com as mudas. Foram mais de 400.

Avião com Battisti deixa Bolívia em direção a Roma

O italiano Cesare Batistti foi entregue às autoridades italianas na tarde de domingo (13) e já está a caminho de Roma. Ele foi preso na noite de sábado (12) em Santa Cruz de La Sierra.

De acordo com a agência de notícias France Press, Batistti foi levado ao aeroporto boliviano de Viru-Viru.

De acordo a imprensa italiana e a agência France Press, ele deve chegar na Itália por volta do início da tarde de segunda-feira (13).

Opositor de Maduro é liberado após ser preso na Venezuela

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, o opositor Juan Guaidó, foi preso no domingo (13), por agentes do Serviço de Inteligência Bolivariana (Sebin), em uma estrada que liga Caracas a La Guaíra, no norte do país, onde ele era esperado para uma reunião. O deputado foi solto cerca de uma hora depois.

Segundo a mulher de Guaidó, Fabiana Rosales, eles foram interceptados por duas caminhonetes do Serviço de Inteligência (Sebin) “com armas longas e homens encapuzados”, e o obrigaram a descer do veículo em que viajava. “Não bateram nele, mas nos disseram que tinham de levá-lo detido imediatamente. A ditadura não poderá dobrar seu espírito de luta”, disse antes da libertação.

Um vídeo que mostra a ação foi divulgado no Twitter pelo partido Vontade Popular, fundado por Guadó e Leopoldo López, que faz oposição ao presidente Nicolás Maduro.

A Sebin não deu justificativa para a detenção. Maduro também não se manifestou. Mas o governo venezuelano buscou se dissociar da detenção, ao afirmar que se tratou de uma decisão “unitaleral” de funcionários da Sebin. “Soubemos que ocorreu uma situação irregular, em que um grupo de funcionários, agindo de forma unilateral, realizou um procedimento irregular contra o deputado Juan Guaidó”, disse o ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, em declaração na TV oficial.

Na sexta-feira, Guaidó declarou que poderia assumir a presidência de forma interina, por considerar que a posse de Maduro, no Tribunal Supremo de Justiça, constitui uma “usurpação”.

De acordo com Guaidó, a reeleição de Maduro, cujo novo mandato deve durar até 2025, infringiu três artigos da Constituição de 1999. Por isso, para restituir a ordem constitucional, pediu aos cidadãos e especialmente às Forças Armadas que não reconheçam o novo mandato do presidente.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, um crítico de Maduro, chamou Guaidó de “presidente interino” da Venezuela e apoiou sua decisão no Twitter. Ontem, ele descreveu o incidente como um sequestro. “A comunidade internacional deve parar os crimes de Maduro e seus asseclas”, disse.

O chavismo não reconhece o Parlamento, de maioria opositora, eleito em 2016. Para o governo, é a Assembleia Constituinte, chavista, formada após eleições convocadas por Maduro em 2017, quem tem poderes legislativos.

No fim do dia, Guaidó chegou em Caraballeda, Estado de Vargas, aclamado por centenas de seguidores. “Uma mensagem a Miraflores (o palácio presidencial): o jogo virou, o povo está nas ruas, aqui estão os símbolos da pressão, da resistência, da força”, disse no comício. “Tentaram me algemar, mas não permiti. Se queriam enviar uma mensagem para que nos escondêssemos, aqui está a resposta do povo.”

Redação Dinheirama
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