Agora você confere as principais notícias de 15/10/2018, segunda-feira.

PSL terá a maior fatia do Fundo Partidário

O crescimento da bancada do PSL na Câmara dos Deputados garantirá ao partido do presidenciável Jair Bolsonaro a maior fatia do Fundo Partidário a partir do próximo ano. Segundo levantamento feito jornal O Estado de São Paulo, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a sigla receberá em torno de R$ 110 milhões em recursos do fundo – abastecido com recursos públicos – ao longo de 2019.

O valor é mais de 17 vezes maior que o embolsado pela sigla em 2017, último ano com números mensais consolidados, quando recebeu R$ 6,2 milhões.

Apesar de ter conquistado a maior bancada na Casa para a próxima legislatura, o PT ficará em segundo lugar na divisão do dinheiro. Isso ocorre porque o critério para calcular o fundo é o número de votos válidos obtidos pelos partidos, não o número de deputados eleitos. O montante destinado ao partido de Bolsonaro será R$ 13 milhões superior ao que os petistas terão direito. “O PSL vai ter dinheiro para se estruturar, é uma novidade sem tamanho para eles”, aponta o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV.

Foi considerado para o levantamento o valor de R$ 888,4 milhões referente ao fundo de 2018, já que o montante estimado para 2019 ainda não foi divulgado pelo TSE. Outro ponto que chama atenção na nova tabela é a queda do MDB, que foi de terceiro para sexto partido com mais dinheiro do fundo: terá direito a R$ 53,4 milhões.

Por outro lado, o PSDB, apesar do desempenho pífio para a Câmara – elegeu apenas 29 deputados e passou da quarta para a nona maior bancada – será o terceiro partido com mais dinheiro do fundo, com R$ 57,8 milhões. Até este ano, era o segundo. Há, porém, uma diferença gritante entre os tucanos e os dois primeiros colocados: o PSL, cuja diferença para o PT será de R$ 13 milhões no ano, vai ter mais que o dobro do PSDB.

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FMI adverte sobre fim da oportunidade de manter crescimento global

O FMI (Fundo Monetário Internacional) advertiu sábado (13) que a “janela de oportunidades” para manter o crescimento global está acabando devido a disputas comerciais e à crise nos países emergentes, e estimulou que não piorem as coisas com desvalorizações artificiais.

Os membros do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (CMFI), a instância do Fundo Monetário Internacional, publicaram as suas recomendações em um comunicado de encerramento da reunião anual do FMI e do Banco Mundial em Bali, ao término de uma semana de queda dos mercados financeiros.

“Com uma janela de oportunidades que se fecha, vamos promover urgentemente as políticas e reformas” necessárias para o crescimento e a prevenção de riscos, indicaram.

O crescimento mundial “deveria ser estável em curto prazo e moderado a partir de então. No entanto, a recuperação é cada vez mais desigual e alguns riscos já identificados foram parcialmente confirmados”, assinala o texto.

Esta semana o FMI reduziu a sua previsão de crescimento do PIB mundial a 3,7% para 2018 e 2019 (-0,2 pontos), ao mesmo nível que em 2017.

“Existem riscos crescentes para a economia em um contexto de altas tensões comerciais, preocupações geopolíticas, com condições financeiras mais difíceis e que afetam muitos mercados e países emergentes”, destaca o organismo, que agrupa 189 países.

O secretário americano do Tesouro, Steven Mnuchin, indicou esta semana que comunicou as suas preocupações ao dirigente do Banco Central chinês sobre a debilidade do iuane.

“Nosso objetivo com a China é muito claro: trata-se de ter uma relação comercial mais equilibrada”, assegurou.

Ao contrário, o secretário se absteve de detalhar se acusaria a China de manipular a sua moeda em um relatório bianual da administração americana que será publicado na semana que vem.

Arábia Saudita promete responder a ‘ameaças’ no caso de jornalista desaparecido

A Arábia Saudita rejeitou domingo (14), qualquer ameaça de sanções ligadas ao desaparecimento do jornalista saudita Jamal Khashoggi, e ameaçou contra-atacar em caso de medidas hostis, um dia depois de o presidente americano, Donald Trump, prometer um “castigo severo” caso Riad esteja por trás desse caso. A Comissão de Relações Exteriores do Senado pediu uma investigação que poderia levar a aplicação de sanções.

“O reino rejeita qualquer ameaça ou tentativa de enfraquecê-lo, por ameaças de sanções econômicas ou por pressão política”, afirmou um funcionário que pediu anonimato, citado pela agência oficial SPA.

A fonte disse que Riad responderá a qualquer medida com uma reação ainda maior, e lembrou que a superpotência petrolífera saudita “desempenha um papel vital e efetivo na economia mundial”.

Trump ameaçou no sábado dar a Riad uma “severa punição” caso o reino esteja envolvido no caso Khashoggi, que supostamente teria sido morto por agentes sauditas dentro do consulado em Istambul.

O americano não descreveu, porém, quais punições a Arábia Saudita pode enfrentar. Ele indicou que Washington não quer prejudicar os estreitos laços de defesa, dizendo que os EUA estariam punindo a si próprios se suspendessem as vendas de equipamento militar para Riad.

Jamal Khashoggi, um jornalista crítico do poder de Riad e colaborador, entre outros, do jornal americano Washington Post, foi, no dia 2, ao consulado saudita em Istambul para obter um documento necessário para seu futuro casamento.

Desde então desapareceu e seu paradeiro é um mistério. Riad, que é suspeita de ter prendido, torturado e assassinado o jornalista, nega categoricamente qualquer envolvimento.

A Turquia, por sua vez, também acusou a Arábia Saudita de não cooperar nas investigações em torno do desaparecimento e, especialmente, de não deixar os investigadores turcos entrarem no consulado. Uma delegação saudita deve se reunir em Ancara com autoridades turcas para tratar da investigação.

O sumiço do jornalista saudita, que causou grande preocupação global, pode ter consequências significativas para o programa de reformas, especialmente as reformas econômicas, promovidas pelo príncipe herdeiro saudita Mohamed bin Salmán.

A ameaça fez com que o mercado acionário do maior exportador de petróleo do mundo perdesse US$ 33 bilhões de seu valor neste domingo, em um dos primeiros sinais dos problemas econômicos que Riad pode ter em decorrência da questão.

Redação Dinheirama
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