Agora você confere as principais notícias de 24/09/2018, segunda-feira.

Após semana turbulenta, Paulo Guedes visita Bolsonaro no hospital

Após uma semana marcada pela polêmica divulgação de seu plano de reforma tributária – que propõe substituir atuais tributos por uma única cobrança semelhante à da antiga CPMF –, o economista Paulo Guedes visitou, neste domingo (23), o candidato à Presidência nas eleições 2018 Jair Bolsonaro (PSL). Internado no Hospital Albert Einstein após sofrer um ataque durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), o presidenciável aproveitou o momento para mostrar um clima de harmonia entre os dois publicando uma foto em suas redes sociais. “Sempre juntos na busca da Ordem e Progresso!”, diz a mensagem.

Bolsonaro também utilizou o Twitter para reiterar sua intenção de reduzir o número de ministérios e “extinguir e privatizar” parte das estatais brasileiras, que ele classifica como gastos desnecessários.

Na quarta-feira (19), Bolsonaro chegou a rebater as declarações de Paulo Guedes na rede social: “Chega de impostos é o nosso lema!”, afirmou. Em evento, o general Hamilton Mourão também se disse contrário à criação de novos impostos. “É um tiro no pé”, declarou.

Em uma aparente articulação com a dupla, Guedes aproveitou o sábado (22), para almoçar com Mourão no Rio de Janeiro. Segundo ele, os dois falaram pouco sobre política e discutiram temas como economia e infraestrutura.

Preço da gasolina bate recorde e chega ao maior valor em dez anos

O preço da gasolina nos postos brasileiros chega às vésperas da eleição no maior patamar dos últimos dez anos, aumentando a pressão sobre a política de reajustes instituída pela Petrobras durante o governo Michel Temer.

Entre os principais candidatos à Presidência da República, é quase consenso que o modelo deve sofrer algum tipo de mudança. Apenas Jair Bolsonaro (PSL) apresenta em sua proposta uma fórmula parecida com a atual.

Nesta semana, a gasolina foi vendida em média no Brasil a R$ 4,65 por litro, de acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), alta de 0,5% com relação à semana anterior.

Desconsiderando picos provocados pelo desabastecimento durante a greve dos caminhoneiros, é o maior valor desde janeiro de 2008 (corrigidos pela inflação), quando a cotação do petróleo se aproximava dos US$ 100 (R$ 400, na cotação atual) por barril. Em junho daquele ano, chegou a bater em US$ 140 por barril (R$ 560). Nesta sexta (21), o petróleo Brent fechou a US$ 78,80 (cerca de R$ 315).

Além do efeito da cotação do petróleo, a escalada dos preços em 2018 é fruto da valorização do dólar, uma vez que a política adotada pela Petrobras desde outubro de 2016 determina que a venda do combustível no país deve acompanhar o valor do produto importado —o que inclui repassar a variação cambial.

No ano, o reajuste acumulado do preço da gasolina nas refinarias da estatal soma 29%, já descontada a inflação do período. Nas bombas, o aumento acumulado é de 10%, também descontada a inflação.

Popularidade de Emmanuel Macron atinge nível mais baixo desde posse

O índice de aprovação do presidente francês, Emmanuel Macron, atingiu seu mais baixo índice desde o início de seu mandato, segundo o instituto Ifop, em pesquisa para o Journal du Dimanche, divulgada neste domingo (23). Com 29% de franceses satisfeitos com seu governo, Macron perdeu cinco pontos em setembro em relação a agosto, quando alcançou 34%.

O escândalo envolvendo Alexandre Benalla, agente de segurança próximo do presidente e com funções não muito claras, foi um dos principais fatores dessa queda de popularidade. Benalla foi filmado agredindo manifestantes nos protestos de 1° de maio.

A demissão voluntária e inesperada do popular ministro do Meio Ambiente Nicolas Hulot também contribuiu para a baixa, além do encolhimento do poder aquisitivo, a situação dos aposentados e o franco empenho nas questões ambientais.

Os resultados confirmam uma tendência entre os franceses de questionar o desempenho dos líderes antes do meio do mandato, como aconteceu com os predecessores François Hollande e Nicolas Sarkozy.

Mas analistas acreditam também que Macron cometeu vários erros políticos, como não falar dos problemas assim que surgiram à tona ou se pronunciar em tom agressivo ou evasivo.

Outro episódio recente que ganhou destaque foi a maneira como falou com um jardineiro desempregado, dizendo-lhe que era só atravessar a rua para encontrar trabalho em um restaurante, implicando que o rapaz não estava procurando emprego com afinco.

Mas o maior desafio do presidente continua sendo a economia, com suas reformas liberais que não conseguem resultados concretos e a falta de eficácia contra o desemprego.

Redação Dinheirama
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