Agora você confere as principais notícias de 27/02/2019, quarta-feira.

Bolsonaro tem 39% de ótimo e bom e 19% de ruim e péssimo, aponta pesquisa

A avaliação positiva do governo de Jair Bolsonaro está em 39%, conforme pesquisa divulgada nesta terça-feira (26) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). A avaliação negativa ficou em 19%.

Na comparação com as pesquisas feitas em início de governo, quando os governantes costumam ter índices mais altos de aprovação, Bolsonaro tem resultado pior do que o registrado no início do primeiro governo Dilma Rousseff (49%) e dos dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva (57% no primeiro e 50% no segundo).

A avaliação de início da atual gestão é melhor que de Michel Temer (11%) e o segundo mandato de Dilma (11%).

De acordo com a pesquisa CNT/MDA, a proporção de pessoas que considera a atual gestão ótima é de 11%. Outros 28% avaliaram o início de governo como bom.

O levantamento mostra ainda que o governo é considerado péssimo para 12% dos entrevistados e ruim para 7%. A avaliação “regular” ficou em 29%. Do total, 13% dos entrevistados não souberam responder.

A pesquisa CNT/MDA ouviu 2.002 pessoas entre quinta-feira (21) e sábado (23) em 137 municípios de 25 unidades federativas. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.

Bolsonaro telefona para Gilmar Mendes e fala sobre crise na Receita

O presidente Jair Bolsonaro conversou nesta terça-feira, 26, com o ministro Gilmar Mendes pelo telefone sobre o vazamento de investigação com citações a agentes públicos por parte da Receita Federal.  Segundo apuração do jornal O Estado de São Paulo,  o presidente disse que estava preocupado com o ocorrido e pediu ao ministro sugestões de medidas para solucionar a crise.

A conversa foi intermediada pelo secretário especial da Receita, Marcos Cintra, que passou o telefone para Gilmar. Como revelou o Estado, o secretário pediu hoje à Polícia Federal que instaurasse um inquérito para apurar o vazamento dos dados da investigação contra o ministro e outras autoridades.

Além de Gilmar, também estão na mira de um grupo especial da Receita Roberta Maria Rangel, mulher do presidente do Supremo, Dias Toffoli.

Assim como no caso de Gilmar, a mulher de Dias Toffoli foi alvo de uma investigação preliminar da Receita Federal. Segundo apurou o Estado, a análise dos dados não resultou na abertura de um procedimento formal de fiscalização contra os dois. Até 2007, Toffoli foi sócio da mulher no escritório de advocacia Toffoli & Rangel Associados, em Brasília.

Ibovespa fecha com queda enquanto dólar sobe

A esperada proposta de reforma da Previdência veio a público, mas enquanto o carnaval não passa e o texto não começa a efetivamente tramitar no Congresso, o mercado financeiro anda de lado. Em uma semana, a Bolsa caiu 0,06% e o dólar fechou praticamente estável por dois pregões consecutivos.

Andar de lado é o jargão de analistas do mercado financeiro para dizer que num dia a Bolsa sobe, no outro cai, e o intervalo de preços pouco muda. O dólar é exemplo ainda mais concreto: subiu 0,05% na segunda e 0,02% nesta terça (26).

Também nesta terça, o Ibovespa, principal índice acionário do mercado, subiu 0,37%, a 97.602 pontos. Na véspera, o índice havia caído 0,66%.

Outro sinal de que o mercado está se movendo pouco é o volume negociado. Nesta terça, o giro financeiro foi de R$ 11,4 bilhões, abaixo da média diária do ano, ao redor dos R$ 17 bilhões.

É indicação de que investidores decidiram reduzir os negócios enquanto as notícias sobre a reforma não são consistentes para o lado positivo ou negativo.

Desde segunda, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), tem dito que o governo Bolsonaro precisa entrar na batalha da comunicação pela reforma, ao mesmo tempo em que declara não haver pressa para aprová-la. Nesta terça, em evento do BTG Pactual, Maia afirmou que o problema é que Bolsonaro está refém do discurso anti-política usado durante a campanha.

“A questão é construir uma aliança. A gente não pode menosprezar a política, criminalizar a política em todos os momentos”​, afirmou.

No exterior, o dia foi praticamente estável para as Bolsas americanas. Por lá, investidores aguardam o desenrolar das negociações entre Estados Unidos e China, que poderão encerrar a guerra comercial travada entre os dois países.

Senado aprova Roberto Campos Neto como novo presidente do BC

O plenário do Senado aprovou na noite desta terça-feira (26), por 55 votos a favor e 6 contra, o nome do economista Roberto Campos Neto como novo presidente do Banco Central no governo Jair Bolsonaro.

Senadores também aprovaram os nomes dos diretores Bruno Serra (51 a 3) e João Manoel Pinho de Mello (53 a 3), que ocuparão, respectivamente, as diretorias de Política Monetária e Organização do Sistema Financeiro.

Flávia Perlingeiro também foi aprovada, por 56 a 6, como diretora da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Todas as votações foram secretas.

Com a aprovação, os resultados são apresentados ao presidente da República e Campos Neto já poderá comandar a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), marcada para os dias 19 e 20 de março.

Na última reunião, em 6 de fevereiro, o Copom manteve a Selic (taxa básica de juros) na mínima histórica de 6,5% ao ano. A sétima manutenção consecutiva da taxa foi definida por unanimidade.

Horas antes da aprovação em plenário, os quatro haviam sido aprovados por unanimidade pelos senadores que integram a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) da Casa.

Antes da aprovação, os três foram sabatinados. Campos Neto disse que manutenção das reservas internacionais “ficou muito mais barata”, derrubando uma das críticas recorrentes à autoridade monetária.

O novo presidente do BC também mencionou dois projetos de interesse da instituição: o que prevê a autonomia do Banco Central, com a criação de mandatos fixos para seus dirigentes, e a fixação de critérios para pessoas que assumam o comando de bancos públicos e o que tem como objetivo blindar as instituições da influência política.

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Redação Dinheirama
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