Agora você confere as principais notícias de  01/10/2018, segunda-feira.

Pesquisa MDA/CNT indica empate técnico entre Bolsonaro e Haddad

Pela primeira vez, os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) aparecem tecnicamente empatados na corrida presidencial , conforme os resultados da pesquisa do instituto MDA encomendada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte).

O levantamento divulgado no domingo (30) mostra Bolsonaro com 28,2% das intenções de voto e Haddad com 25,2% da preferência dos entrevistados. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Considerando essa margem, Bolsonaro pode ter entre 26% e 30,4%. Já Haddad pode ter entre 23% e 27,4%.

Ciro Gomes (PDT) surge em seguida com 9,4%, tecnicamente empatado com Geraldo Alckmin (PSDB), que marcou 7,3%. Marina Silva (Rede) registrou 2,6%.

Acompanhe os números de cada candidato:

  • Jair Bolsonaro (PSL): 28,2%
  • Fernando Haddad (PT): 25,2%
  • Ciro Gomes (PDT): 9,4%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 7,3%
  • Marina Silva (Rede): 2,6%
  • João Amoêdo (Novo): 2%
  • Henrique Meirelles (MDB): 2%
  • Alvaro Dias (Podemos): 1,7%
  • Cabo Daciolo (Patriota): 0,7%
  • Guilherme Boulos (PSOL): 0,4%
  • Vera (PSTU): 0,3%
  • José Maria Eymael (DC): 0,1%
  • João Goulart Filho (PPL): 0,1%
  • Branco/Nulo: 11,7%
  • Indeciso: 8,3%

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas nos dias 27 e 28 de setembro em 137 municípios de 25 unidades da federação.

O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-03303/2018 e tem nível de confiança de 95%. Na última pesquisa MDA/CNT, do dia 17 de setembro, Bolsonaro aparecia em primeiro lugar, com 28,2% das intenções, seguido por Haddad, com 17,6%, e Ciro, com 10,8%.

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Vai ser igual Trump nos Estados Unidos, diz filho de Bolsonaro em ato na Paulista

Debaixo de garoa e vestindo camisas da seleção brasileira, manifestantes favoráveis ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) se concentram na avenida Paulista neste domingo (30).

O ato é uma resposta a eventos promovidos por mulheres contra Bolsonaro.

Entre os presentes estava o filho de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL). “Quem aqui quer Maduro e Evo Morales na posse do presidente?”, disse.

Ele questionou as pesquisas e pediu para todos votarem de verde e a amarelo. “Vai ser lindo. Vai ser como Trump nos Estados Unidos”, afirmou.

Eduardo também questionou pesquisas de opinião. “Quem aqui já foi entrevistado pelo Datafolha e pelo Ibope?”

Eduardo fez críticas à imprensa que, segundo ele, tenta dividir aliados de Bolsonaro, em referência a polêmicas do vice da chapa, General Mourão.

“Nós somos radicais, contra bandidos e criminosos nós somos radicais”, afirmou Eduardo.

O público gritava “ele sim”, em resposta ao #Elenão, que reuniu milhares de pessoas contra Bolsonaro no sábado. Também houve muitos gritos contra a Rede Globo.

Um dos presentes no carro de som, o ruralista Nabhan Garcia focou críticas no PT. “Se o PT voltar não teremos dinheiro nem para limpar a bunda”, disse.

Aliados de Bolsonaro também atacaram Geraldo Alckmin (PSDB). Major Olimpio, candidato ao Senado pelo SOL, afirmou que Bolsonaro está a “um Alckmin” de vencer no primeiro turno.

Dívida do País chega a 77,3% do PIB

Nem mesmo o pagamento de R$ 70 bilhões do BNDES ao Tesouro conseguiu impedir o avanço da dívida bruta brasileira em agosto. Dados divulgados ontem pelo Banco Central mostram que a dívida passou de 77,2% para 77,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no mês passado. Em valores nominais, ela subiu R$ 37,4 bilhões no mês e atingiu R$ 5,22 trilhões.

O avanço da dívida bruta tem sido motivo de preocupação entre analistas. Esse é um dos principais fatores observados pelas agências de classificação de risco, e seu crescimento torna cada vez mais duro o caminho para o Brasil voltar a ter o grau de investimento, espécie de selo de bom pagador que torna mais barato o crédito para o País no exterior. No melhor momento da série histórica do BC, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.

O montante anunciado ontem reflete a dívida do governo geral, que reúne o governo federal, os Estados e os municípios. Em agosto, o pagamento de uma das parcelas da dívida do BNDES ao Tesouro segurou um pouco a elevação da dívida bruta, mas foi insuficiente para congelá-la.

Um dos motivos para que a escalada continuasse foi o déficit primário (o resultado entre receitas e despesas do governo, sem contar o pagamento de juros da dívida) de R$ 16,88 bilhões do setor público em agosto. Este resultado reflete, na prática, que os governos estão gastando mais do que arrecadam. E para cobrir o rombo, eles acabam fazendo dívidas.

Além disso, a alta do dólar em relação ao real fez crescer a parcela da dívida bruta que está atrelada ao câmbio. “O efeito da desvalorização cambial se dá apenas sobre os passivos, o que contribui para aumentar a dívida bruta”, explicou o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha.

Estes dois fatores – o déficit primário e o câmbio – acabaram se sobressaindo. Se não fosse o pagamento do BNDES ao Tesouro, a dívida bruta subiria ainda mais. “Enquanto a economia continuar a ter déficits primários, a dívida vai tender a crescer”, disse Rocha. “Para a dívida se estabilizar, é preciso que o setor público faça superávits primários.”

O setor público, no entanto, ainda está distante de equilibrar as receitas e as despesas. Com o déficit primário de R$ 16,88 bilhões em agosto, o rombo fiscal já chega a R$ 34,7 bilhões em 2018. A meta do governo para este ano é de um déficit de R$ 161,3 bilhões para o setor público.

O principal motivo para o déficit primário é o rombo nas contas de Previdência Social, que somou R$ 18,02 bilhões no mês passado – o pior resultado para um mês de agosto em toda a série histórica do Banco Central, iniciada em dezembro de 2001. Nos oito primeiro meses deste ano, o déficit da Previdência já atinge R$ 123,38 bilhões.

Os números do BC mostraram também que, no caso da dívida líquida do setor público, houve recuo de julho para agosto, de 52,2% para 51,2% do PIB. Neste caso, a alta do dólar em relação ao real acabou sendo favorável, já que, na dívida líquida, é considerado, além dos passivos atrelados ao câmbio, os ativos em moeda estrangeira – como as reservas internacionais.

Redação Dinheirama
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