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PF recebe depoimentos e abre inquérito sobre laranjas ligados a ministro

A Polícia Federal instaurou nesta quarta-feira (27) um inquérito para investigar o esquema de candidatas laranjas do PSL de Minas vinculadas a Marcelo Álvaro Antônio, ministro do Turismo.

O Ministério Público entregou à polícia nesta quarta depoimentos de pessoas ouvidas sobre o esquema, além de documentos.

Os casos dos laranjas foram revelados pelo jornal Folha de São Paulo.

O promotor de Minas Fernando Ferreira Abreu realizou oitivas desde a semana passada. A polícia vai, a partir de agora, conduzir a investigação, dando as diretrizes ao trabalho. O ministro do Turismo deve ser ouvido, segundo os investigadores.

O escândalo dos laranjas do PSL levou à queda do ministro Gustavo Bebianno do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência e deixou o ministro do Turismo em situação delicada. Integrantes do PSL passaram a defender a demissão do ministro.

As autoridades de Minas iniciaram a investigação no caso após o jornal mostrar no dia 4 de fevereiro que o ministro do Turismo, deputado federal mais votado em Minas, patrocinou um esquema de quatro candidaturas de laranjas, todas abastecidas com verba pública do PSL.

Álvaro Antônio era presidente do PSL em Minas e tinha o poder de decidir quais candidaturas seriam lançadas. As quatro candidatas laranjas receberam R$ 279 mil da verba pública de campanha da legenda, ficando entre as 20 que mais receberam dinheiro do partido no país inteiro.

Desse montante, pelo menos R$ 85 mil foram destinados a quatro empresas que são de assessores, parentes ou sócios de assessores do hoje ministro de Bolsonaro. Ele nega irregularidades.

Não há sinais de que essas candidatas tenham feito campanha efetiva durante a eleição. Ao final, juntas, somaram apenas cerca de 2.000 votos, apesar do montante recebido para a campanha.

Irritados com articulação do Planalto, partidos rejeitam vice-liderança na Câmara

Irritados com a falta de articulação política do Planalto com o Congresso, partidos do centrão rejeitam a possibilidade de ocupar espaços na vice-liderança na Câmara.

Partidos como PRB, PSD, DEM e MDB não quiseram se associar às posições. Os postos são importantes por auxiliarem o líder da Casa na articulação com parlamentares, e eram uma aposta do governo para melhorar a interlocução com o Legislativo.

Com isso, a composição de seus parlamentares aprovada pelo presidente Jair Bolsonaro na segunda-feira (25) é apenas de deputados independentes das legendas, muitos dos quais já ocupam espaço na tropa de choque do governo.

Um exemplo é o presidente da chamada “bancada da bala”, Capitão Augusto (PR-SP), aliado de Bolsonaro, mas sem trânsito partidário: não conseguiu viabilizar uma candidatura avulsa à presidência da Casa no início do ano, quando seu partido decidiu apoiar a reeleição de Rodrigo Maia (DEM).

Além disso, três dos deputados que ocuparão a função são do próprio PSL, partido do presidente e também do líder do governo, Major Vitor Hugo (GO).

O usual é que as posições de vice-liderança sejam ocupadas por parlamentares da base aliada do governo. Em 2016, Michel Temer indicou 15 deputados para essa função, oriundos de 13 partidos diferentes.

Marx Beltrão (PSD-AL), que foi ministro de Michel Temer, e Silvio Costa Filho (PRB), por exemplo, chegaram a ser convidados extraoficialmente para compor o quadro de vice-líderes. Mas líderes do centrão afirmam que seria confirmar que fazem parte da base do governo, algo a que não estão dispostos sem que haja contrapartida do Executivo.

Já no Solidariedade, líderes afirmam que Lucas Vergilio (GO) pode sofrer sanções partidárias por ter confirmado sua posição à revelia da legenda.

Como ainda há espaços na vice-liderança, as siglas dizem que esperam alguma sinalização do Planalto —das nomeações em segundo escalão, por exemplo— para que haja mudança na decisão.

Petrobrás tem lucro de R$ 25,8 bilhões em 2018, 1º resultado positivo desde 2013

A Petrobrás fechou o ano de 2018 com lucro de R$ 25,779 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 446 milhões no exercício de 2017. Segundo balanço divulgado pela estatal na noite de quarta-feira (27), o resultado é reflexo de um maior lucro operacional, da redução do endividamento da empresa e de maiores receitas financeiras devido a ganhos com a renegociação de dívidas do setor elétrico.

Foi o primeiro resultado positivo após uma série de quatro anos consecutivos de perdas que teve início com o escândalo investigado pela Operação Lava Jato em 2014.

A empresa reportou lucro líquido de R$ 2,102 bilhões no quarto trimestre do ano passado, contra prejuízo líquido de R$ 5,477 bilhões de igual intervalo de 2017. Nos três meses imediatamente anteriores, a empresa havia reportado lucro líquido de R$ 6,6 bilhões, conforme os números atribuíveis aos acionistas.

De acordo com a petroleira, a queda no lucro líquido na comparação trimestral decorreu das menores margens nas vendas de derivados e ao impacto dos itens especiais. “Excluindo o impacto dos itens especiais, o lucro líquido seria R$ 8,035 bilhões e Ebitda ajustado R$ 31,020 bilhões”, apontou a empresa.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da petroleira foi de R$ 29,160 bilhões no quarto trimestre, alta de 124,5% ante os R$ 12,986 bilhões em igual período de 2017. Ante os três meses imediatamente anteriores, a variação foi negativa em 2%.

No acumulado do ano, o Ebitda ajustado totalizou R$ 114,852 bilhões, alta de 50% ante os R$ 76,557 bilhões de 2017, como resultado das maiores margens nas vendas de derivados no mercado doméstico e das exportações, acompanhando o aumento do preço do barril de petróleo.

A margem Ebitda ajustada ficou em 31% no último trimestre do ano passado, ante 30% nos três meses imediatamente anteriores e 17% em igual período de 2017.

A receita líquida somou R$ 92,720 bilhões no quarto trimestre de 2018, alta de 21% na comparação com os R$ 76,512 bilhões nos últimos três meses de 2017, mas queda de 6% frente ao período imediatamente anterior.

Venezuela volta a pedir negociações na ONU e sugere reunião entre Trump e Maduro

O ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, pediu na quarta-feira (27), na ONU, uma reunião entre os presidentes americano, Donald Trump, e venezuelano, Nicolás Maduro, para tentar encontrar uma saída para a crise – um dia antes da visita programada pelo líder opositor Juan Guaidó ao Brasil.

Em discurso ao Conselho de Direitos Humanos em Genebra, Arreaza disse que o presidente Maduro “está pronto para o diálogo (…) mesmo com os Estados Unidos”.

Antes de lançar este apelo, o ministro denunciou por vários minutos o que descreveu como uma “agressão” contra seu país, bem como o bloqueio econômico e o congelamento de ativos venezuelanos no exterior.

“Este conselho de direitos humanos deve levantar a voz porque o bloqueio contra a Venezuela e as medidas coercitivas unilaterais que violam a Carta das Nações Unidas”, afirmou. “Chega de tanta agressão.”

Arreaza voltou a acusar os Estados Unidos de quererem invadir a Venezuela, amparando-se na distribuição de ajuda humanitária. “Sob o pretexto da crise humanitária, uma intervenção é planejada em meu país”, insistiu.

“Voltamos a sugerir o caminho do diálogo, o diálogo com os Estados Unidos, e por que não uma reunião entre o presidente Trump e o presidente Maduro?”, questionou. “Existem diferenças, vamos trabalhar em concordâncias”, acrescentou.

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Redação Dinheirama
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