Agora você confere as principais notícias de 18/10/2018, quinta-feira.

Defesa de Temer reclama sobre indiciamento e nega acusações

A defesa do presidente Michel Temer entrou no STF (Supremo Tribunal Federal) com uma petição reclamando do indiciamento feito pela Polícia Federal no inquérito dos Portos.

A PF vê indícios de que Temer recebeu diretamente R$ 5,9 milhões de propina no setor portuário. Os valores teriam sido pagos pela Rodrimar, pelo grupo J&F e pelo grupo Libra, em doações oficiais e em dinheiro vivo.

Para os advogados do presidente, a PF usurpou competência do STF ao fazer o indiciamento e a “repercussão do ato visivelmente ilegal” prejudica a honra do presidente, “com reflexos inclusive na estabilidade da nação”.

No documento protocolado nesta quarta-feira (17) ao ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso na corte, a defesa afirma que não teve tempo de analisar o material, mas ressalta que Temer não praticou qualquer dos delitos que lhe foram atribuídos “e que, seguramente, não há elementos suficientes para justificar a conclusão lá exposta”.

Ainda assim, dizem os advogados, chamou a atenção a decisão da autoridade policial de proceder diretamente o indiciamento de Temer sem autorização do ministro, sem que a PGR (Procuradoria-Geral da República) tenha pedido, “usurpando a competência exclusiva desta Suprema Corte”.

A defesa destaca que a o presidente tem foro especial por prerrogativa de função, regulado pela lei 8.038/90, e que o STF tem jurisprudência no sentido de asseverar a incompatibilidade do indiciamento nestes casos.

“Está claro, pois, que a autoridade policial não dispõe de competência para formalização de ato de indiciamento contra o requerente, o qual, por isso mesmo, deve ser tornado sem efeito de forma imediata”, diz o texto assinado pelos advogados Frederico Donati Barbosa e Brian Alves Prado.

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Petistas avaliam que insistir em Ciro e FHC foi erro

Integrantes da coordenação da campanha de Fernando Haddad à Presidência avaliam que o PT adotou uma estratégia errada ao insistir no apoio de Ciro Gomes (PDT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) a uma ampla frente democrática contra Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo essas lideranças petistas, o erro estratégico fez com que Haddad perdesse mais de um terço dos 21 dias de campanha do segundo turno e a chance de aproveitar a empolgação causada pelo resultado eleitoral do dia 7.

A ordem agora é intensificar a desconstrução de Bolsonaro, desmentir a avalanche de fake news que inundou as redes sociais nas últimas semanas e apostar na ampliação das forças que apoiam Haddad com a adesão de personalidades e setores da sociedade civil.

De acordo com fontes da campanha, a “ficha” só caiu anteontem, quando Cid Gomes, irmão de Ciro, reagiu de forma explosiva chamando um militante petista de “babaca” em um evento que deveria ser de apoio a Haddad no Ceará. A entrevista de FHC ao Estado, na qual o tucano fala que existe “uma porta” em direção a Haddad, manteve alguma esperança de que a frente ainda pudesse vingar.  A nova declaração de FHC, hoje, dizendo que a “porta está enferrujada” soterrou a esperança.

Em entrevista coletiva no início da tarde desta quarta-feira, Haddad disse que nunca contou com o apoio do PSDB à sua candidatura.

“Nunca fiz referência específica ao PSDB. Sempre fiz referência ao PDT, PSB, PSOL, PC do B, PROS e nós (PT). Mas reconheço que há algumas personalidades do PSDB, uma parte da juventude, que tem mais referência no velho PSDB do (Mario) Covas, sobretudo, que nos momentos decisivos não deixava de se posicionar”, afirmou o candidato.

O petista disse que as portas de sua candidatura continuam abertas aos “democratas” que quiserem aderir à campanha contra Bolsonaro mas não escondeu a decepção ao comentar a nova declaração de FHC, com quem tem relação pessoal.

Dólar cai mais de 1%, a R$ 3,68, e volta aos preços de maio

O dólar fechou abaixo de R$ 3,70 nesta quarta-feira (17), voltando a patamares que não eram registrados desde maio.

A moeda americana recuou 1,02%, a R$ 3,6820, na mínima desde 25 de maio, quando o mercado sofria com a paralisação dos caminhoneiros nas estradas. Desde então, o dólar não havia fechado abaixo de R$ 3,70.

O mercado financeiro incorporou aos preços novas afirmações do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) sobre independência do Banco Central e sobre aprovar reforma da Previdência, ainda que em moldes diferentes dos propostos pelo presidente Michel Temer (MDB).

“Sem interferência, inclusive o Banco Central independente de política, o tripé macroeconômico tem que continuar em vigor, e o Paulo Guedes está com uma equipe muito grande e trabalha nesse sentido. A responsabilidade dele é enorme nessa área”, disse Bolsonaro em entrevista ao canal SBT na terça-feira.

A essa sinalização positiva se soma a vantagem de Bolsonaro na preferência dos eleitores antes Fernando Haddad (PT), com quem disputa o segundo turno.

O mercado externo segue influenciado pela expectativa de alta de juros nos Estados Unidos acima do previsto atualmente, ao mesmo tempo em que o presidente americano, Donald  Trump, critica a atuação do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA).

A Bolsa brasileira alternou entre perdas e ganhos durante o dia e fechou perto da estabilidade, com alta de 0,05%, a 85.763 pontos.

O Ibovespa sofreu com a queda de 1% nos papéis preferenciais da Petrobras e também pelo tombo nas ações da Eletrobras, mas acabou sustentado pela alta de quase 2% da Vale.

A Eletrobras se desvalorizou após decisão do Congresso rejeitar vendas de distribuidoras ligadas à estatal.

No exterior, as Bolsas tiveram um dia negativo, com queda generalizada nos Estados Unidos e na Europa.

Imprensa turca afirma que jornalista saudita foi torturado e decapitado

O jornalista saudita Jamal Khashoggi foi torturado antes de ser “decapitado” no consulado de seu país em Istambul, afirma o jornal Yeni Safak, que cita uma gravação de áudio dos fatos. Khashoggi, crítico do regime saudita, compareceu ao consulado no dia 2 para cumprir os trâmites burocráticos para seu casamento. Desde então não há notícias sobre o seu paradeiro.

O jornal Yeni Safak afirma que teve acesso a gravações de áudio e informa que Khashoggi foi torturado durante um interrogatório: os agentes sauditas cortaram os dedos da vítima. Ele foi “decapitado”, afirma o jornal, ligado ao governo turco, que não revela como teve acesso às gravações. As autoridades turcas acusam Riad de ter ordenado o assassinato do jornalista a uma equipe enviada ao consulado. O governo saudita nega.

A publicação da imprensa turca coincide com a chegada do secretário de Estado americano, Mike Pompeo, a Ancara, onde se reuniu com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, para abordar o desaparecimento do jornalista. Ele ofereceu ajuda americana à investigação turca.

Nesta quarta-feira (17), o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu à Turquia que entregue as gravações que poderiam revelar detalhes do que aconteceu com o jornalista Jamal Khashoggi em sua visita ao Consulado da Arábia Saudita em Istambul.

Nos últimos dias, alguns meios de comunicação, como o jornal Washington Post, para o qual Khashoggi escrevia, informaram sobre a existência de gravações de áudio e vídeo que provam que o jornalista foi “interrogado, torturado e assassinado” dentro do consulado. O seu corpo teria sido esquartejado.

Redação Dinheirama
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