Agora você confere as principais notícias de 19/06/19 quarta-feira.

Moro disse a Deltan temer que investigação poderia afetar alguém “cujo apoio é importante”

O ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro, se posicionou contra investigações sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) na Lava Jato por temer que elas afetassem “alguém cujo apoio é importante”, segundo mensagens divulgadas nesta terça-feira (18) pelo site The Intercept Brasil.

Em mais uma rodada de conversas divulgadas pelo site e atribuídas ao então magistrado e a integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Moro questiona o procurador Deltan Dallagnol em 2017 sobre citações a FHC na delação da Odebrecht.

O ex-juiz afirmou que uma petição, oriunda da colaboração da empreiteira, apurava relatos prescritos e “melindra” o ex-presidente, segundo o The Intercept Brasil.

A menção ao tucano na delação da Odebrecht foi enviada, na época, para análise da Justiça Federal de São Paulo pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin.

O caso não chegou a ser analisado nem no âmbito da Procuradoria da República no Paraná, cuja coordenação da Lava Jato é feita por Deltan, nem por Sergio Moro.

Nas mensagens divulgadas nesta terça pelo site, Moro pergunta a Deltan: “Tem alguma coisa mesmo séria do FHC? O que vi na TV pareceu muito fraco”, afirma. “Caixa dois de 96?”, completa.

Deltan responde: “Em pp [princípio] sim, o que tem é muito fraco”. “Não estaria mais do que prescrito?”, questiona novamente Moro.

“Foi enviado para SP sem se analisar prescrição. Suponho que de propósito. Talvez para passar recado de imparcialidade”, afirma Deltan.

Moro, então, comenta: “Ah, não sei. Acho questionável pois melindra alguém cujo apoio é importante.”

Polícia Federal deve facilitar trâmites para quem quer ter arma em casa, defende Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro disse na terça-feira (18), que, se o Senado derrubar o decreto que flexibiliza a posse e o porte armas, irá determinar ao ministro da Justiça, Sergio Moro, que a Polícia Federal não dificulte quem quiser ter armas em casa. Ele conversou com jornalistas após um evento no Palácio do Planalto.

O projeto que anula os efeitos do decreto de Bolsonaro está na pauta do plenário do Senado desta terça-feira, 18. Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa rejeitou o relatório do senador Marcos do Val (Cidadania) favorável ao decreto presidencial e encaminhou para plenário um parecer alternativo do senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB) favorável a anular os efeitos do ato presidencial.

“Não tem plano B (caso o decreto seja derrubado). A Polícia Federal está sob meu comando. No Brasil, o grande reclamo do pessoal do passado era que a PF, na questão de efetiva necessidade, tinha dificuldade… Eu, como presidente, isso vai ser atenuado, porque vou determinar junto ao ministro Sergio Moro, que tem a PF abaixo dele, para a gente não driblar, e não dificultar quem quer, porventura, ter arma em casa”, afirmou.

Bolsas se aproximam de recorde com expectativas de corte de juros e de acordo comercial

A expectativa de corte de juros e de conciliação entre Estados Unidos e China levou as principais Bolsas mundiais a beirarem seus recordes nesta terça-feira (18). A sinalização de que o Banco Central Europeu (BCE) deve afrouxar a política e a conversa entre os presidentes dos EUA e China sobre um acordo comercial impulsionaram fortes altas no mercado acionário.

O Ibovespa subiu 1,82% e retomou os 99 mil pontos, maior patamar desde março. O dólar acompanhou o viés positivo e recuou 1%, a R$ 3,861.

A alta do Ibovespa, maior índice acionário do país, foi impulsionada pela valorização de 5% do minério de ferro na China, que levou as ações da Vale a uma alta de 3,78%, a R$ 52.

Além disso, o relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB), estuda rever o aumento de tributação sobre a B3 com a elevação da CSLL (contribuição sobre lucro líquido) prevista no projeto.

As ações da companhia, que caíram 6% desde sexta (14), se recuperam com a declaração de Moreira. Nesta terça elas subiram 7,35%, a R$ 38,11, maior alta do Ibovespa.

O índice teve alta de 1,82%, a 99.404 pontos. O giro financeiro foi de R$ 15,4 bilhões.

Governo vai dar autorização para trabalho aos domingos e feriados

O governo irá autorizar, em caráter permanente, ou regularizar o funcionamento de 78 setores da economia aos domingos e feriados. O número de setores com trabalho nesses períodos ainda pode mudar até a publicação da norma.

Com a medida, o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, espera incentivar a geração de emprego.

“Com mais dias de trabalho das empresas, mais pessoas serão contratadas. Esses trabalhadores terão suas folgas garantidas em outros dias da semana. Respeito à Constituição e à CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)”, escreveu Marinho em uma rede social.

​Segundo o secretário, a portaria busca atender necessidades de alguns setores. Ele citou especificamente o caso de uma safra que precisa ser recolhida e guardada para evitar uma chuva extemporânea que possa prejudicar essa colheita. “A safra não pode ser interrompida em função de um dia da semana. É uma questão de bom senso permitir que a safra possa ser recolhida independente se é segunda, terça, quarta, quinta, sexta ou sábado”, afirmou.

Redação Dinheirama
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