Agora você confere as principais notícias de 04/05/19 sábado.

Bolsonaro desiste de viagem a Nova York em que seria homenageado

Após ser alvo de polêmica, o presidente Jair Bolsonaro desistiu de viajar a Nova York este mês para receber a homenagem de “Pessoa do ano”. O evento organizado pela Câmara de Comércio Brasil-EUA ocorreria no dia 14 de maio.

Em nota, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, disse que Bolsonaro cancelou a ida aos Estados Unidos “em face da resistência e dos ataques deliberados do prefeito de Nova York e da pressão de grupos de interesses sobre as instituições que organizam, patrocinam e acolhem em suas instalações o evento anualmente, ficou caracterizada a ideologização da atividade”.

“Em função disso, e consultados vários setores do governo, o presidente Bolsonaro decidiu pelo cancelamento da ida a essa cerimônia e da agenda prevista para Miami”, disse o porta-voz.

A homenagem ao presidente foi alvo de protestos e resistências nos Estados Unidos. Primeiro, o Museu de História Natural da cidade se recusou a ser sede para o evento. Depois, Bolsonaro foi alvo de críticas pelo prefeito de Nova York, Bill de Blasio. A Câmara de Comércio teve dificuldade em conseguir um lugar para realizar o evento, mas por fim havia reservado um espaço em um hotel da rede Marriott, próximo à Times Square.

Durante a última semana, ativistas de direitos LGBTQ passaram a pressionar empresas que patrocinam o evento a boicotar a premiação. Algumas empresas, como a Delta, decidiram deixar de patrocinar o evento devido à pressão. Uma grande manifestação é preparada para acontecer no dia do evento.

Petrobras sobe preço do diesel em 2,5%

A Petrobras anunciou nesta sexta (3) aumento médio de 2,5% no preço do diesel vendido em suas refinarias. A empresa elevou também os preços do gás de cozinha vendido em botijões de 13 quilos, mais usados nas residências.

O reajuste no preço do diesel ocorre 15 dias após a última alta, de 4,8%, respeitando o prazo mínimo definido pela política de preços da estatal.

A partir deste sábado (4), o diesel será vendido pelas refinarias da empresa, em média, a R$ 2,3047, por litro, alta de R$ 0,0577 com relação ao valor vigente até esta sexta. Não houve alteração no preço da gasolina.

É o segundo aumento no preço do diesel desde que a empresa suspendeu elevação de 5,7%, anunciada no dia 11 de abril, em função de riscos de nova greve dos caminhoneiros. O recuo se deu após telefone do presidente Jair Bolsonaro ao presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

A suspensão do reajuste levantou temores sobre intervenção do governo na gestão da Petrobras, derrubando o valor das ações da empresa. No pregão do dia seguinte, a companhia perdeu R$ 32 bilhões em valor de mercado.

O preço do gás vendido em botijões de 13 quilos foi reajustado em 3,4%. A partir deste sábado, o combustível será vendido pelas refinarias da Petrobras a R$ 26,20 por cada 13 quilos.

Esse produto é reajustado pela Petrobras a cada três meses. Já o óleo diesel tem reajustes num prazo mínimo de 15 dias. A gasolina, que já subiu três vezes em abril, tem reajustes, no máximo, a cada 15 dias.

Bolsas de Nova York batem recorde pela terceira vez no ano

A criação de vagas de emprego nos Estados Unidos saltou em abril e a taxa de desemprego caiu para uma mínima de mais de 49 anos. Os números excederam as expectativas e animaram os mercados globais na sexta-feira (3). Pela terceira vez no ano — e segunda na semana —, S&P 500 e Nasdaq, índices da Bolsa de Nova York, bateram a máxima histórica.

Segundo o relatório mensal do Departamento de Trabalho americano, foram criadas 263 mil vagas de emprego fora do setor agrícola a no mês passado, em meio a ganhos no número de contratações em quase todos os setores. Economistas consultados pela Reuters projetavam criação de 185 mil vagas fora do setor agrícola em abril.

O segundo mês de forte crescimento de vagas emprego é mais uma prova de que o fraco aumento em fevereiro foi uma anormalidade. Os dados também aliviam efetivamente as preocupações sobre uma recessão e diminuem as expectativas de um corte na taxa de juros neste ano.

As bolsas globais reagiram de forma positiva aos números, que afastam o temor de uma recessão global. Índices da Bolsa de Nova York superaram os recordes batidos na segunda (29).

A Bolsa brasileira seguiu o viés positivo, apesar de dados negativos da indústria em março — a produção caiu 1,3%, contra o recuo de 0,7% esperado pelo mercado.

O Ibovespa, maior índice acionário do país, subiu 0,5%, a 96 mil pontos. O volume negociado foi de R$ 12,8 bilhões, abaixo da média para o ano.

O dólar teve uma desvalorização de 0,53% nesta sexta, a R$ 3,94.

Grupo de Lima busca apoio da UE e de aliados do chavismo para fim de crise na Venezuela

O Grupo de Lima defendeu após reunião na sexta-feira (3), na capital peruana uma reunião com  a União Europeia, o Uruguai, México e a Bolívia – países que defendem uma saída negociada para a crise venezuelana – uma reunião para discutir a redemocratização no país.  O grupo, que reúne países latino-americanos críticos ao regime de Nicolás Maduro, também defendeu incluir Cuba nas negociações para o fim da crise.

“Concordamos em propor ao Grupo de Contato Internacional um reunião urgente para encontrar uma saída convergente para reestabelecer a democracia na Venezuela”, diz a nota. “Convidamos outros membros da comunidade internacional comprometidos a esse propósito a se somar a nossos esforços.”

A principal diferença entre as abordagens do Grupo de Lima e o Grupo de Contato reside no fato de o primeiro vincular a transição pós-chavista à liderança do líder opositor Juan Guaidó. Europeus e países latino-americanos com governos alinhados à esquerda acreditam ainda em uma transição negociada entre os dois lados, com antecipação de eleições monitoradas pela comunidade internacional e participação do chavismo como ator político.

Cuba, por sua vez, é o principal aliado de Maduro e colabora com o chavismo no setor de inteligência e segurança. Sua dependência econômica da Venezuela, principalmente pelo petróleo enviado à ilha, tornaria uma mudança de governo em Caracas uma ameaça econômica para a sobrevivência do regime castrista.

Apesar de o governo americano ressaltar que uma saída militar para a crise não está descartada, nenhum país latino-americano está disposto a apoiá-la, nem mesmo os mais próximos de Washington, como o Brasil e a Colômbia. Com isso, a pressão por negociações diplomáticas têm crescido.

Em paralelo, o ministro da Defesa venezuelano Vladimir Padrino confirmou na sexta-feira (3) que recebeu uma oferta dos Estados Unidos para romper com Maduro. “Quiseram me comprar como se eu fosse um mercenário”, disse.

Redação Dinheirama
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