Agora você confere as principais notícias de 24/06/19 segunda-feira.

Bolsonaro critica texto sobre agências e reclama: ‘Querem me deixar como rainha da Inglaterra?’

Em mais um capítulo da relação tumultuada do governo com o Congresso, o presidente da República, Jair Bolsonaro, criticou um projeto de lei aprovado na Câmara que trata da gestão e da organização das agências reguladoras. Segundo ele, o projeto determinaria que as indicações de integrantes das agências reguladoras passassem a ser feitas pelo parlamento, e não pela Presidência da República.

O projeto de lei nº 6621 foi, de fato, aprovado no Senado e na Câmara e, agora, aguarda apenas a sanção de Bolsonaro. Ele tem até a próxima terça-feira dia 25, para fazer isso. O texto trata do processo decisório e do controle social das agências reguladoras.

“Fui informado agora que foi aprovado na Câmara um projeto que faz com que a indicação dos integrantes das agências passe a ser privativa do Parlamento. Eu não posso mais indicar”, criticou Bolsonaro. “Por exemplo, eu indiquei há pouco uma pessoa para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Se isso aí se transformar em lei, todas as agências serão indicadas por parlamentares. Imagina qual o critério que vão adotar”, acrescentou o presidente. Na sequência, Bolsonaro afirmou: “Pô, querem me deixar como a rainha da Inglaterra? Este é o caminho certo?”.

Questionado, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), afirmou que o projeto em questão “não tira nenhum poder do presidente e não delega nada novo ao parlamento”.  “O presidente não perde prerrogativa alguma”, rebateu.

Mensagens de Moro e Lava Jato provocam reações de políticos

As novas mensagens envolvendo Sergio Moro, ministro da Justiça, e procuradores da Lava Jato em Curitiba provocaram reações de políticos e nomes ligados à força-tarefa.

Os diálogos foram divulgados neste domingo (23) pelo jornal Folha de São Paulo, em reportagem com o site The Intercept Brasil. Mostram como os procuradores se articularam para proteger o então juiz e evitar que tensões entre ele e o Supremo Tribunal Federal paralisassem as investigações em março de 2016.

Ex-juiz responsável pela operação e hoje membro do governo Jair Bolsonaro, Moro não falou sobre o assunto. No Twitter, publicou, em latim, citação do filósofo romano Horácio: “Parturiunt montes, nascetur ridiculus mus [As montanhas partejam, nascerá um ridículo rato]”.

Em resposta à declaração, o ex-presidenciável do PT Fernando Haddad publicou em rede social: “‏Moro pariu um golpe”.

“Folha não detectou nenhum indício de que material da #VazaJato possa ter sido adulterado. O jornal buscou nomes de jornalistas e encontrou mensagens reais trocadas com integrantes da força-tarefa, obtendo assim um forte indício da integridade do material”, escreveu Haddad.

Também por rede social, a presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), chamou Moro de mentiroso e disse que ele foi desmascarado em uma intenção de evitar que o STF (Supremo Tribunal Federal) soubesse de apurações relacionadas a autoridades com foro especial, conduzidas por Curitiba.

“Não podia esconder do STF que investigaria políticos com foro nas cortes superiores. Fez isso para não perder o processo e continuar sua saga contra Lula”, escreveu.

Trump volta a falar em sanções e deixa possibilidade de ataque ao Irã em aberto

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que imporá sanções adicionais contra o Irã, em um esforço para impedir que Teerã obtenha armas nucleares, acrescentando que a ação militar ainda é uma possibilidade considerada por ele. Na quinta-feira, Trump já havia mencionado que imporia novas sanções a Teerã, sem dar detalhes.

Hoje mais cedo, o Irã advertiu aos EUA que qualquer ataque contra seu território teria consequências devastadoras para os seus interesses na região.

Os comentários de Trump a repórteres na Casa Branca ocorrem após o presidente ter cancelado, na última hora, um ataque contra o Irã para retaliar a derrubada de um drone militar americano na quinta-feira.

Ao mesmo tempo, Trump afirmou que se os iranianos desistirem de seu programa nuclear, ele se tornaria seu “melhor amigo”. “Não vamos deixar o Irã obter armas nucleares e, quando aceitarem (iranianos) isso, serão um país rico, ficarão muito felizes e eu serei seu melhor amigo. Espero que isso aconteça”, disse Trump.

“Mas se os líderes iranianos se comportarem mal, eles terão um dia muito ruim”, acrescentou antes de embarcar num voo para a residência presidencial de Camp David, onde discutirá essa crise com várias autoridades.

Redação Dinheirama
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