Agora você confere as principais notícias de 18/06/19 terça-feira.

Bolsonaro veta bagagem gratuita em voos domésticos

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) vetou a gratuidade das bagagens em voos domésticos ao sancionar a medida provisória que abre 100% do capital para as aéreas estrangeiras.

De acordo com a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, “o veto se deu por razões de interesse público e violação ao devido processo legislativo”. O prazo para sanção da MP se esgotava na segunda-feira (17).

Segundo o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, Bolsonaro tomou a decisão considerando “razões de interesse público, a violação ao devido processo legislativo e suas consequências para a atratividade do mercado nacional”.

Bolsonaro​ também não pretende enviar outra medida provisória com a finalidade de permitir a cobrança de bagagem apenas por empresas áreas de baixo custo, de acordo com Rêgo Barros.

Logo depois que o texto foi aprovado no Congresso, no fim de maio, Bolsonaro disse que “seu coração” mandava que ele sancionasse o texto na íntegra.

Na sequência, ele foi aconselhado pela equipe econômica a vetar o trecho para estimular o aumento de competitividade do mercado.

Gustavo Montezano assumirá BNDES

O secretário adjunto de Desestatização e Desinvestimento, Gustavo Montezano, assumirá a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), substituindo Joaquim Levy, que pediu demissão no domingo (16). O nome de Montezano foi indicado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Montezano é mestre em Economia pelo Ibmec-RJ e graduado em Engenharia pelo Instituto Militar de Engenharia (IME-RJ). Segundo consta no site do Ministério da Economia, iniciou a carreira como analista de private equity no Opportunity, no Rio, foi sócio-diretor do BTG Pactual, responsável pela divisão de crédito corporativo e estruturados em São Paulo.

A nota do Ministério destaca que ele atuou como diretor-executivo da área de commodities em Londres e anteriormente como responsável pela área de crédito, resseguros e “project finance”.

“O Ministério da Economia agradece a Joaquim Levy pela dedicação demonstrada enquanto presidente do BNDES”, completa o texto.

Salim Mattar, secretário de Privatizações, era um dos cotados para comandar o BNDES, mas conseguiu “emplacar” uma pessoa ligada a ele para continuar à frente da secretaria do Ministério da Economia. A ideia do governo é que Montezano atue em parceria com a secretaria de Mattar para viabilizar as privatizações de empresas federais.

Bolsa fecha em queda com cautela

A Bolsa brasileira começou a semana de reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) em baixa. Após oscilar entre leves altas e quedas durante o pregão, o Ibovespa recuou 0,42% na segunda-feira (17) e perdeu o patamar de 98 mil pontos.

Segundo profissionais do mercado, as Bolsas mundiais reverberaram em parte as crescentes apostas de que autoridades monetárias poderão indicar nesta semana que estão abertas a fazer cortes em taxas de juros ainda neste ano.

Na semana cortada pelo feriado de Corpus Christi, na quinta (20), haverá reuniões de política monetária dos bancos centrais dos Estados Unidos, Japão e da Inglaterra, além do Brasil.

Nesta terça (18) e quarta (19) acontecem as reuniões do Banco Central do Brasil. A expectativa de cortes da Selic foi reforçada com a pesquisa Focus, que mostrou o mercado reduzindo a previsão de crescimento econômico pela 16ª semana seguida. A pesquisa também mostrou que a estimativa agora é de que a Selic termine o ano em 5,75%, ante atual patamar de 6,5%.

“Cada um desses bancos centrais vai indicar possivelmente uma flexibilização nas taxas de juros, isso por si só já gera uma prudência”, disse Álvaro Bandeira, economista-chefe do banco Modalmais.

A saída de Joaquim Levy do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) não reverberou no mercado por não interferir nos planos econômicos do governo, dizem investidores.

O Ibovespa, maior índice acionário do país, cedeu 0,42%, a 97.623 pontos. O giro financeiro foi de R$ 20,4 bilhões, acima da média diária para o ano, com o vencimento de opções para junho.

O dólar permaneceu estável, a R$ 3,90.

Trump demite pesquisadores que divulgaram enquetes com derrota nas eleições

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que já anunciou a intenção de tentar a reeleição em 2020, demitiu três pesquisadores cujas enquetes mostraram números desanimadores, informaram na segunda-feira (17), meios de comunicação americanos.

Trump, de 73 anos, deve anunciar formalmente o início de sua campanha eleitoral para um segundo mandato presidencial na terça-feira em Orlando (Flórida) e as pesquisas em questão mostram que o atual governante perderia em uma possível disputa com o ex-vice-presidente Joe Biden, que lidera as intenções de voto entre os 20 pré-candidatos do Partido Democrata.

De acordo com a imprensa americana, as pesquisas realizadas pela campanha de Trump mostram que Biden conta com 55% de apoio na Pensilvânia, comparado com 39% para o presidente.

Em Wisconsin, o democrata tem 51% dos apoios comparado com os 41% para Trump, que também aparece sete pontos atrás de Biden na Flórida.

Todos estes são Estados-chave para uma vitória na eleição de novembro de 2020, dos quais sairá o presidente para o período 2021-2024.

Em mensagem postada no Twitter, Trump aconselhou hoje seus simpatizantes a não acreditarem em pesquisas que o mostre abaixo dos democratas.

“Só as Pesquisas Falsas nos mostram atrás do Motley Crue”, afirmou o presidente, citando a banda de glam metal da Califórnia Mötley Crüe para se referir aos 20 pré-candidatos democratas. “Aparecemos realmente bem, mas é cedo demais para focarmos nisso. Há muito o que fazer!”, acrescentou.  A referência do presidente à banda acabou virando memes.

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários