Agora você confere as principais notícias de 14/06/19 sexta-feira.

Bolsonaro demite general Santos Cruz, e outro militar assume Secretaria de Governo

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz foi demitido na quinta-feira (13) da Secretaria de Governo da Presidência da República pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).

A informação foi confirmada pelo porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros. O porta-voz também confirmou que Santos Cruz será substituído pelo general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, que é comandante militar do Sudeste.

Questionado sobre os motivos da saída do ministro, o general disse que Santos Cruz esclarecerá a razão pela qual ele está deixando o governo.

Santos Cruz foi avisado de sua demissão em reunião com o presidente e com o ministro Augusto Heleno, chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), que ocorreu 12h20 no Palácio do Planalto, pouco antes de Bolsonaro decolar para Belém para uma agenda de governo.

Um integrante do Palácio do Planalto usou a expressão ‘freio de arrumação’ para explicar a demissão.

Santos Cruz é o terceiro ministro a cair na gestão Bolsonaro, após as quedas de Gustavo Bebianno (Secretaria Geral), por causa da crise dos laranjas, e Ricardo Vélez Rodríguez (Educação), pelas falhas de gestão na pasta.

Desde que chegou ao Planalto, em janeiro, o ministro se envolveu em seguidas crises com os filhos do presidente, além de um embate com o escritor Olavo de Carvalho, guru de Bolsonaro. A comunicação de governo era um dos pontos de embate. ​

O incômodo da cúpula militar do governo com Olavo de Carvalho cresceu à medida que se avolumaram os ataques do escritor reverenciado pelo presidente e pelo grupo ideológico que o cerca.

O ministro general reagiu às ofensas de Olavo aos militares que hoje trabalham no Palácio do Planalto, em especial o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB).

Relator cria nova transição para setor privado e servidores públicos

O relatório da reforma da Previdência, apresentado na quinta-feira (13), pelo deputado Samuel Moreira (PSDB), trava as idades mínimas para aposentadoria em 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, para os trabalhadores que contribuem para o INSS e que estiverem dispostos a pagar um “pedágio” de 100% do tempo que ainda falta para se aposentarem.

Ou seja, quem estiver disposto a trabalhar o dobro do tempo que faltaria pelas regras atuais poderá se aposentar com a idade inicial da transição, sem o aumento escalonado até 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. Para os professores, essa “trava” é de 55 anos para as mulheres e de 58 anos para os homens.

Para os servidores públicos, o texto estabelece uma nova regra de transição, que permitirá a aposentadoria aos 60 anos para os homens e aos 57 anos para as mulheres

Além da nova idade, o novo modelo prevê um “pedágio” de 100% do tempo que ainda falta para se aposentar. Os servidores que ingressaram no serviço público até 2003 mantêm os direitos a integralidade e paridade dos salários.

As novas alíquotas e o escalonamento para os servidores da União também foram mantidos no relatório conforme a proposta original do governo. Já a alteração de alíquotas em para os funcionários públicos estaduais e municipais dependerá de ratificação das respectivas assembleias legislativas e câmaras de vereadores.

Relatório da reforma da Previdência agrada e dólar cai a R$ 3,85

O otimismo dos investidores com a reforma da Previdência levou o dólar a fechar a sessão na quinta-feira (13), em queda de 0,31%, a R$ 3,8549, no segmento à vista. O principal evento do dia foi a leitura do parecer sobre a reforma na Comissão Especial da Câmara, feita pelo relator, Samuel Moreira (PSDB).

Boa parte das alterações no texto original já era esperada, como a exclusão de Estados e municípios e do regime de capitalização. No entanto, o mercado gostou da economia fiscal prevista no substitutivo, de R$ 913,4 bilhões em dez anos. O valor não seria tão distante do R$ 1,2 trilhão projetado inicialmente pelo Ministério da Economia. Além disso, a avaliação é de que é possível que o plenário da Câmara vote a proposta antes do recesso parlamentar.

No mercado de ações, o Ibovespa fechou em alta de 0,46%, aos 98.773,70 pontos, apesar da queda das ações do setor financeiro. Pesou sobre os bancos a retomada da alíquota de 20% na Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) proposta no relatório da reforma da Previdência. Em Wall Street, os índices acionários também subiram.

Boris Johnson vence primeira votação para suceder a May; 3 candidatos são eliminados

O ex-ministro britânico de Relações Exteriores Boris Johnson venceu com ampla margem a primeira de uma série de votações dos deputados conservadores para escolher os nomes que serão apresentados aos filiados do partido como candidatos a líder e, consequentemente, primeiro-ministro do Reino Unido.

Johnson, um dos principais promotores do Brexit, obteve 114 dos 313 votos na primeira rodada de votação, que eliminou três dos dez candidatos. O segundo mais votado foi atual chanceler britânico, Jeremy Hunt, com 43 votos, seguido pelo secretário de Meio Ambiente, Michael Gove, com 37.

Depois da divulgação do resultado, Johnson, de 54 anos, publicou uma mensagem no Twitter agradecendo o apoio. “Obrigado aos meus amigos e colegas nos partidos Conservador e Unionista pelo seu apoio. Estou muito feliz por ganhar a primeira votação, mas ainda temos um longo caminho a percorrer.”

O resultado superou até mesmo as expectativas da equipe de Johnson e praticamente garantiu seu nome como um dos dois candidatos que serão apresentados para os mais de 160 mil membros do Partido Conservador.

Os três candidatos eliminados já nessa primeira votação foram Esther McVey, Mark Harper e Andrea Leadsom, que não conseguiram obter mais de 17 votos, mínimo necessário para avançar à próxima rodada.

Além de Johnson, Hunt e Gove, quatro outros candidatos permanecem na corrida: o ex-secretário do Brexit Dominic Raab, o secretário do Interior Sajid Javid, o secretário de Saúde Matt Hancock e o secretário de Desenvolvimento Internacional Rory Stewart.

A segunda votação está marcada para a terça-feira (18), seguida por novas disputas na quarta (19), e na quinta (20), até que restem apenas dois candidatos para suceder Theresa May.

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários