Agora você confere as principais notícias de 12/02/2019, terça-feira.

Presidente deve estar sexta com Guedes para fechar Previdência, diz Doria após visita a Bolsonaro

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), visitou na segunda-feira (11), o presidente Jair Bolsonaro no Hospital Albert Einstein e disse que o texto da reforma da Previdência deve ser fechado na próxima sexta-feira (15), e enviado ao Congresso Nacional na semana que vem.

“O presidente deverá estar sexta-feira com o ministro Paulo Guedes para fechar o texto final que será encaminhado ao Congresso na semana que vem. Mas ele mesmo falará sobre isso tão logo esteja em Brasília”, disse Doria, comentando na sequência que a previsão de enviar a proposta ao Congresso na semana que vem não foi manifestada por Bolsonaro, mas que é uma avaliação própria.

Os dois não conversaram sobre o conteúdo da reforma, acrescentou o governador. “Esta semana ele sairá do hospital, ele está bastante convicto disso”, reforçou o governador paulista.

A visita de Doria a Bolsonaro durou cerca de 20 minutos e foi de “cortesia”, disse o tucano.

Governadores querem que reforma contemple soluções à crise dos estados no curto prazo

Os governadores pressionam a equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) para prever, no texto da reforma da Previdência, soluções para a falta de dinheiro nos Estados no curto prazo.

As medidas fazem parte do texto preliminar sobre o qual o time de Guedes se debruça. Mas enfrentam resistência dentro do próprio Ministério da Economia, da frente que defende o ajuste dos estados sem o auxílio de medidas complementares do governo federal.

O embate técnico consumiu o fim da semana passada, e uma decisão será tomada nos próximos dias.

Para evitar a retirada dos trechos de seu interesse do texto final da reforma, os governadores do Nordeste enviaram como embaixador o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), para uma conversa com o secretário de Previdência, Rogério Marinho.

Os dois se encontraram na última quinta-feira (7) e, nesta reunião, Dias evidenciou a Marinho que os governadores têm interesse em apoiar a reforma, desde que sejam atendidos com medidas que atenuem o déficit previdenciário dos servidores estaduais. Os governadores têm encontro marcado com Guedes e sua equipe no dia 20, para discutir a versão final da reforma, que deverá ser apresentada ao Congresso no dia 19.

O diagnóstico dos governadores é que os gastos com a Previdência consomem parte relevante do Orçamento dos estados que, com isso, perderam a capacidade de honrar suas obrigações. Segundo Dias, 19 estados informaram ter salários de servidores atrasados. Oito decretaram calamidade financeira.

Dessa maneira, os governadores defendem a criação de fundos de Previdência estaduais, que retiraria esses gastos dos Orçamentos regionais.

Cautela com o exterior faz Bolsa recuar e dólar subir a R$ 3,76

O Ibovespa diminuiu um pouco o ritmo de perdas e conseguiu se manter acima dos 94 mil pontos na tarde de segunda-feira (11), enquanto o dólar se afastou das máximas, embora ainda seja negociado na casa de R$ 3,76.

Os ativos domésticos são contaminados nesta segunda-feira pelo mau humor no ambiente externo, com investidores adotando uma postura cautelosa em meio a temores de uma nova paralisação no governo dos Estados Unidos e na expectativa por nova rodada de negociações comerciais entre americanos e chineses.

A cautela lá fora tira fôlego das bolsas americanas, que operam perto das mínimas, derruba as cotações do petróleo e leva a uma busca global pelo dólar, que avança em relação ao euro e às divisas de países emergentes. Ao ambiente externo negativo soma-se a demora na formatação de uma proposta oficial para a reforma da Previdência, já que o presidente Jair Bolsonaro – a quem cabe a última palavra sobre o tema antes do envio do texto ao Congresso – segue internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo.

No noticiário externo, Michelle Bowman, diretora do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estado Unidos) que tem voto nas reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), afirmou que está “confortável” com o atual estado da política monetária nos Estados Unidos e que, quando observa a inflação e o mercado de trabalho, vê que a economia está em “bom lugar”.

As declarações de Bowman reforçam o tom mais paciente do Fed e poderiam, em tese, levar a um enfraquecimento do dólar. Os temores de desaceleração da economia global e a queda do euro, contudo, dão fôlego à moeda americana.

Por aqui, às 15h50, o dólar era cotado a R$ 3,7623, alta de 0,92%. No mesmo horário, o Ibovespa recuava 1,04%, aos 94.355,01 pontos, depois de ter descido até a mínima 93.736,67 pontos no início da tarde.

Um dos destaques negativos do Ibovespa é a ação da Vale. Depois de começar o dia em alta, por conta da valorização do minério de ferro na China, o papel da mineradora inverteu o sinal e recua mais de 2%. Segundo notícias veiculadas na imprensa nacional, o Ministério Público de Minas Gerais já teria pedido de prisão do presidente da Vale, Fábio Schvartsman, e de outros executivos da mineradora.

Maduro pede ajuda à Opep contra sanções dos EUA, mas organização ignora

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, apelou à Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) contra as sanções impostas pelo governo americano ao petróleo venezuelano, apontando seu reflexo no preço do barril e chamando a atenção para o suposto risco que apresentariam aos demais membros do grupo.

O pedido de apoio foi feito por Maduro em carta obtida pela Reuters e endereçada a Mohammad Barkindo, secretário-geral da Opep, em 29 de janeiro, um dia após os Estados Unidos anunciarem sanções financeiras à PDVSA, estatal petrolífera da Venezuela, impedindo o acesso do ditador à receita decorrente de exportações da commodity.

Com a intenção de ajudar o adversário de Maduro, Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional venezuelana e auto declarado presidente do país, foram bloqueados US$ 7 bilhões (R$ 26,3 bilhões) em ativos da petrolífera. Para escapar das sanções, a estatal orientou seus clientes a transferirem contas da PDVSA para banco o russo Gazprombank —a Rússia apoia o Regime de Maduro.

“Nosso país espera receber a solidariedade e o apoio pleno dos países membros da Opep e de sua conferência ministerial na luta contra a intrusão arbitrária e ilegal dos Estados Unidos nos assuntos internos da Venezuela”, escreveu Maduro.

Segundo fonte familiarizada com a situação, a organização, da qual a Venezuela é uma das fundadoras, recusou-se a tomar um posicionamento oficial, alegando que lhe caberia apenas preocupar-se com a produção de petróleo e não com política. No ano passado, a organização posicionou-se da mesma forma, esquivando-se quando o governo iraniano propôs debater as sanções americanas a Teerã.

As sanções ao país latino fizeram disparar o preço da commodity, negociada por US$ 62 (cerca de R$ 233) na segunda-feira (11), e interrompeu parte da operação venezuelana, com mais de 20 petroleiros venezuelanos ancorados no golfo dos EUA. Apesar disso, de acordo com analistas, há reservas internacionais e capacidade ociosa em países como Arábia Saudita suficientes para compensar a perda da exportação venezuelana.

Redação Dinheirama
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