Agora você confere as principais notícias de 03/06/19 segunda-feira.

Davi Alcolumbre sofre pressão para endurecer com outros Poderes no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), vem sendo pressionado por seus pares a adotar uma posição mais firme com outros Poderes e a Câmara.

Senadores se revezaram na tribuna nos últimos dias cobrando que Davi não aceitasse que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), enviasse medidas provisórias com prazo apertado para apreciação pela Casa.

Eles criticam também o que consideram posicionamento governista de Davi e pedem que ele desengavete a CPI da Lava Toga, que tem o propósito de investigar magistrados.

A pressão começou a ficar mais evidente na semana retrasada, depois que o presidente Jair Bolsonaro compartilhou mensagem em que dizia que o Brasil era “ingovernável” por causa de conchavos e de afirmar que o grande problema do país é a política.

“Atravesse a rua. Sente na frente deste presidente da República e diga que o que o senhor está presidindo é o Congresso Nacional. Este Congresso precisa de paz para trabalhar”, afirmou a senadora Rose de Freitas (PODE) em 21 de maio.

Na terça-feira passada (28), as críticas começaram na reunião de líderes partidários, onde é definida a pauta de votações. Naquele dia, estava marcada a votação da MP 870, medida provisória que define a atual estrutura do governo.

Depois de duas horas de discussões a portas fechadas, não se chegou a um consenso sobre tentar devolver o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) para o Ministério da Justiça.

Temendo que a MP perdesse a validade, Bolsonaro e seus ministros passaram a defender que os senadores apenas carimbassem a MP do jeito que havia chegado da Câmara. Uma carta com o apelo foi encaminhada ao presidente do Senado para que fosse lida aos integrantes da Casa.

Naquele mesmo dia, Bolsonaro, Davi, Maia e o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, reuniram-se para discutir um pacto com metas e intenções em resposta às reivindicações feitas durante as manifestações de rua do final de semana anterior.

Davi abraçou a causa sob o discurso de que era preciso atender ao apelo de Bolsonaro.

Eleitor de 2º turno descola mais rápido de Bolsonaro, diz pesquisa

Desde que o presidente Jair Bolsonaro tomou posse, há cinco meses, pesquisas mediram aumento em sua taxa de desaprovação. O mais recente levantamento do instituto Ideia Big Data mostra que o desembarque do bolsonarismo tem sido mais significativo em parte expressiva do eleitorado que votou no então candidato do PSL apenas no segundo turno da eleição presidencial de 2018. Essa parcela de eleitores, em tese, aderiu a Bolsonaro com o objetivo de evitar a volta do PT ao governo federal.

A desaprovação da atual administração tem como eixo central a persistência da crise econômica e do desemprego em níveis elevados.

Segundo a pesquisa da Ideia Big Data, a maior parte dos eleitores que optaram por Bolsonaro e hoje rejeita o governo é formada por mulheres com idade entre 25 e 40 anos, integrantes das classes B e C, não evangélicas e que vivem em cidades com mais de 200 mil habitantes nas regiões Norte e Nordeste.

Eles votaram no presidente apenas no segundo turno e representam cerca de 10 pontos porcentuais dos 18 que Bolsonaro perdeu desde a posse, conforme a série mensal de pesquisas do Ideia Big Data.

Um dos argumentos apresentados para o recuo no apoio a Bolsonaro é o desconhecimento das propostas do então candidato durante a campanha eleitoral, segundo o economista e pesquisador Maurício Moura, fundador do instituto. De acordo com Moura, a este argumento se somam outros fatores: os ruídos provocados por integrantes do governo nas redes sociais e a ausência de medidas para gerar empregos e combater a crise econômica.

Trump aconselha Reino Unido a sair da União Europeia sem acordo

O presidente americano, Donald Trump, recomendou ao Reino Unido que abandone a União Europeia (UE) sem acordo, caso o país não seja atendido em suas demandas, e que não pague a conta do divórcio.

“Se não conseguirem o que querem, eu sairia”, disse Trump em entrevista ao jornal britânico Sunday Times.

“Se você não consegue o acordo que deseja, se você não consegue um acordo justo, então você vai embora”, insistiu Trump, que inicia na segunda-feira uma visita oficial de três dias ao Reino Unido.

“Se fosse eu, não pagaria US$ 50 bilhões”, completou, em referência ao que o Reino Unido teria que pagar pelo orçamento plurianual europeu em curso (2014-2020).

Trump afirmou ainda considerar que o governo britânico havia cometido um “erro” ao não integrar nas negociações com a UE Nigel Farage, líder do Partido do Brexit, que venceu as eleições europeias.

“Eu gosto muito de Nigel. Ele tem muito a oferecer”, disse o presidente americano. No sábado (1º), ele afirmou que o ex-ministro das Relações Exteriores Boris Johnson seria um “excelente” sucessor de Theresa May à frente do governo britânico.

A lista de candidatos do Partido Conservador para suceder May tem atualmente 13 nomes.

Redação Dinheirama
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