Agora você confere as principais notícias de 22/03/2019, sexta-feira.

Ex-presidente Michel Temer é preso em São Paulo

O ex-presidente da República Michel Temer foi preso preventivamente na manhã de quinta-feira (21) em São Paulo após pedido do juiz Marcelo Bretas, da força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro. Michel Temer é o segundo presidente a ser preso após investigação na esfera penal —o primeiro foi Luiz Inácio Lula da Silva, em abril de 2018.

A prisão, sem prazo determinado, tem relação com delação0 de executivo da empreiteira Engevix, que envolveria propina para campanha eleitoral do emedebista. A instrumentalização do pagamento da propina da Engevix, segundo o Ministério Público Federal, contou com a participação do ex-ministro Moreira Franco, que também foi preso de forma preventiva nesta quinta-feira.

Ao ficar sem mandato, Temer perdeu a prerrogativa de foro perante o Supremo, e denúncias contra ele foram mandadas para a primeira instância da Justiça Federal.

O Ministério Público defende a tese de que os pagamentos da propina estão sendo realizados até hoje, e que os acordos preveem sua continuidade nos próximos anos. Por isso, as prisões seriam fundamentais para estancar nova ocultação de valores. Segundo o MPF, o destino completo do R$ 1,8 bilhão pago ou prometido em propina à organização criminosa ainda não foi esclarecido.

Maia diz não ver consequências para reforma da Previdência com prisão de Temer

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), disse nesta quinta-feira (21), ao jornal O Estado de São Paulo que a prisão do ex-presidente da República Michel Temer não deve atrapalhar a reforma da Previdência, em tramitação na Casa. Há um temor no mercado financeiro e também na classe política de que os acontecimentos tenham um efeito similar ao que ocorreu em 2017, com as delações da JBS, que acabaram impactando negativamente a tentativa anterior de reformar a máquina previdenciária do País.

Em relação ao adiamento da indicação do relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Nova Previdência na Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ), Maia disse apenas que, no colegiado, a responsabilidade é do PSL. A comissão é presidida pelo deputado Felipe Francischini (PSL) que decidiu hoje adiar a escolha do relator até que o governo dê mais explicações sobre o projeto de lei dos militares. “CCJ é do partido do presidente. Lá é com ele”, disse Maia.

O presidente da Câmara está sofrendo ataques nas redes sociais, inclusive no perfil do filho do presidente Jair Bolsonaro, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSL). No Instagram, Carlos escreveu: “Por que o presidente da Câmara está tão nervoso?” e reproduziu um texto que fala sobre o embate recente entre Maia e o ministro da Justiça, Sergio Moro.

Chefe de gabinete de Guaidó é preso na Venezuela

Agentes da inteligência venezuelana detiveram Roberto Marrero, chefe de gabinete do líder opositor e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, disseram parlamentares na quinta-feira (21), indicando uma possível repressão do governo do presidente Nicolás Maduro.

“Hoje, Roberto Marrero foi sequestrado pelo Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional)”, disse o deputado opositor Sergio Vergara, referindo-se à agência de inteligência da Venezuela. Vergara, que é vizinho de Marrero, alega que teve sua residência invadida durante a madrugada.

“Está claro que a ditadura continua a sequestrar cidadãos”, disse o também parlamentar de oposição Franklyn Duarte, em um vídeo distribuído pela equipe de imprensa de Guaidó. Relatos indicam que

Redação Dinheirama
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