Agora você confere as principais notícias de 25/11/2016, sexta-feira.

Calero gravou conversas com Temer, Geddel e Padilha

O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, que em depoimento à Polícia Federal afirmou ter recebido pressão do presidente Michel Temer para liberar um empreendimento imobiliário em Salvador (leia aqui a íntegra), disse aos investigadores ter gravado conversas sobre o assunto.

Foram alvo do “grampo” de Calero o próprio presidente, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, e o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Para que as gravações sejam periciadas e analisadas pela Polícia Federal é preciso que o Supremo Tribunal Federal autorize a abertura de investigação.

No depoimento à PF, Calero narrou ter recebido pressão de vários ministros para que convencesse o Instituto do Patrimônio Histório Nacional (Iphan) a voltar atrás na decisão de barrar o empreendimento La Vue, onde Geddel diz ter adquirido um apartamento, nos arredores de uma área tombada de Salvador.

O ex-ministro disse que, após receber pressão de Geddel, procurou Temer para tratar do caso, mas o presidente o “enquadrou” para tentar buscar uma saída para o impasse na liberação do empreendimento.

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Valor do imóvel financiado com FGTS sobe de R$ 750 mil para R$ 950 mil

O CMN (Conselho Monetário Nacional) decidiu nesta quinta-feira (24) elevar, pela primeira vez desde 2013, o limite máximo do valor do imóvel para financiamento com o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

No caso de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal, o valor máximo passou de R$ 750 mil para R$ 950 mil. Nos demais Estados, o aumento foi de R$ 650 mil para R$ 800 mil.

A decisão passa a valer a partir desta sexta (25), para imóveis novos e usados.

Bradesco pode fechar agências nos próximos meses, diz presidente do banco

O Bradesco poderá fechar agências e transferi-las para postos de atendimento menores nos próximos meses, afirmou o presidente do banco, Luiz Carlos Trabuco, em reunião com investidores, em São Paulo.

Até então, o banco vinha descartando a possibilidade de fechar agências, após constatar pelo mapeamento que não haveria sobreposição de unidades do HSBC.

O Bradesco acertou a compra do braço brasileiro do banco inglês em agosto do ano passado, mas obteve a autorização do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para efetivar a aquisição e começar a fusão apenas em julho deste ano.

China cobra do Brasil fim de barreiras

A China está pressionando o governo brasileiro para que passe a tratar suas importações como faz com o resto do mundo e a considerar o país como economia de mercado.

A adesão de Pequim à Organização Mundial do Comércio (OMC) – e ao sistema multilateral do comércio – foi definida em 2001.

O processo, previsto para durar 15 anos, termina no dia 11 de dezembro. A partir dessa data, a China entende que todos os seus parceiros comerciais precisam tratá-la como qualquer outro, o que significa menos chances de adotarem barreiras comerciais.

Há 11 anos, na esperança de conseguir que a China apoiasse o pedido do Brasil para fazer parte do Conselho de Segurança da ONU, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que, em 2016, a China seria considerada pelo Brasil uma economia de mercado.

Mas o apoio de Pequim ao Brasil não foi dado na ONU.

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Black Friday atrai multidões no Brasil e no mundo

Em busca de descontos na Black Friday, consumidores enfrentaram filas de até 3 horas nos caixas de grandes varejistas e hipermercados, entre o final da noite de quinta (24) e a madrugada desta sexta-feira (25).

O evento começa oficialmente nesta sexta, mas algumas lojas físicas anteciparam a data e abriram as lojas no final da noite de quinta com horário estendido madrugada adentro.

Mercado Financeiro

O mercado financeiro avalia os danos a imagem do governo Temer, após o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, em depoimento à PF, acusar o presidente de ter o pressionado para que liberasse um empreendimento em Salvador de interesse do ministro Geddel Vieira Lima.

O Ibovespa, principal benchmark da Bolsa de Valores de São Paulo, operava às 11h44 em baixa de -0,66% com 60.988 pontos. O dólar registrava alta de +1,26%, sendo negociado por R$ 3,43.

Redação Dinheirama
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