Agora você confere as principais notícias de 27/06/19 quinta-feira.

Procurador quer aumento da pena de Lula na ação do sítio de Atibaia

Em parecer, o procurador regional da República da 4ª Região, Mauricio Gotardo Gerum, recomendou ao Tribunal da Lava Jato que aumente a pena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na ação penal envolvendo as reformas do sítio Santa Bárbara, em Atibaia. O petista foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão pela juíza federal Gabriela Hardt, e terá seu recurso julgado pela Corte, em segunda instância. Ele foi sentenciado pelos supostos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O parecer de Gerum é mais um passo para que Lula seja julgado novamente pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Ele é o procurador responsável por analisar os recursos da Lava Jato e dos réus contra a sentença da juíza Gabriela Hardt. O desembargador Leandro Paulsen, presidente da 8ª Turma da Corte, afirmou que o julgamento pode ocorrer até o fim de 2019.

Ao sentenciar Lula, a juíza Gabriela Hardt levou em consideração o custeio pela OAS e pela Odebrecht de obras de R$ 1 milhão no sítio, que é de propriedade de Fernando Bittar. Gerum recomendou, em parecer, que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região também o sentencie pelo crime de corrupção passiva ‘decorrência das reformas realizadas por José Bumlai no sítio de Atibaia’.

O procurador ainda pede que a Corte ‘incremente aumento da pena a título de culpabilidade em relação ao réu Luiz Inácio, considerar negativa a conduta social em relação aos réus Luiz Inácio, Leo Pinheiro, Agenor Medeiros, Paulo Gordilho e José Bumlai’, e que considere ‘negativos os motivos em relação a todos os crimes de corrupção praticados pelo réu Luiz Inácio (e não apenas quando as verbas ilícitas se destinaram ao PT)’.

Planalto vê falha de segurança e considera grave prisão de militar com cocaína na Espanha

O episódio da prisão de um sargento da Aeronáutica com 39kg de cocaína em um avião da FAB em Sevilha, na Espanha, provocou um desconforto entre auxiliares do presidente Jair Bolsonaro, incluindo os do setor inteligência.

Para eles, o caso prejudica a imagem do país no exterior e demonstra que tem havido falha na fiscalização das aeronaves de apoio à comitiva do presidente Jair Bolsonaro.

Os aviões estão sob a responsabilidade da Força Aérea Brasileira, vinculada ao Ministério da Defesa.

O segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues integrava a tripulação de um avião de apoio à comitiva da viagem de Bolsonaro para o encontro do G-20 no Japão. Ele foi preso em Sevilha pelas autoridades espanholas nesta terça (25) com 39kg de cocaína.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, relatos feitos por integrantes do governo, raramente a tripulação de suporte é submetida a revista policial ou a detectores de metais antes do embarque no Brasil.

Após o ocorrido, auxiliares palacianos têm defendido que as Forças Armadas passem, a partir de agora, a adotar um procedimento de segurança mais rigoroso.

Nos bastidores, a aposta cúpula militar é de que o sargento foi pago para transportar o material para a Espanha, onde o entregaria para um grupo criminoso.

Após a prisão, o avião de Bolsonaro mudou a rota de viagem. Ele decolaria de Brasília rumo a Sevilha para, na sequência, seguir viagem ao Japão. O presidente parou em Lisboa, a capital de Portugal, como local de escala.

Bolsa se recupera com alta do petróleo

A Bolsa brasileira se recuperou da forte queda da véspera na quarta-feira (26). O Ibovespa registrou alta de 0,6%, a 100.688 pontos, impulsionada pela Petrobras, com alta do petróleo, e por bancos. O dólar acompanhou, com queda de 0,12%, a R$ 3,848.

O barril de petróleo brent teve alta de 1,9% nesta quarta, a US$ 66,28, enquanto o WTI subiu 2,4%, a US$ 59,21.

Segundo comunicado da Administração de Informação de Energia (AIE) nesta quarta, os estoques da commodity nos Estados Unidos caíram quase 13 milhões de barris na semana passada, maior recuo em cerca de três anos, com as exportações em nível recorde.

A queda foi muito maior do que a estimativa de analistas, de baixa de 2,5 milhões de barris. Foi o maior recuo desde setembro de 2016, segundo o braço de estatísticas do Departamento de Energia dos EUA.

As exportações de petróleo pelos EUA subiram para 3,8 milhões de barris por dia (bpd) na semana passada, um recorde, batendo marca anterior de 3,6 milhões de bpd em fevereiro. As importações líquidas dos EUA caíram em 1,2 milhão de bpd.

Chavismo assegura que impediu novo complô contra Maduro

O governo venezuelano assegurou nesta quarta-feira ter frustrado um plano de golpe de Estado que incluía o assassinato do presidente Nicolás Maduro e a proclamação de um general da reserva como chefe de Estado.

“Estivemos em todas as reuniões do planejamento do golpe. Estivemos em todas as conferências”, disse o ministro de Comunicações, Jorge Rodríguez, ao indicar que o governo teve pessoas infiltradas no complô, que envolvia oficiais da ativa e na reserva e deveria ter sido executado entre domingo e segunda-feira.

Pelo menos seis dos envolvidos foram detidos, disse o ministro na TV. Ele apresentou o testemunho de um deles – o tenente Carlos Saavedra – e gravações de videoconferências nas quais se planejou a suposta intentona.

Quatro dos militares foram presos na sexta-feira, segundo já havia denunciado na terça-feira o líder opositor Juan Guaidó. De acordo com o presidente da Assembleia Nacional, junto com eles também foram detidos dois comissários da polícia científica.

Saavedra disse que é sobrinho do general da reserva Ramón Antonio Lozada Saavedra, detido nesta quarta-feira no Estado de Barinas (oeste). De acordo com o ministro das Comunicações, o testemunho de Saavedra e as conferências indicam que o plano incluía a tomada de três destacamentos – como a base aérea La Carlota, em Caracas – e a fuga da prisão do ex-general Raúl Baduel para proclamá-lo presidente do país.

“Era um golpe de Estado militar contra Guaidó ou contra o presidente Maduro?”, ironizou Rodríguez sobre o líder opositor, que se proclamou presidente interino em 23 de janeiro e foi reconhecido por mais de 50 países, entre eles os EUA.

Redação Dinheirama
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