Agora você confere as principais notícias de 04/07/19 quinta-feira.

Policiais recusam proposta de Bolsonaro e derrubam acordo na reforma da Previdência

Sem acordo com representantes de policiais federais, caiu o acordo para aliviar regras de aposentadoria para a categoria, policiais rodoviários e policiais legislativos.

O presidente Jair Bolsonaro atuou para favorecer policiais na reforma da Previdência e líderes da Câmara chegaram a fechar um acordo nesse sentido, mas a categoria continuou insatisfeita, o que derrubou as negociações.

Assim, a nova versão da proposta não suaviza regras para policiais federais, policiais rodoviários federais nem policiais legislativos.

Presidente da ADPF (associação nacional dos delegados da polícia federal), Edvandir Paiva, disse que a proposta feita pelo governo “não resolve o nosso problema”.

Policiais continuam pressionando por regras de transição mais suaves para quem já está na ativa.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), participou das tratativas que visavam buscar uma solução para a questão levantada por Bolsonaro sobre os policiais. No início da noite desta quarta-feira (3), Maia anunciou que o acordo não foi concretizado.

“A idade mínima de 55 anos não era nosso principal problema. O governo está tentando vender que apresenta um novo texto melhor para a categoria, mas na verdade não melhorou nada”, disse Paiva.

A proposta original, enviada pelo governo em fevereiro, criava uma idade mínima de 55 anos para homens e mulheres policiais federais, policiais rodoviários federais, policiais legislativos.

Os policiais querem que quem está perto de se aposentar tenha que trabalhar 17% a mais do período que falta para cumprir o tempo mínimo de contribuição. Esse é o mesmo “pedágio” previsto para Forças Armadas, policiais militares e bombeiros dos estados.

Após negociações com líderes, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e o relator da reforma, deputado Samuel Moreira (PSDB), o governo propôs um “pedágio” de 100%.

Alcolumbre determina abertura de CPMI para investigar ‘fake news’

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), instalou na quarta-feira (3), em sessão do Congresso Nacional, uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar ataques cibernéticos que “atentam contra a democracia e o debate público”.

A CMPI das chamadas “fake news” também vai apurar a utilização de perfis falsos para influenciar os resultados das eleições de 2018, a prática de cyberbullying sobre os usuários “mais vulneráveis da rede de computadores, bem como sobre agentes públicos”, e o aliciamento de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio.

Segundo Alcolumbre, a comissão será composta por 15 senadores e 15 deputados federais, que terão o prazo de 180 dias para investigar os pontos citados na CPMI. O presidente do Senado também solicitou que as lideranças das duas Casas indiquem os nomes dos membros dos partidos e blocos para integrarem a comissão. O requerimento foi apresentado pelo deputado federal Alexandre Leite (DEM).

Bolsas americanas batem máximas históricas nesta quarta

Índices da Bolsa de Nova York bateram seus recordes históricos na quarta-feira (3), após o presidente americano Donald Trump indicar economistas que defendem cortes na taxa de juros americana para o Fed (banco central americano).

A ida de Christine Lagarde, ex-diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), para o comando do Banco Central Europeu (BCE) impulsionou as Bolsas europeias pela mesma razão —defesa de estímulos monetários à economia—, e os índices renovaram as máximas do ano.

O viés positivo levou a Bolsa brasileira a uma alta de 1,42%, aos 102.043 pontos, apenas a 19 pontos da máxima histórica.

O exterior positivo beneficiou a Bolsa brasileira, que subiu de 1,43%, a 102.043 pontos. O giro financeiro foi de R$ 15,5 bilhões, dentro da média diária para o ano.

O dólar acompanhou o dia positivo para ativos de risco e recuou 0,72%, a R$ 3,827.

Projeções do governo apontam para novo bloqueio de recursos

As projeções internas do Ministério da Economia já apontam para a necessidade de um novo contingenciamento de recursos neste ano.

A dificuldade para fechar os números decorre principalmente da queda nas expectativas para a atividade em 2019, o que tem derrubado a previsão de arrecadação e demandado do governo ajustes no Orçamento para cumprir a meta fiscal do ano.

Os números ainda não estão fechados e a avaliação pode sofrer alterações até o dia 22 de julho, quando o ministério deve publicar o relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas. Os cálculos, porém, já apontam para um novo bloqueio, ainda que pequeno.

Antes disso, a equipe econômica vai cortar a projeção oficial do PIB (Produto Interno Bruto). O indicador é um dos principais parâmetros macroeconômicos que interferem na projeção de receitas.

O Orçamento de 2019 foi elaborado em meados do ano passado considerando uma previsão de crescimento de 2,5%.

Em março, o governo cortou a projeção para 2,2% e teve de anunciar um contingenciamento de aproximadamente R$ 30 bilhões.

A medida despertou protestos de professores e estudantes pelo país contra os bloqueios na Educação.

Redação Dinheirama
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