Agora você confere as principais notícias de 12/09/2018, quarta-feira.

PT confirma Fernando Haddad como candidato à Presidência

A Executiva Nacional do PT confirmou em reunião nesta terça-feira (11), em Curitiba, o nome do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad como o candidato do partido à Presidência da República e Manuela d’Ávila (PCdoB) como vice na chapa. Haddad vai substituir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja candidatura foi barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Lima, por causa de sua condenação em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Também nesta terça-feira, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu negar o pedido do PT para adiar o prazo de substituição na cabeça da chapa, além de rejeitar a suspensão da decisão do TSE.

A decisão foi tomada no prazo final de dez dias estipulado no dia 1º pelo ministro Luís Roberto Barroso, para que o partido promovesse a substituição do nome do cabeça da chapa petista. Participaram da reunião em um hotel no centro de Curitiba, além de Haddad, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), a ex-presidente cassada Dilma Rousseff, o senador Lindbergh Farias (RJ) e os governadores Fernando Pimentel, de Minas Gerais, e Wellington Dias, do Piauí, além de outros dirigentes petistas.

O advogado eleitoral Luiz Fernando Casagrande Pereira também participou para fechar a ata do partido com Haddad como candidato. Segundo ele, as mídias de propaganda do PT devem ser substituídas imediatamente para deixar claro que Haddad é o candidato do partido à Presidência.

Um dos primeiros petistas a deixar a reunião em Curitiba, o governador de Minas disse que a substituição de Lula por Haddad na chapa não é uma decisão a ser comemorada. “Nosso candidato era o Lula e deveria ser o Lula porque é o candidato que o povo gostaria. Diante dessa nova violência que está sendo cometida contra a democracia, nós vamos trocar (o candidato)”, afirmou Pimentel.

“A transferência de votos (de Lula para Haddad) está acontecendo. As pesquisas indicam isso e vai daqui para a frente acelerar”, declarou.

Ibope: Bolsonaro amplia liderança e chega a 26% das intenções de voto

Depois do atentado em Juiz de Fora, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) subiu quatro pontos nas intenções de voto para a Presidência nas eleições 2018, segundo levantamento Ibope divulgado na noite desta terça-feira (11). Bolsonaro mantém a liderança da disputa, agora com 26% — na pesquisa anterior, do dia 5 de setembro, tinha 22%.

Atrás do presidenciável do PSL aparecem Ciro Gomes (PDT), com 11% — oscilação de um ponto para baixo em relação ao último levantamento — e Marina Silva (Rede), que caiu três pontos e aparece com 9%. Geraldo Alckmin (PSDB) segue com 9%, mesmo porcentual da pesquisa anterior. Já Fernando Haddad (PT), oficializado nesta terça-feira, (11), como candidato petista no lugar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (condenado e preso na Lava Jato) oscilou dois pontos para cima e registrou 8% das citações no cenário estimulado — ou seja, quando os nomes dos candidatos são disponibilizados ao eleitor consultado pelo instituto.

Bolsonaro foi atacado na última quinta-feira, enquanto participava de uma caminhada em Juiz de Fora (MG). Os entrevistadores do Ibope foram a campo entre o sábado e a segunda-feira, período que coincidiu com um aumento expressivo da exposição do candidato do PSL nos meios de comunicação.

O levantamento também captou os efeitos de pouco mais de uma semana de exibição do horário eleitoral gratuito. Apesar de ser o detentor de quase metade do tempo de propaganda no rádio e na TV, Alckmin não cresceu em comparação com a pesquisa anterior.

Considerando a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, Ciro, Marina, Alckmin e Haddad estão tecnicamente empatados na segunda colocação. Atrás deles aparecem empatados, todos com 3%, Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) e João Amoêdo (Novo). Dada a margem de erro, os candidatos Cabo Daciolo (Patriota) e Vera Lucia (PSTU), com 1%, e Guilherme Boulos (PSOL), João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC), que não pontuaram, também estão empatados com Dias, Meirelles e Amoêdo.

Na intenção de voto espontânea, em que os entrevistadores não apresentam a opção de nomes dos candidatos, Bolsonaro aparece com 23%, subindo seis pontos em relação à última pesquisa. Lula foi citado por 15% dos entrevistados, uma queda de sete pontos em comparação ao dia 5 de setembro. Ciro (5%), Haddad (4%), Alckmin (4%) e Marina (3%) estão empatados tecnicamente dentro da margem de erro. Amoêdo aparece com 2% das intenções de voto; Alvaro Dias e Henrique Meirelles têm 1%. Outros candidatos não pontuaram; 18% dos entrevistados disseram que votariam em branco ou nulo e 21% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Supremo rejeita denúncia contra Bolsonaro sob acusação de racismo

Por 3 votos a 2, a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitou denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o deputado e candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), que foi acusado do crime de racismo em relação a quilombolas e refugiados.

O julgamento começou no último dia 28 e foi suspenso por um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes. Na ocasião, o placar estava empatado em 2 a 2. Nesta terça (11), Moraes trouxe seu voto pela rejeição da acusação.

“Apesar do erro das declarações, não me parece que a conduta teria extrapolado os limites para um discurso de ódio, de incitação ao racismo, de xenofobismo”, afirmou Moraes.

“As declarações foram dadas num contexto de crítica política a instrumentos governamentais, não tendo havido, a meu ver, o extrapolamento que afastasse a incidência da inviolabilidade material que cada parlamentar tem [para se expressar].”

Os ministros Marco Aurélio, relator do processo, e Luiz Fux já tinham votado por rejeitar a denúncia. Do outro lado, Luís Roberto Barroso e Rosa Weber foram favoráveis ao recebimento da denúncia (em relação somente aos quilombolas) e consequente abertura de ação penal, mas acabaram vencidos.

Pesquisas eleitorais fazem Bolsa fechar em queda de 2,3%, maior recuo em dois meses

Os ativos brasileiros reagiram negativamente aos resultados das pesquisas de intenção de votos de Datafolha e Ibope. O dólar à vista fechou em alta de 1,77%, a R$ 4,1555, enquanto o Ibovespa, principal índice de ações do País, terminou em queda de 2,33%, aos 74.656,51 pontos. As pesquisas eleitorais contrariaram as expectativas de enfraquecimento da esquerda diante da maior exposição midiática e suposto fortalecimento de Jair Bolsonaro (PSL) após o ataque a facada em Juiz de Fora.

O valor de fechamento do dólar ficou longe da máxima de R$ 4,1792 atingida ainda pela manhã. Mesmo assim, esse foi o segundo maior valor nominal de fechamento da moeda americana no País desde o Plano Real. Em 21 de janeiro de 2016, o dólar fechou a R$ 4,1720.

A queda do Ibovespa foi puxado por expressivas perdas em papéis do setor financeiro, como Itaú Unibanco e Banco do Brasil. Foi o maior recuo desde 11 de julho de 2018, quando o Ibovespa caiu 2,62%.

Redação Dinheirama
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