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Câmara aprova em 1° turno texto-base da Previdência

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (10), em primeiro turno, o texto-base da proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo Jair Bolsonaro.

Foram 379 votos a favor —71 a mais do que o mínimo necessário, de 308. Contra foram 131.

O placar é maior do que o obtido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003 com a sua reforma, que teve apoio de 358 deputados, o maior até então para esse tipo de medida.

Serão votados ainda cerca de 20 dos chamados “destaques”, que são tentativas de alterar pontos específicos da proposta.

O texto tem de passar ainda por análise em segundo turno, o que pode acontecer ainda nesta semana. Após isso, segue para o Senado, que deve se debruçar sobre o tema a partir de agosto.

A expectativa dos defensores da reforma é a de que até setembro a Previdência seja aprovada definitivamente pelo Congresso e vá à promulgação.

A reforma é a prioridade legislativa do governo.

Apesar disso, a articulação política de Bolsonaro não conseguiu emplacar sua proposta original, que previa economia aos cofres públicos de R$ 1,2 trilhão em dez anos.

Aplicativos como Netflix e Uber serão foco de nova reforma tributária

Os aplicativos que hoje fazem sucesso no Brasil com prestação de serviços ao consumidor serão um dos principais alvos da reforma tributária, que teve a sua comissão instalada nesta quarta-feira (10), na Câmara dos Deputados.

Segundo o deputado Hildo Rocha (MDB), que será o presidente da comissão, os aplicativos mais populares usados no País, como Netflix, Uber e demais serviços similares, ainda precisam ser alvos de uma revisão tributária, porque acabam se favorecendo de uma estrutura ainda frágil.

“Vamos poder tributar aqueles serviços que, hoje, não são tributados. São empresas que auferem uma boa receita de serviço e que não deixam nada aqui para o Brasil, apenas captam esse dinheiro do esforço de cada um de nós e levam embora para outros países”, comentou Rocha, sem citar nomes.

Questionado se falava dos aplicativos, o deputado confirmou. “Esses serviços de internet, todos os aplicativos praticamente são isentos de tributos em nosso País”, disse. “Então, esse é um dos focos que nós temos que tributar. Até porque, pouco se gera de emprego, não se gera riquezas para o País e é essa riqueza que fazem como que os entes da federação possam oferecer serviços para a população.”

Bolsa volta a bater recorde

A Bolsa brasileira bateu recorde mais uma vez. A expectativa de que a reforma da Previdência  seria votada no plenário da Câmara ainda nesta quarta-feira (10) e a sinalização de um corte de juros nos EUA levaram o Ibovespa aos 105.817 pontos, alta de 1,23%. O dólar acompanhou e recuou 0,7%, a R$ 3,759, menor patamar desde fevereiro.

Nesta quarta, teve início sessão plenária que pretende votar a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. Até o fechamento do mercado financeiro, a votação não havia se iniciado. Votações preliminares, como a rejeição do adiamento da votação, deram vitória aos apoiadores da reforma.

O Ibovespa, maior índice acionário do país, operou em forte alta durante todo o pregão, chegando a 2% de ganhos, com máxima intraday de 106.650 pontos. Ao fim do dia, o índice perdeu força com queda das ações dos bancos e fechou em alta de 1,21%, a 105.801 pontos. Esta é a quarta máxima histórica seguida do índice.

O giro financeiro foi R$ 23 bilhões, acima da média, devido ao otimismo de investidores e à volta de feriado. Como a Bolsa não funcionou na terça (9), pelo feriado em São Paulo, as ações das companhias tiveram um maior volume de negociação para acompanhar os seus pares negociados nas Bolsas americanas.

Embaixador britânico nos EUA renuncia após polêmica por críticas a Trump

O embaixador britânico nos Estados Unidos, Kim Darroch, apresentou na quarta-feira, (10), sua renúncia por conta da polêmica suscitada pelo vazamento de documentos nos quais qualificava o governo de Donald Trump como “disfuncional” e “inepto”.

Em comunicado, Darroch afirmou que decidiu apresentar a renúncia para pôr fim às conjeturas sobre sua posição à frente da embaixada do Reino Unido em Washington, algo que torna “impossível” a realização de seu trabalho diplomático.

“A situação atual me impede de cumprir minha função como desejaria”, afirmou Darroch em uma carta enviada para Simon McDonald, chefe do serviço diplomático britânico. “Nestas circunstâncias, o caminho responsável a seguir é permitir a nomeação de um novo embaixador”, completou.

Nos telegramas diplomáticos enviados para Londres de Washington, alguns dos quais remontavam a 2017, Darroch descrevia o presidente americano como “instável” e “incompetente”. Esse veterano diplomata de 65 anos também se mostrava muito crítico em relação a seu governo.

A publicação no domingo por parte do jornal britânico The Mail dessas mensagens deflagrou a ira de Trump no Twitter esta semana. “Não trataremos mais com ele”, tuitou o presidente sem deixar claro se o embaixador poderia continuar desempenhando suas funções.

Em uma escalada verbal, na terça-feira, Trump chamou o embaixador britânico de “estúpido” e “imbecil pretensioso”. Um dos candidatos ao cargo de primeiro-ministro, o ministro britânico das Relações Exteriores, Jeremy Hunt, criticou as palavras de Trump como “desrespeitosas e falsas”.

Redação Dinheirama
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