Agora você confere as principais notícias de 21/03/2019, quinta-feira.

Proposta da reforma do Sistema de Previdência dos militares é entregue

A proposta de reforma no sistema de Previdência dos militares prevê uma economia de R$ 10,45 bilhões em dez anos, segundo dados divulgados pelo governo federal na tarde desta quarta-feira, 20. Em 20 anos, o impacto estimado é de R$ 33,65 bilhões.

O presidente Jair Bolsonaro entregou pessoalmente ao Congresso Nacional a proposta de reestruturação do sistema de proteção social das Forças Armadas. O aumento dos salários dos militares previsto no projeto de lei que reforma as carreiras das Forças Armadas vai custar R$ 86,85 bilhões em 10 anos. A economia com as mudanças nas regras de Previdência será de R$ 97,3 bilhões, resultando no ganho de R$ 10,45 bi. A economia para os Estados foi calculada em R$ 52 bilhões.

O governo também estimou em R$ 10,3 bilhões a economia com a transferência da compensação dos militares temporários do Orçamento do Ministério da Defesa para o INSS, ajudando a reduzir o déficit.

Presidente Bolsonaro perde 15 pontos de popularidade desde janeiro

O presidente Jair Bolsonaro perdeu três de cada dez apoiadores do seu governo em apenas dois meses. A proporção de quem considera sua administração boa ou ótima caiu de 49% em janeiro para 39% em fevereiro e chegou a 34% em março, segundo o Ibope. O presidente perdeu 15 pontos percentuais em 60 dias. Seu saldo ainda é positivo porque apenas 24% dizem que o governo é ruim ou péssimo. Outros 34% consideram que é regular, e 8% não souberam avaliar.

Em comparação com outros presidentes eleitos, porém, o começo da passagem de Bolsonaro pelo Palácio do Planalto é o pior já registrado. Nos seus primeiros mandatos, Dilma, Lula, Fernando Henrique e Collor sustentaram taxas mais altas do que os 34% de Bolsonaro nos meses iniciais. A popularidade deles só ficou abaixo desse patamar nos segundos mandatos de FHC e Dilma, quando os presidentes já acumulavam mais de quatro anos de desgastes.

Em menos de três meses no cargo, Bolsonaro polarizou a confiança dos brasileiros. Se 62% diziam confiar no presidente em janeiro, só 49% ainda confiam nele agora. Perda de 13 pontos. Ao mesmo tempo, a desconfiança saltou de 30% para 44%. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos, a confiança em Bolsonaro está a um ponto percentual de um empate técnico com a desconfiança (no limite, essas taxas são hoje de 47% e 46%, respectivamente).

Quem mais desconfia do presidente são os nordestinos e os moradores das grandes cidades. Entre esses, a desconfiança é majoritária: 53% não confiam nele. É uma má notícia para Bolsonaro, porque os movimentos de opinião pública costumam migrar das capitais para o interior, e não o contrário. Quem sustenta a confiança no presidente são, principalmente, os evangélicos, os mais ricos, os homens e os moradores do Sul.

Movimentos semelhantes aconteceram na avaliação do governo. As taxas de ótimo e bom são maiores entre os mais ricos (renda acima de 5 salários mínimos), entre quem se declara branco, entre evangélicos, e entre moradores do Sul e do Centro-Oeste.

Já as avaliações negativas (acham o governo ruim ou péssimo) são mais frequentes nas cidades com mais de 500 mil habitantes (32%) e nos municípios que ficam nas periferias das regiões metropolitanas (29%).

As pesquisas divulgadas nesta quarta-feira pelo Ibope Inteligência foram pagas pelo próprio instituto. Todo mês, o Ibope faz uma pesquisa nacional com 2.002 entrevistas face a face na qual diferentes clientes pagam para incluir perguntas de seu interesse.

Bolsa volta a cair e retoma ao patamar de 98 mil pontos

A Bolsa brasileira fechou o pregão em queda de mais de 1%, voltando a operar abaixo de 99 mil pontos após dois pregões testando o pico histórico de 100 mil pontos. O dólar também caiu, reflexo da indicação de que o banco central americano não deverá elevar os juros em 2019.

O Ibovespa, principal índice acionário do país, recuou 1,55%, a 98.042 pontos. O giro financeiro superou os R$ 17 bilhões.

A pressão de baixa veio principalmente do setor bancário, com perdas superiores a 2% de Itaú e Bradesco, e também da Vale, que recuou 2,6%. As perdas foram, porém, disseminadas por todos os setores representados no índice, o que sinaliza uma tendência de realização de lucros após o pico, além da ausência de notícias no curto capazes de alimentar o apetite de investidores para acima do atual patamar.

Na quarta-feira (20), o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) manteve a taxa de juros do país entre 2,25% e 2,50% ao ano, e indicou que não deverá promover novos aumentos neste ano.

O motivo é a desaceleração da economia do país, o que já vinha sendo repetido desde o ano passado por analistas de mercado.

“O crescimento da atividade econômica desacelerou da sólida taxa no quarto trimestre”, escreveu o Fed no comunicado.

O dólar também reagiu à decisão do Fed, recuou 0,60%, a R$ 3,7670. De 24 moedas emergentes, 18 avançaram sobre o dólar.

Banco Central mantém taxa básica de juros em 6,5%

No primeiro encontro sob o comando do economista Roberto Campos Neto, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central  decidiu, por unanimidade, manter a Selic (os juros básicos da economia) em 6,50% ao ano. Com isso, a taxa permaneceu no nível mais baixo da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996. Foi a oitava manutenção consecutiva da taxa neste patamar.

Além de Campos Neto, que assumiu a presidência do BC no fim de fevereiro, estrearam no Copom os diretores de Política Monetária, Bruno Serra, e de Organização do Sistema Financeiro, João Manoel Pinho de Mello. Os três foram indicados para o BC pelo governo de Jair Bolsonaro. Apesar dos novos nomes, a decisão de hoje era largamente esperada pelos economistas do mercado financeiro.

Ao justificar a decisão, o BC avaliou novamente que “cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política monetária, inclusive diante de cenários voláteis, têm sido úteis na perseguição de seu objetivo precípuo de manter a trajetória da inflação em direção às metas.”

Ao mesmo tempo, o BC afirmou que “a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve manutenção da taxa Selic no nível vigente”. “O Comitê julga importante observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo, com menor grau de incerteza e livre dos efeitos dos diversos choques a que foi submetida no ano passado”, informou o colegiado no comunicado. “O Copom considera que esta avaliação demanda tempo e não deverá ser concluída a curto prazo. O Comitê ressalta que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.”

Redação Dinheirama
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