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Receita diz que reforma tributária terá mudança no IR, IVA federal e nova CPMF

A reforma tributária do governo federal, que o ministro da Economia Paulo Guedes deverá apresentar na próxima semana, terá um tripé formado por reforma do IR (Imposto de Renda), imposto único sobre consumo e serviços e uma contribuição previdenciária sobre movimentações financeiras.

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Em relação aos dois últimos, uma lei complementar vai definir qual o peso de cada um, que deverão se equilibrar de forma a manter a soma das duas arrecadações em um determinado nível.

Detalhes sobre a reforma tributária do governo Jair Bolsonaro (PSL) foram apresentados pelo secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, durante evento sobre cenários econômicos, em São Paulo, promovido pelo Banco BTG Pactual na quinta-feira (7).

A reforma do IRPF( Imposto de Renda Pessoa Física) inclui a correção da tabela, mas de forma “muito lenta e gradual”, segundo o secretário. Também serão revistas algumas deduções que o governo considera com baixo efeito distributivo.

De modo geral, a equipe econômica estuda acabar com as deduções de gastos com saúde e educação . A medida é uma contrapartida para a redução da alíquota máxima da tabela, hoje em 27,5%.

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Eike manipulou mercado em mais de 300 operações e movimentou R$ 800 mi

O Ministério Público Federal informou que o empresário Eike Batista, preso na manhã da quinta (8), no âmbito da Operação Segredo de Midas, desdobramento da Lava Jato, e o responsável financeiro pelo grupo EBX Luiz Arthur Andrade Corrêa, o ‘Zartha’, que também é alvo da operação, manipularam o mercado de capitais por meio do uso de informações privilegiadas ‘interferindo na precificação dos ativos financeiros’. Ao todo, a dupla teria realizado mais de 300 operações, movimentando R$ 800 milhões.

Segundo o Ministério Público Federal, entre 2010 e 2013, foram manipulados os mercados de ações e bonds de diversas empresas: Ventana Gold Corp, utilizada como falso pretexto para encobrir o repasse ilícito de recursos ao ex-governador Sérgio Cabral, Galway Resources Ltd, MMX, MPX e OGX. Em outros casos, foram usadas informações privilegiadas, assinala a investigação.

“No total, foram movimentados mais de R$ 800 milhões”, indica a Procuradoria

As cinco situações, descritas pela Procuradoria, em que Eike e ‘Zartha’ teriam agido estão relacionadas a diferentes ativos – da Ventana Gold Corp (VEN), da Galway (GWY), da MMX (MMXM11), da MPX (MPXE3) e de bonds da OGX.

A investigação levou em consideração os depoimentos em delação premiada do banqueiro Eduardo Plass e de outras cinco pessoas.

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Bolsa sobe 1,3% e volta aos 104 mil pontos

A melhora do ambiente externo abriu espaço para que a aprovação da reforma da Previdência na Câmara trouxesse apetite pelos ativos brasileiros.

O tom mais positivo para os negócios predominou desde o início do dia, depois que o banco central da China desvalorizou o yuan menos do que o esperado. Temia-se que a China, acusada de manipuladora cambial pelo presidente Donald Trump, pudesse promover uma desvalorização mais forte da sua moeda, elevando a temperatura do conflito com os EUA.

À tarde, as bolsas norte-americanas renovaram máximas e recolocaram o Ibovespa, principal índice de ações brasileiro, na casa de 104 mil pontos. Vale e siderúrgicas contribuíram com a puxada do índice, ao lado das ações da Petrobrás. No fim, a Bolsa terminou com ganho de 1,30%, aos 104.115,23 pontos. Ainda essa semana o índice chegou a operar abaixo do nível de 100 mil pontos.

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EUA e China não estão em guerra comercial, diz secretário de Comércio Exterior

Na avaliação do secretário especial de Comércio Exterior do governo Bolsonaro, Marcos Troyjo, a disputa entre chineses e americanos não pode ser qualificada como uma guerra de proporções globais. O embate seria um esperado acerto entre grandes potências que disputam espaço no comércio internacional.

“Não acho que seja uma guerra comercial, acho que é um ajuste comercial duro. Esse acerto tem de ser feito da mesma maneira com que os porcos espinhos fazem amor -com muito cuidado”, afirmou Troyjo durante evento organizado pelo banco BTG Pactual, em São Paulo, na quinta-feira (8).

O secretário destacou que o gigante asiático está, aos poucos, ocupando o espaço de maior potência econômica global. Assim, é natural que ele assuma o papel de maior parceiro do Brasil.

No entanto, afirmou que, ao menos por enquanto, “a tendência de comércio entre os países é inercial: mais do mesmo”.

Reforçou ainda que o acordo comercial com os Estados Unidos não irá afetar o andamento do pacto fechado com a EU (União Europeia).

“Aquilo que nós negociamos com os europeus é diferente do que negociamos com os americanos. São [acordos de] naturezas diferentes, não atrapalha nada”, disse Troyjo.

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Redação Dinheirama
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