Agora você confere as principais notícias de 05/04/19 sexta-feira.

Reforma vai passar na CCJ com certeza, diz relator

O relator da proposta da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputado Marcelo Freitas (PSL), foi nesta quinta-feira (4), ao Palácio do Planalto para tratar da articulação política com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. “Está tudo sob controle”, afirmou a jornalistas ao chegar.

Ele voltou a afirmar que vai apresentar o relatório na próxima terça-feira, dia 9. Depois disso, destacou que “a ideia é fazer um diálogo institucional”, de aproximação. Questionado se há votos suficientes para aprovar o texto, demonstrou otimismo. “Nós vamos passar na CCJ com certeza.”

Freitas informou, ainda, que decidiu incluir no parecer alguns pontos que foram discutidos na CCJ, destacando a reunião de ontem com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o encontro de hoje com juristas.

“O relatório vai ser um pouco acrescentado para que a gente possa abordar todos os aspectos discutidos na comissão. Não vai ser algo tão longo, não. Na casa de 20 a 25 páginas”, declarou.

Alckmin se encontra com Bolsonaro em diálogo político

Adversário de Jair Bolsonaro (PSL) na campanha de 2018, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) rebateu o discurso contra a velha política feito pelo atual presidente da República, após encontro entre os dois nesta quinta-feira (4) no Palácio do Planalto.

“Não existe nova e velha, existe boa e má política. A boa política não envelhece”, afirmou Alckmin, presidente nacional do PSDB.

O tucano afirmou que o PSDB manterá sua posição de independência em relação ao governo, “não há nenhum tipo de troca, não participaremos do governo, não aceitamos cargo do governo, e votamos com o Brasil”.

Depois de seguidas declarações de Bolsonaro associando negociações com o Congresso a corrupção e de seu embate com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), Alckmin defendeu o diálogo. “Quanto mais a gente ouve, menos a gente erra. Política não é troca-troca, é o diálogo”, disse.

Temer vira réu por lavagem de dinheiro na reforma da casa de sua filha

O ex-presidente Michel Temer (MDB) está novamente no banco dos réus. Agora, o emedebista vai responder pelo crime de lavagem de dinheiro na reforma da casa de sua filha Maristela Temer, em São Paulo.

A defesa reagiu com veemência à acusação da Procuradoria. “A acusação de lavagem de dinheiro por meio da reforma da casa de uma das filhas de Michel Temer, além de não possuir base em provas idôneas, é infame”, disse o criminalista Eduardo Pizarro Carnelós.

A Justiça Federal na capital paulista aceitou a denúncia da força-tarefa da Operação Lava Jato nesta quinta-feira, 4. A acusação alcança, além de Temer e de sua filha, o coronel reformado da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, e sua mulher Maria Rita Fratezi.

“A narrativa é clara o suficiente para permitir o exercício do direito de defesa e os fatos narrados configuram, em tese, infração penal. A denúncia é ainda lastreada em indícios mínimos de autoria e de materialidade da infração penal imputada aos acusados”, afirmou o juiz Diego Paes Moreira, da 6ª Vara Federal.

Bolsa sobe após Bolsonaro articular pró Previdência

pós a queda da véspera, a Bolsa brasileira voltou a operar no azul, com alta de quase 2%, nesta quinta-feira (4), seguindo o noticiário da Previdência e algum otimismo externo com o possível fim da guerra comercial travada entre Estados Unidos e China. O dólar recuou.

Nesta quinta, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) recebeu líderes partidários em um primeiro movimento de articulação política pela reforma. Os encontros ocorrem após bate-bocas entre Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) sobre a responsabilidade pela formação da base aliada para aprovação do projeto.

Já a notícia negativa, que de a regra de transição da reforma poderá ser abrandada pelo Congresso, reconhecida pelo secretário da Previdência, Rogério Marinho, foi ignorada pelo mercado.

A movimentação do Planalto foi bem recebida pelo mercado, e o Ibovespa subiu 1,92%, a 96.313 pontos.

O dólar recuou 0,51%, a R$ 3,8590. O comportamento do real destoou das demais moedas emergentes: de uma cesta de 24 divisas, 17 perderam valor ante a moeda americana nesta quinta.

Redação Dinheirama
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