Agora você confere as principais notícias de 28/01/2019, segunda-feira.

É urgente o afastamento cautelar da diretoria da Vale, diz Renan Calheiros

O senador Renan Calheiros (MDB), um dos possíveis candidatos à presidência do Senado, afirmou pelo Twitter que a diretoria da Vale deve ser afastada e uma nova diretoria interventora deve ser nomeada após o rompimento de uma barragem pertencente à mineradora na cidade de Brumadinho (MG).

“Não podemos prejulgar. Mas é urgente, em respeito às vítimas de Brumadinho, o afastamento cautelar da diretoria da Vale, assim como a nomeação de diretoria interventora, para impedir a destruição de provas e apurar com isenção os fatos”, escreveu ele em sua rede social.

“Não tenho palavras para descrever o meu sofrimento, minha enorme tristeza, meu desapontamento com o que acaba de acontecer. É algo além, acima de qualquer coisa que eu pudesse imaginar. Quero dizer da minha solidariedade, que a Vale inteira vai fazer o que for possível para ajudar as pessoas atingidas. É algo que me dói a alma. Tudo o que eu não queria na minha vida é que algo do gênero acontecesse”, afirmou o executivo.

Nota da Vale pode cair vários degraus após Brumadinho, diz agência

A agência de classificação de risco S&P anunciou que poderá rebaixar a nota da Vale em vários degraus em razão das implicações financeiras decorrentes do desastre de sexta-feira (25), em Brumadinho (MG).

Segundo a S&P, o fato de uma tragédia semelhante ter acontecido antes potencializa os riscos para a empresa. A agência se referia à maior catástrofe ambiental brasileira, o rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, em novembro de 2015. O reservatório era da Samarco, empresa da qual a Vale é sócia, ao lado da BHP Billiton.

“Acreditamos que a Vale enfrenta vários riscos decorrentes do desastre. Suas obrigações financeiras para remediar e compensar as perdas podem ser substanciais, e a empresa pode ter de enfrentar escrutínios extensos e complexos de entidades ambientais e órgãos reguladores que resultariam em suspensões de licenças”, disse a S&P em comunicado no sábado (26).

A agência colocou a nota da empresa, que é BBB-, em observação (CreditWatch), com implicações negativas. Isso significa que a classificação da mineradora pode ser rebaixada no curto prazo.

No sábado, a Justiça de Minas Gerais determinou o bloqueio de R$ 5 bilhões da Vale para garantir a adoção de medidas emergenciais e a reparação de danos ambientais.

Além disso, o Ibama anunciou a aplicação de multa de R$ 250 milhões à mineradora por danos ambientais.

Médicos cubanos oferecem ajuda no atendimento às vítimas de Brumadinho

Médicos cubanos que ficaram no Brasil após o fim da parceria com o programa Mais Médicos oferecem ajuda no atendimento às vítimas do desastre de Brumadinho (MG).

O rompimento da barragem da mineradora Vale na sexta-feira (25) deixou ao menos 37 pessoas mortas e cerca de 250 desaparecidos. Após a tragédia, dezenas de profissionais cubanos se colocaram à disposição do governo brasileiro e marcaram o presidente Jair Bolsonaro (PSL) em postagens nas redes sociais.

“Na faculdade juramos ajudar as pessoas que precisam, e a tragédia de Brumadinho foi muito triste”, diz a médica cubana Griela Tirse. Ela participou do programa Mais Médicos e hoje espera a revalidação do diploma no Brasil.

Griela reuniu 82 médicos cubanos em Minas Gerais dispostos a ajudar. A maioria dos profissionais é clínico geral, afirma, mas há profissionais com diferentes especialidades, como cardiologistas, oftalmologistas e ginecologistas. Todos aguardam algum chamado do governo.

“Os médicos cubanos ajudaram em áreas de desastre como Paquistão e na África, durante a epidemia do ebola. Cuba é caracterizada por ciclones e furacões. Portanto, nosso trabalho também é direcionado para situações de tragédia”, afirma Griela.

A médica diz que a maioria dos voluntários participou do Mais Médicos. Há, entretanto, profissionais que não participaram do programa, mas que entraram com processo de refúgio e hoje vivem no Brasil.

Redação Dinheirama
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