Agora você confere as principais notícias de 15/09/2018, sábado.

Possível ministro da Fazenda, economista Paulo Guedes é citado em fraude milionária na Bolsa

O economista Paulo Guedes, apontado pelo candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) como seu ministro da Fazenda em caso de eleição, é citado em um processo recém-julgad pela Justiça Federal como beneficiário de um esquema de fraude que provocou perdas milionárias na Bolsa de Valores ao fundo de pensão dos funcionários do BNDES (Fapes).

As informações são da revista digital Crusoé. Segundo a reportagem, os documentos reunidos no processo apontam que a empresa de Paulo Guedes, GPG Participações, faturou R$ 600 mil em apenas dois dias de operação na Bolsa por meio de uma fraude, conduzida pela corretora Dimarco, que fechou as portas em 2008.

No mesmo período, o Fapes, conduzido pela mesma corretora, teve um prejuízo de R$ 12 milhões. Os clientes citados como beneficiários, incluindo Paulo Guedes, ganharam R$ 5 milhões.

A sentença foi proferida no último dia 3 de julho pelo juiz Tiago Pereira, da 5º Vara Criminal do Rio de Janeiro. Ele havia condenado três dirigentes da Dimarco a quatro anos e oito meses de prisão por gestão fraudulenta.

Para o magistrado, os lucros de Paulo Guedes não foram frutos de seu conhecimento em investimentos, mas sim, porque detrás do pano, havia a ação criminosa da corretora.

Paulo Guedes não chegou a ser processado, mas seu nome é citado quatro vezes na sentença e sua empresa é citada 27 vezes.

Bolsonaro vai a 26%; Haddad e Ciro têm 13%, diz Datafolha

Fisicamente fora da campanha eleitoral desde que foi esfaqueado no dia 6, Jair Bolsonaro (PSL) lidera a corrida à Presidência com 26%, segundo nova pesquisa do Datafolha.

Na semana em que foi oficializado candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad viu sua intenção de voto subir de 9% para 13%. Está empatado numericamente com Ciro Gomes (PDT), que manteve sua pontuação, e na margem de erro também com Geraldo Alckmin (PSDB), que oscilou de 10% para 9%.

Em curva francamente descendente está Marina Silva (Rede), que caiu de 11% para 8% e hoje tem metade das intenções de voto que tinha quando sua candidatura foi registrada em agosto.

O levantamento foi feito entre quinta (13) e sexta (14), ouvindo 2.820 eleitores em 187 cidades, com uma margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pelo jornal Folha de São Paulo e pela Rede Globo.

A pesquisa anterior havia sido realizada na segunda (10). Bolsonaro oscilou positivamente dois pontos desde então, numa semana em que teve de submeter-se a uma cirurgia de emergência para desobstruir o intestino. O deputado segue incomunicável na UTI do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

A curva é favorável a ele, mesmo tendo crescido dentro da margem de erro. Antes do atentado, ele registrava 22% de intenções de voto na primeira pesquisa sem a presença de Lula no cartão apresentado aos entrevistados. Seu eleitor se diz o mais convicto: 75% afirmam que não mudarão de voto.

Bolsonaro também oscilou positivamente para 22% nas citações espontâneas ao nome do candidato preferido, liderando com folga nesse quesito.

O levantamento ocorreu um dia antes do registro de Haddad, então vice de Luiz Inácio Lula da Silva, como presidenciável. Preso por corrupção, o ex-presidente é inelegível por ter condenação em segunda instância.

O ex-prefeito dobrou sua pontuação na pesquisa espontânea, de 4% para 8%, empatando com Ciro, que subiu de 5% para 7%.

Alckmin registra os mesmos 3% espontâneos da pesquisa anterior, empatado com Marina, João Amoêdo (Novo) e Alvaro Dias (Podemos), todos com 2%. A pesquisa traz más notícias para o tucano, que esperava crescer com a exposição de duas semanas com o maior horário de propaganda gratuita de rádio e TV. Seu eleitor também é menos sólido: 61% dizem que podem mudar de voto.

O crescimento do petista no levantamento estimulado ocorreu principalmente onde Lula já se dava melhor: entre os mais pobres e menos instruídos. Seu melhor desempenho se deu entre eleitores de 45 a 59 anos (9% para 15%). Se dizem convictos no voto em Haddad 72% dos eleitores.

A maior rejeição entre os candidatos segue sendo a de Bolsonaro, tendo oscilado de 43% para 44%.

Brasil estagna no ranking do IDH pelo 3º ano e ocupa 79ª colocação entre 189 países

O Brasil ficou estagnado pelo terceiro ano consecutivo no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – permanece, desde 2015, na 79.ª colocação entre 189 países analisados. O desempenho brasileiro atualmente é bem diferente do apresentado entre 2012 e 2014, período em que o País avançou seis colocações na classificação.

Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (PNUD), divulgado sexta-feira (14), aponta que o Brasil alcançou a nota 0,759 – isso é apenas 0,001 a mais do que o obtido no ano anterior. A escala vai de zero a um. Quanto mais próximo de um, maior o desenvolvimento humano.

O IDH avalia o progresso dos países com base em três dimensões: saúde, educação e renda. Os indicadores brasileiros usados para fazer o trabalho são de 2017.

Ao comentar os dados, a coordenadora da unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD, Samantha Dotto Salve, foi diplomática. “Estamos recebendo os dados agora”, disse. Ela ponderou ainda que o número de países que participam da avaliação foi alterado. No ano passado, o ranking era composto por 188 países e territórios. Na versão atual, há um a mais: 189.

Além de revelar a estagnação, o trabalho mostra que o Brasil continua sendo um país extremamente desigual. Se as diferenças fossem levadas em consideração, o País cairia 17 posições na classificação.

O primeiro colocado no ranking preparado pelo PNUD foi a Noruega, que apresentou indicador 0,953. Em seguida, vem a Suíça, com 0,944 e Austrália, com 0,939. Niger, o último colocado, apresenta IDH de 0,354.

Após bater recorde, dólar recua para R$ R$ 4,16 e Bolsa avança 1%

O dólar teve um dia de trégua  sexta-feira (14), após encostar em R$ 4,20 ontem e chegar à maior cotação nominal do Plano Real. Depois de uma manhã volátil, a moeda engatou queda na parte da tarde e terminou o dia em R$ 4,1649, baixa de 0,83%. Mesmo assim, a moeda teve a segunda semana consecutiva de alta, acumulando valorização de 1,96% nos últimos cinco dias, e de 2,47% no mês.

Nas mesas de câmbio de bancos, gestoras e corretoras, o cenário para as eleições seguiu dominando as atenções e o dia foi de expectativa pela pesquisa eleitoral do Datafolha, que foi divulgada às 19h.

Mesmo após a alta de ontem, no começo do dia o dólar encontrou fôlego para subir um pouco mais e chegar a R$ 4,21 na abertura. Mas o movimento perdeu força e o real acabou se descolando de outras moedas de emergentes, que hoje perderam valor ante a moeda dos EUA. À tarde, chegou a cair para a casa dos R$ 4,15.

Apesar da queda, especialistas alertam que a volatilidade vai continuar alta no mercado, que deve oscilar com o noticiário sobre as eleições e novas pesquisas eleitorais.

Redação Dinheirama
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