Agora você confere as principais notícias de 20/02/2019, quarta-feira.

Ex- ministro Bebiano conversou com presidente pelo Whatsapp

O presidente Jair Bolsonaro conversou com o ex-ministro da Secretaria-Geral Gustavo Bebianno pelo aplicativo de mensagens Whatsapp três vezes no dia 12 de fevereiro, um dia antes de sua alta médica no hospital Albert Einstein, na capital paulista.

Os áudios das conversas entre os dois, divulgados pela revista Veja, confrontam a versão do presidente de que ele não havia falado naquele dia com o então auxiliar. As gravações mostram ainda que ambos conversaram também sobre o esquema de candidaturas laranjas do PSL, revelado pelo jornal Folha de São Paulo e que levou à queda de Bebianno.

No diálogo sobre o escândalo, o presidente faz referência a denúncia de que uma candidata laranja em Pernambuco recebeu do partido R$ 400 mil de dinheiro público na eleição do ano passado. Bolsonaro afirma que querem “empurrar essa batata quente” em seu colo.

“Querer empurrar essa batata quente desse dinheiro lá pra candidata em Pernambuco pro meu colo, aí não vai dar certo. Aí é desonestidade e falta de caráter. Agora, todas as notas pregadas nesse sentido foram nesse sentido exatamente, então a Polícia Federal vai entrar no circuito, já entrou no circuito, pra apurar a verdade. Tudo bem, vamos ver daí… Quem deve paga, tá certo? Eu sei que você é dessa linha minha aí. Um abraço”, disse.

Em entrevista ao jornal O Globo, Bebianno disse na semana passada que havia conversado três vezes com o presidente.

No dia seguinte, no entanto, o vereador Carlos Bolsonaro (PSL) disse que o então ministro havia mentido, o que foi chancelado pelo presidente, em entrevista à TV Record.

Nas gravações divulgadas, que seriam das conversas daquele dia, Bolsonaro e Bebianno falaram sobre o cancelamento de viagem de uma comitiva de auxiliares à Amazônia e sobre uma audiência que o ministro teria com o vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, Paulo Tonet Camargo.

Governo fatia caixa 2 de pacote de Moro

O Palácio do Planalto decidiu separar a proposta de criminalização do caixa 2 do projeto de lei anticrime preparado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e ao Congresso.

Por temer derrotas nos plenários da Câmara e do Senado, a equipe do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, propôs apresentar a medida em um outro projeto.

Na avaliação do governo, a resistência de parlamentares à criminalização do caixa 2 colocaria em risco todo o pacote proposto por Moro para combater a corrupção, o crime organizado e a violência nas cidades. Dois auxiliares da Casa Civil disseram à reportagem que o fatiamento dessa proposta facilitará a tramitação do projeto mais amplo, que envolve 14 leis, e é a prioridade do governo.

Interlocutores do Planalto no Congresso apontaram, nas discussões internas sobre a versão final do projeto, dificuldades para dobrar a resistência entre deputados e senadores – parte deles alvo de investigações por doações não contabilizadas em campanhas eleitorais.

O desmembramento do pacote, por outro lado, pode resultar em uma tramitação mais lenta para a criminalização do caixa 2. Moro já havia separado, há duas semanas, outra proposta do pacote, relacionada à atuação da Justiça Eleitoral. Assim, ao todo, serão três os projetos apresentados  nesta terça-feira.

Apesar do fatiamento, Moro afirmou a interlocutores que a medida não deve ficar em segundo plano.

O caixa 2, por ainda não existir na lei como crime, é enquadrado no artigo 350 do Código Eleitoral. O projeto de Moro prevê a criação do artigo 350-A, que torna crime, com pena de 2 a 5 anos, “arrecadar, receber, manter, movimentar ou utilizar qualquer recurso, valor, bens ou serviços estimáveis em dinheiro, paralelamente à contabilidade exigida pela legislação eleitoral”.

Pelas normas da Câmara, as propostas podem tramitar em comissões diferentes e ter relatores distintos, mas ainda não está definida a forma da tramitação das três medidas.

Em visita à Câmara no dia 6, Moro sofreu as primeiras reações críticas ao projeto. Ele apresentou o texto, na ocasião, a integrantes da bancada da Segurança Pública, a chamada bancada da bala, mas ouviu questionamentos de oposicionistas.

Deputados também já se articulam para incluir no pacote a punição para casos de abuso de autoridade cometidos por juízes. Essa proposta, no entanto, está descartada do projeto. A proposta de Moro prevê, entre outros pontos, a prisão de condenados em segunda instância, regras mais rígidas para a progressão de pena de condenados por crimes violentos e corrupção.

Bolsa sobe 1,2% com expectativa por entrega de reforma da Previdência ao Congresso

A Bolsa brasileira avançou no pregão marcado pela expectativa com a entrega da proposta de reforma da Previdência no Congresso, apesar da continuidade da crise política em torno do agora ex-ministro Gustavo Bebianno. O dólar recuou em linha com o exterior.

O governo de Jair Bolsonaro promete apresentar na manhã de quarta (20) sua proposta de mudança na aposentadoria. Essa é a principal promessa de campanha do presidente e considerada crucial por investidores para o reequilíbrio das contas públicas e sustentação da Bolsa brasileira no patamar atual.

Foi a expectativa de que o governo conseguirá aprovar uma reforma que trouxe euforia a investidores e conduziu o Ibovespa para perto dos 100 mil pontos.

O Ibovespa, principal índice acionário do país, ganhou 1,19%, a 97.659 pontos. O giro financeiro foi de R$ 15,6 bilhões. Na véspera, a Bolsa havia recuado com ausência de referência do exterior e volume financeiro reduzido.

Ruídos políticos relacionados a Bolsonaro vinham sendo minimizados por analistas durante janeiro, mas começaram a ser usados como justificativa para explicar a perda de fôlego da Bolsa em fevereiro, após a alta de 10% no primeiro mês do novo governo.

O caso emblemático foi a demora na queda do agora ex-ministro Gustavo Bebianno, aliado de Bolsonaro durante toda a campanha, mas envolvido no escândalo dos candidatos-laranjas do PSL, o partido do presidente.

Democrata Bernie Sanders será candidato à Casa Branca nas eleições de 2020

O senador americano Bernie Sanders anunciou que irá se candidatar à presidência dos Estados Unidos nas eleições de 2020. A informação foi divulgada nesta terça-feira (19), pela emissora CNN. O democrata foi rival de Hillary Clinton nas primárias de 2016, mas perdeu para a ex-secretária de Estado nas primárias.

“Nós vamos ganhar”, afirmou Sanders em uma entrevista a ser transmitida pela CBS nesta terça.

“A nossa campanha não é apenas sobre derrotar Donald Trump“, afirmou em um e-mail a apoiadores. “Nossa campanha é sobre transformar o nosso país e criar um governo com base nos princípios de justiça econômica, social, racial e ambiental”, acrescentou o socialista democrata, como Sanders se descreve.

Aos 77 anos de idade, o veterano da política americana é um progressista que propõe mudanças no sistema de saúde americano e o fim das taxas de matrícula universitária.

O independente surpreendeu o establishmnet do Partido Democrata em 2016 quando desafiou Hillary nas primárias. Embora ela tenha sido a escolha para disputar a presidência contra Donald Trump, a influência de Sanders definiu como o partido atuaria durante o governo do rival republicano.

A questão agora é se Sanders conseguirá se destacar em uma multidão de democratas que também abrangem muitas de suas propostas e são novatos na política.

Redação Dinheirama
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