Agora você confere as principais notícias de 22/05/19 quarta-feira.

Maia cita saco de dinheiro e rompe com líder do governo na Câmara

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), criticou abertamente o líder do governo na Casa, Major Vitor Hugo (PSL-GO) no final de uma reunião do colégio de líderes de partidos de terça-feira (21).

De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, líderes afirmaram que o movimento torna o diálogo “impossível” e que a situação é “incontornável”, interpretando que houve um rompimento institucional entre os dois.

A crítica foi feita por causa de uma mensagem encaminhada por Vitor Hugo em grupos de WhatsApp, em que associa a negociação do governo com o Congresso com sacos de dinheiro. Maia teve acesso à sátira e ficou irritado.

Para aliados, o ataque feito por Maia é uma resposta às críticas públicas que o líder do governo tem feito sobre o Legislativo nas redes sociais. O ato foi visto como a defesa mais veemente do papel da Câmara e dos seus deputados desde que Maia entrou em embate público com o presidente Jair Bolsonaro em março.

O líder do governo negou que tenha inferido que a negociação com o Congresso é espúria, mas Maia encerrou a conversa informando que não havia mais diálogo entre eles. Ainda ao jornal O Estado de São Paulo, Vitor Hugo afirmou que a situação é contornável, mas não disse se procurará o presidente da Casa para esclarecer a situação.

Partidos do centrão decidem votar MP de Bolsonaro que reduz número de ministérios

Às vésperas de manifestações de rua que têm o Congresso como um dos focos de ataque, líderes do chamado centrão fecharam na terça-feira (21) um acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), para votar ainda nesta semana a medida provisória que reorganiza a estrutura do governo.

A MP foi editada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) no início de seu mandato e pode expirar no dia 3 de junho, caso não seja votada até lá nos plenários da Câmara e do Senado.

A medida provisória trata de toda a reorganização feita pelo presidente na Esplanada. A principal medida foi a redução do número de ministérios de 29 para 22. Diante do discurso de enxugamento da máquina, a MP virou tema para a convocação das manifestações a favor do governo no domingo (26).

Tratada como prioridade pelo governo, a MP também virou objeto de pressão política contra a gestão Bolsonaro, encabeçada pelo grupo informal de partidos conhecido como centrão e que reúne legendas como PP, DEM, PR, PRB, MDB e Solidariedade.

Dólar recua e vai a R$ 4,05 com retomada de confiança em reforma da Previdência

O mercado financeiro opera descolado de crises entre governo Bolsonaro e Câmara dos Deputados nesta semana. O apoio de deputados do centrão à reforma da Previdência, mesmo que não seja o texto em trâmite, deixa investidores confiantes com a aprovação de mudanças no sistema de aposentadorias ainda este ano.

O otimismo se reflete na forte recuperação da Bolsa nesta semana. Após bater os 89 mil pontos na sexta-feira (17), o Ibovespa fechou acima dos 94 mil nesta terça (21), com ganho de 2,76%, a terceira maior alta percentual do ano. O dólar perdeu o patamar dos R$ 4,10 e fechou cotado a R$ 4,049, queda de 1,36%.

No Brasil, o Ibovespa, maior índice acionário do país, teve alta de 2,76%, a 94.484 pontos, maior patamar desde 9 de maio, quando o índice acentuou declínio com acirramento da guerra comercial entre EUA e China. O giro financeiro foi de R$ 17,2 bilhões, acima da média diária para o ano, que se mantém a R$ 16 bilhões.

Aneel aumenta valor das bandeiras tarifárias da conta de luz

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira, 21, uma resolução que estabelece as faixas de acionamento e os adicionais das bandeiras tarifárias com vigência em 2019. Segundo a agência, foi incorporado um avanço metodológico para a regra de acionamento que atualiza o perfil do risco hidrológico (GSF). “O efeito do GSF a ser percebido pelos consumidores retratará com maior precisão a produção da energia hidrelétrica e a conjuntura energética do sistema”, informou a agência.

A bandeira tarifária é uma taxa extra paga pelo consumidor de energia elétrica, conforme as condições de geração no País. A proposta aprovada altera o valor das bandeiras tarifárias a partir de 1.º de junho: a bandeira amarela passa de R$ 1 para R$ 1,50 a cada 100(Kwh); vermelha no patamar 1, de R$ 3 para R$ 4 a cada 100 (Kwh); e a vermelha no patamar 2, de R$ 5 para R$ 6 a cada 100 (Kwh). A bandeira verde não tem cobrança extra.

A alteração foi especialmente motivada pelo déficit hídrico do ano passado, que reposicionou a escala de valores das bandeiras, de acordo com a Aneel.

O tema passou por audiência pública que recebeu 56 contribuições, das quais 36% foram acatadas integralmente e 2% parcialmente.

Na metodologia das bandeiras tarifárias as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração. A definição da cor da bandeira continua a ser dada pela combinação entre risco hidrológico e preço de liquidação de diferenças.

Redação Dinheirama
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