Agora você confere as principais notícias de 08/12/2017, sexta-feira.

Marco Aurélio quebra sigilo de Aécio desde 2014

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, decretou a quebra de sigilo fiscal e bancário do senador Aécio Neves (PSDB). Período alcançado pela medida vai de 1ª janeiro de 2014 até 18 de maio deste ano, ‘a fim de rastrear a origem e o destino dos recursos supostamente ilícitos. A cautelar abarca, inclusive, os meses que antecederam a eleição presidencial daquele ano em que o tucano foi derrotado por Dilma Roussef (PT).

A quebra de sigilo, requerida pela procuradora-geral, Raquel Dodge, se estende a outros investigados na Operação Patmos – suposta propina de R$ 2 milhões da JBS para o senador. São alvos da cautelar a irmã e o primo do tucano, Andrea Neves e Frederico Pacheco, o assessor do senador Zezé Perrella (PMDB), Mendherson Souza, e as empresas Tapera e ENM Auditoria e Consultoria.

De acordo com as investigações, o senador teria acertado supostas propinas de R$ 2 milhões com os executivos Joesley Batista e Ricardo Saud, da J&F.

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Por votos na Previdência, Planalto estuda devolver cargos a infiéis

Em troca de apoio para tentar aprovar a reforma da Previdência nas próximas semanas, o Palácio do Planalto estuda devolver cargos aos deputados que foram punidos por votar contra o governo nos últimos meses.

Auxiliares de Michel Temer e líderes da base aliada vão mapear nos próximos dias os parlamentares que tiveram aliados demitidos da máquina federal depois que votaram contra a reforma trabalhista ou pelo prosseguimento das denúncias apresentadas contra o presidente pela Procuradoria-Geral da República.

O governo quer renegociar os postos e oferecer esses espaços de volta aos deputados que se comprometerem a votar a favor da reforma da Previdência.

O Planalto decidiu estudar essa estratégia depois que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), disse a Temer que as punições haviam deixado insatisfeitos os parlamentares que poderiam apoiar as novas regras de aposentadoria propostas pelo governo.

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Queda recorde do juro não chega ao crédito

A taxa Selic atingiu nesta quarta (6) a sua mínima histórica, mas os juros médios cobrados pelos bancos seguem distantes dos níveis mais baixos registrados.

O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu cortar o juro básico em 0,5 ponto percentual, para 7% ao ano, em decisão unânime e esperada pelo mercado. Foi a décima redução seguida.

O Copom sinalizou ainda que haverá um novo corte, em ritmo menor, em fevereiro, mas que ele está atrelado à continuidade das reformas, em especial a da Previdência.

Apesar da queda histórica, os juros cobrados pelos bancos não caem com a mesma velocidade e proporção.

Para explicar a diferença, os bancos usam como principal argumento a alta do calote em decorrência da recessão. Isso tem sido válido para as empresas, mas não para os empréstimos pessoais.

Em outubro, dado mais recente do Banco Central, a taxa média no crédito pessoal (excluído o consignado) estava em 132% ao ano para uma inadimplência de 8%.

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Juiz pede prisão de Cristina Kirchner

A Justiça da Argentina pediu nesta quinta-feira (7), a retirada da imunidade parlamentar e a prisão da ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015), por ter supostamente acobertado iranianos acusados pelo atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em 1994, que deixou 85 mortos, informou a agência estatal de notícias Télam.

Para perder a imunidade, Cristina, que assumiu mandato de senadora na semana passada, deve passar por processo no Senado, o que requer pedido do governo de Mauricio Macri para convocação de sessão legislativa extraordinária com este propósito ou o retorno das sessões ordinárias, em março.

No fim de outubro, a Câmara argentina aprovou o fim da imunidade do deputado Julio de Vido, um ex-ministro-chave dos governos Néstor e Cristina Kirchner, por suspeitas de corrupção. Com a prisão pedida por dois juízes, ele se entregou à polícia.

As chances de algo semelhante acontecer com Cristina, caso o pedido seja analisado em sessão plenária, são baixas já que são necessários os votos de 48 dos 72 senadores (dois terços da Casa) e os legisladores não peronistas somam apenas 39 cadeiras.

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Redação Dinheirama
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