Agora você confere as principais notícias de 01/04/2018, domingo.

Ministro do STF solta amigos de Temer presos em operação

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), mandou soltar neste sábado (31) os dez presos da Operação Skala, entre eles dois amigos do presidente Michel Temer, o advogado José Yunes e o coronel João Baptista Lima Filho.

Relator do inquérito que apura suposto esquema de corrupção em troca de favores do governo a empresas do setor portuário, o ministro justificou que o propósito dos mandados, cumpridos na última quinta (29), já se realizou.

“Tendo as medidas de natureza cautelar alcançado sua finalidade, não subsiste fundamento legal para a manutenção das medidas”, escreveu.

A decisão atende a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Em documento enviado à tarde ao ministro, ela justificou que as medidas cumpriram o objetivo legal.

Houve busca e apreensão de documentos nos endereços dos investigados. Além disso, nos últimos dois dias, procuradores que atuam na PGR acompanharam os depoimentos dos alvos da operação. Ouvi-los, segundo os investigadores, era um dos propósitos da operação.

Temer decide ida de Dyogo Oliveira para a presidência do BNDES e busca solução para Minas e Energia

Em meio aos desdobramentos da operação Skala, que levou à prisão pessoas de seu convívio pessoal, o presidente Michel Temer reuniu-se ontem com o ministro-chefe da Secretaria Geral, Wellington Moreira Franco, e com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB), para discutir a reforma ministerial e decidiu pela ida de Dyogo Oliveira, atualmente no Ministério do Planejamento, para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O ministro resistiu à troca. Mas deverá sacramentar a mudança numa reunião mais ampla que Temer pretende fazer neste domingo para fechar a reforma ministerial.

Temer quer que Dyogo vá para o banco com o objetivo de pacificar seu funcionamento. Com operações investigadas pela Polícia Federal, como os empréstimos para o grupo JBS, a instituição amarga uma profunda divisão em seu corpo técnico. A atual gestão do economista Paulo Rabello de Castro, marcada por uma linha de corte desenvolvimentista, também provocou polêmica no meio técnico.

Após escândalo do Facebook, gigantes de tecnologia já perderam US$ 340 bi

Nos últimos 12 dias, desde que veio à tona o uso ilícito de dados de mais de 50 milhões de usuários, o Facebook perdeu mais de US$ 93 bilhões em valor de mercado, segundo levantamento feito pela empresa de informações financeiras Economática a pedido do jornal O Estado de São Paulo. Mas a companhia de Mark Zuckerberg não está sozinha: juntas, as gigantes de tecnologia americanas já perderam mais de US$ 340 bilhões, derrubando índices das principais bolsas dos Estados Unidos.

O efeito, dizem analistas, aponta uma crise de confiança dos investidores no setor de tecnologia, tido nos últimos anos como uma aposta certeira do mercado financeiro. Confira, no gráfico abaixo, as perdas das empresas de tecnologia:

Entre os questionamentos estão o rápido crescimento das empresas do setor nos últimos tempos e o peso cada vez maior dessas companhias nos índices das bolsas. Há ainda a preocupação de que essas companhias enfrentem regulamentações mais rígidas. Durante a semana, a bolsa tecnológica Nasdaq apresentou queda de 0,85%, enquanto o Dow Jones caiu 0,04%. Já o índice NYSE FANG+ – que monitora ações de gigantes de tecnologia, como Facebook, Alibaba e Apple – recuou 2,4%.

“As empresas ‘queridinhas’ da bolsa às vezes enfrentam tempos difíceis. Esta não será uma história rápida”, disse Jennifer Ellison, diretora da corretora Bingham, Osborn e Scarborough, de São Francisco, em entrevista à agência de notícias Bloomberg. “É apenas a ponta do iceberg.”

Segundo o levantamento feito por Einar Rivero, da Economática, o maior perdedor depois do Facebook foi a Alphabet, holding que controla o Google, hoje a maior empresa de publicidade digital do mundo. Assim como o Facebook, o Google também tem um modelo de negócios baseado no uso das informações compartilhadas pelos usuários para direcionar anúncios. No total, a companhia “sangrou” em US$ 90,5 bilhões, soma similar ao valor de mercado da Petrobrás.

Redação Dinheirama
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