Agora você confere as principais notícias de 25/06/19 terça-feira.

Supremo adia julgamento sobre suspeição de Moro no caso Lula

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que não vai devolver para julgamento nesta terça-feira (25), o processo que trata da suspeição do ex-juiz e atual ministro da Justiça Sérgio Moro no processo que levou à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no caso do triplex do Guarujá. Com isso, a Segunda Turma da Corte só deve analisar o tema após o recesso do Judiciário, a partir de agosto.

De acordo com o jornal O Estado de São Paulo o ministro decidiu tomar esta decisão após a presidente da Turma, ministra Cármen Lúcia, colocar o julgamento do habeas corpus como 12.º item da pauta. Assim, mesmo que o pedido de vista de Gilmar fosse devolvido, não daria tempo de o caso ser analisado amanhã.

O fato de envolver um réu preso, o que geralmente dá caráter de urgência à análise do habeas corpus, não obriga o Supremo a julgar o tema o quanto antes. Ministros consultados pelo Estado observam que Lula já foi condenado em segundo grau.

O voto decisivo do julgamento deve ficar na mãos do ministro Celso de Mello, decano da Corte.

A defesa do petista acusa o ex-juiz da Lava Jato de ‘parcialidade’ e de agir com ‘motivação política’ ao condená-lo no caso do triplex. Os defensores pediram para que o julgamento seja mantido o julgamento para esta terça, 25.

Governo vai cortar projeção do PIB e mudar forma de divulgação

O governo cortará pela terceira vez a previsão oficial de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2019, o que reduzirá a projeção de arrecadação e complicará ainda mais o cenário para cumprir a meta fiscal do ano.

Com a rápida deterioração nas expectativas de crescimento, o Ministério da Economia planeja acelerar a divulgação da estimativa para diminuir a defasagem entre o cálculo da pasta e o do mercado.

O orçamento de 2019 foi elaborado em meados do ano passado com uma previsão de crescimento de 2,5%. Em março, o governo cortou a projeção para 2,2%; em maio, para 1,6%.

A tendência é que a nova previsão oficial fique próxima àquela calculada pelo mercado. Os analistas esperam uma expansão de apenas 0,87%, de acordo com o boletim Focus desta segunda-feira (24) .

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirma que a queda acelerada nas estimativas tem feito o número oficial ficar defasado em relação ao do mercado. “Está caindo tão rápido que, quando é publicado, estamos destoados”, disse.

As projeções do governo para o PIB são tornadas públicas a cada dois meses nos relatórios bimestrais de avaliação de receitas e despesas, mas os documentos são publicados semanas depois de a projeção ser calculada pelos técnicos –o que faz com que o número do governo seja diferente do previsto pelos analistas.

Mercado opera estável à espera do G20

Os principais mercados globais aguardam novos desdobramentos da guerra comercial no encontro entre os presidentes americano, Donald Trump, e japonês, Xi Jinping, na reunião do G20 nesta sexta (28) e sábado (29). A reunião dos líderes pode determinar o rumo das negociações em torno de um possível acordo e ditar o desempenho da economia nos próximos meses.

Com a cautela de investidores, as Bolsas globais tiveram desempenhos contidos nesta segunda-feira (24). No Brasil, o Ibovespa manteve os 102 mil pontos conquistados no último pregão e o dólar foi para R$ 3,828, leve alta de 0,07%.

Depois de fechar acima dos 100 mil pontos pela primeira vez na história e renovar a máxima em 102 mil pontos na semana passada, a Bolsa brasileira renovou a máxima durante o pregão nesta segunda. Pela manhã, o Ibovespa, maior índice acionário do país, chegou aos 102.617 pontos.

Projeção para alta do PIB recua e passa de 0,93% para 0,87%

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 recuou mais uma vez, agora de 0,93% para 0,87%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 24, pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 1,23%. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do PIB em 2,20%. Quatro semanas atrás, estava em 2,50%.

No dia 14, o BC informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) cedeu 0,47% em abril ante março. Em relação a abril do ano passado, houve queda de 0,62%.

A projeção do BC para o crescimento do PIB em 2019 é de 2,0%. Esse porcentual deve ser atualizado nesta semana, na divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI). Na semana passada, o BC afirmou, no comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), que os índices recentes de atividade “indicam interrupção do processo de recuperação da economia brasileira nos últimos trimestres”.

Já sobre a Selic para o fim de 2019, a expectativa do mercado é a de que a taxa vai permanecer em 5,75% ao ano. Após o encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, na semana passada, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a taxa básica de juros no fim de 2019 e 2020.

O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira, 24, que a mediana das previsões para a Selic em 2018 seguiu em 5,75% ao ano. Há um mês, estava em 6,50%. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 permaneceu em 6,50% ao ano, ante 7,25% de quatro semanas atrás.

No caso de 2021, a projeção seguiu em 7,50%, ante 8,00% de um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 permaneceu em 7,50%, igual ao visto um mês antes.

Trump anuncia sanções ao líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na segunda-feira (24), um decreto para impor novas sanções contra o Irã em meio à crescente tensão entre os dois países.

Inicialmente, o presidente americano afirmou que as sanções, que têm como alvo o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e funcionários de seu gabinete, seriam uma resposta ao abate de um drone americano por Teerã, na semana passada.

Depois, Trump afirmou que as medidas seriam impostas mesmo que o incidente com a aeronave não tripulada não tivesse ocorrido – Washington acusa o regime iraniano de ter abatido o drone em espaço aéreo internacional, enquanto que Teerã diz que seu espaço aéreo foi invadido.

“Continuaremos a aumentar a pressão contra Teerã. O Irã nunca poderá ter armas nucleares”, disse Trump, em sua mesa no Salão Oval da Casa Branca, enquanto assinava o decreto. “Não pedimos por conflitos”, disse, acrescentando que, dependendo da resposta do Irã, as sanções podem terminar amanhã ou  podem durar anos.

Os EUA também acusam o Irã por ataques no começo deste mês contra dois navios petroleiros no Estreito de Ormuz, na região do Golfo de Omã. O Irã diz que também não teve participação nesse episódio.

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários