Agora você confere as principais notícias de 23/05/19 quinta-feira.

Governo usa reserva e libera R$ 1,58 bi para Educação após protestos

O governo anunciou nesta quarta-feira (22), um contingenciamento de R$ 2,181 bilhões no Orçamento federal, mas assegurou que não haverá impacto sobre nenhum órgão do Poder Executivo.

A equipe econômica optou por gastar a reserva de recursos para amortecer o impacto das revisões e ainda decidiu liberar R$ 1,587 bilhão para o Ministério da Educação, que tinha até então um total de R$ 7,4 bilhões de recursos contingenciados. Houve ainda liberação de R$ 56,6 milhões para o Meio Ambiente.

O governo costuma detalhar os órgãos afetados ou não por um contingenciamento apenas no dia do decreto de programação orçamentária, que sai no dia 30 após a divulgação do relatório de avaliação do Orçamento. Mas na semana passada um protesto contra cortes na Educação levou multidões às ruas em várias cidades.

O diagnóstico da necessidade de um novo bloqueio nos gastos também vinha preocupando a ala política do governo. Com isso, o governo resolveu informar desde já a blindagem dos órgãos. “Não teremos contingenciamento adicional por órgão do Poder Executivo”, afirma o documento.

A reserva tinha R$ 5,372 bilhões, recursos que poderiam ser liberados para demandas emergenciais dos órgãos diante do primeiro contingenciamento de R$ 29,8 bilhões.

Ainda restou um saldo de R$ 1,562 bilhão na reserva orçamentária. Os demais poderes, por sua vez, devem ter um bloqueio de R$ 14,6 milhões, proporcional ao valor total do contingenciamento.

Ministro da Educação defende cobrança de mensalidade na pós-graduação

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse nesta quarta-feira (22) ser contra cobrança de mensalidade de alunos na graduação, mas defendeu que isso ocorra para a pós-graduação, como em alguns cursos de mestrado.

“Cobrar dos alunos de graduação eu sou contra, porque é uma discussão que vai ser muito acalorada e a gente vai gastar uma energia gigantesca para poucos alunos que são de famílias ricas, mas que as vezes é de família rica e tem pai desnaturado”, disse.

“Mas eu acho que se a gente focar na cobrança de pós-graduação, você não tem que discordar. Está lá o bonitão com o diploma de advogado querendo fazer o mestrado. E aí tem que pensar em pagar. O aluno de graduação, acho que não, esse a gente poderia postergar. Mas o de pós, esse tem condição de pagar.”

Segundo o ministro, no entanto, a cobrança não valeria para todos os cursos. “Não é para toda pós-graduação, mas para algumas que têm visão de mercado, a gente aí poderia cobrar e daria mais receita em relação ao custo, energia e retorno financeiro.”

Dólar tem mais um dia de queda e vai a R$ 4,04

O dólar teve mais um pregão de queda nesta quarta-feira (22) e fechou a R$ 4,0420. Após alçar o patamar de R$ 4,10 na sexta (17), a moeda americana recua 1,46% nesta semana. A Bolsa brasileira teve leve recuo de 0,13%, mas manteve os 94 mil pontos.

No exterior, o viés foi misto sem variações expressivas. Os índices de Japão e Hong Kong tiveram leve alta de 0,05% e de 0,18, respectivamente. O índice CSI 300, que reúne as Bolsas de Shangai e Shenzhen, caiu 0,47%, com rumores de que os EUA podem ampliar as sanções da Huawei a outras companhias chinesas.

As Bolsas europeias também operaram sem direção única. Londres se manteve estável. Frankfurt avançou 0,21% e Paris caiu 0,12%. Nos Estados Unidos, o viés foi negativo. Dow Jones cedeu 0,39%. S&P 500 caiu 0,18% e Nasdaq 0,45%.

No Brasil, o Ibovespa, maior índice acionário do país, cedeu 0,13%, a 94.360 pontos. O giro financeiro foi de R$ 14,3 bilhões, abaixo da média diária para o ano.

Natura compra Avon e se torna 4ª maior empresa do segmento de beleza

A Natura confirmou a aquisição da Avon em uma operação de troca de ações. Combinadas, as duas empresas formam o quarto maior grupo exclusivo de beleza no mundo, informam em comunicado.

Com a operação, as empresas combinadas passam a ter faturamento anual superior a US$ 10 bilhões (R$ 40,2 bilhões), mais de 40 mil colaboradores e presença em cem países.

A companhia espera que a combinação dos negócios resulte em sinergias estimadas entre US$ 150 milhões (R$ 603 milhões)  e US$ 250 milhões (R$ 1 bilhão) por ano.

Os recursos serão parcialmente reinvestidos na companhia para aumentar sua participação nos canais digitais e mídias sociais, em pesquisa e desenvolvimento, iniciativas de marca e expansão da presença geográfica do grupo.

O negócio confirma a intenção de expansão da Natura. Em 2018, a empresa já havia anunciado planos de expansão neste ano na América Latina.

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários