Agora você confere as principais notícias de 03/04/2018, terça-feira.

Temer diz que pessoas que desestabilizam o país não têm brasilidade no coração

Sem citar nomes, o presidente Michel Temer criticou nesta segunda-feira (2) em São Paulo pessoas sem “brasilidade em seu coração” que causam, nas palavras dele, embaraços ao seu governo.

Nestes quase dois anos de governo, não foram poucos os embaraços e as oposições que nós sofremos, até [de] gente disposta a desestabilizar o país com gestos extremamente irresponsáveis, que têm naturalmente repercussão internacional”, afirmou.

“E as pessoas que agem dessa maneira”, seguiu Temer, “não se apercebem, ou seja, não sentem brasilidade em seu coração, porque sabem que gestos desta natureza comprometem com problemas nos aspectos internacionais”.

O presidente deu a declaração num fórum da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, realizado em um hotel da zona sul da capital. Ele fez discurso enaltecendo a recuperação econômica do Brasil sob sua gestão.

“Apesar de tudo isso [oposições], nós vencemos todas as dificuldades”, disse Temer.

Mais cedo, em Brasília, o presidente fez críticas indiretas à operação que prendeu alguns de seus amigos mais próximos, na semana passada.

Durante a posse de novos ministros, ele cobrou união e diálogo diante do que chamou de problemas, defendeu as instituições e o respeito à Constituição.

Nos bastidores, a fala foi vista como uma referência a excessos que o presidente enxergou na Operação Skala, que prendeu dez pessoas, entre elas o advogado José Yunes e o coronel João Baptista Lima, amigos de décadas do emedebista.

CVM abre novo inquérito para apurar contratos do Banco Original

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou nesta terça-feira a abertura de um novo inquérito administrativo para apurar desvios no grupo JBS associados à delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista. O IA CVM nº 3549/2018 apura eventual prática não equitativa por parte do Banco Original S.A., controlado pela holding J&F, em contratos de derivativos de taxas de juros, realizados antes da veiculação, em 17 de maio de 2017, das notícias sobre as delações.

O novo inquérito decorre do Processo Administrativo 19957.011875/2017-12, aberto em dezembro para analisar operações do banco com contratos futuros de DI1. Esse processo adicionou fatos novos ao Processo Administrativo 19957.004547/2017-60, aberto em maio para analisar a atuação do Banco no mercado de derivativos, mas que havia sido arquivado.

A informação consta da lista de apurações em curso sobre a JBS, atualizada hoje no site da autarquia. A instauração de inquérito ainda não é uma acusação formal. Trata-se de um procedimento administrativo que permite ao órgão ouvir os envolvidos, entre outras iniciativas.

Bolsa cai com tombo no mercado americano

A Bolsa brasileira acompanhou o exterior e fechou em baixa no primeiro pregão de abril, afetada pelas preocupações em torno da relação comercial entre Estados Unidos e China e com novo recuo das ações de tecnologia.

O Ibovespa, índice que reúne as ações com maior liquidez por aqui, caiu 0,82%, a 84.666,43 pontos. O volume financeiro do pregão somou R$ 8 bilhões. Mais cedo, o índice chegou a subir 0,36%.

“O Ibovespa até tentou se segurar um pouco, estava caindo bem menos, mas o mercado lá fora está muito ruim e isso impactou aqui dentro”, diz Régis Chinchila, analista da Terra Investimentos.

O dólar comercial subiu 0,36%, cotado a R$ 3,313. O dólar à vista teve leve alta, de 0,22%, também para R$ 3,313.

Trump convida Putin para visita à Casa Branca

Em um conturbado momento das relações entre a Rússia e o ocidente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o presidente russo, Vladimir Putin, para uma visita à Casa Branca, segundo informou um assessor do Kremlin nesta segunda (2).

O convite foi feito durante uma ligação telefônica entre os dois mandatários, no dia 20 de março –quando Trump parabenizou o russo pela vitória nas eleições, contrariando a recomendação de assessores em função das suspeitas de fraude e do engessado sistema político do país.

O governo dos EUA confirmou que os dois líderes falaram, na ocasião, sobre a possibilidade de um encontro bilateral “num futuro não muito distante”, mas que vários lugares foram cogitados para a realização do evento, incluindo a Casa Branca.

“Eu espero que os americanos não voltem atrás em sua própria proposta de discutir a possibilidade de sediar um encontro”, afirmou Yury Ushakov, assessor do Kremlin, nesta segunda. “Foi Trump quem propôs sediar o evento em Washington, na Casa Branca.”

Ainda não há data ou local definidos para o encontro.

Redação Dinheirama
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