Agora você confere as principais notícias de 18/03/2018, domingo.

Temer já avisa aliados que vai disputar reeleição

O presidente Michel Temer já começou a avisar seus principais interlocutores que está disposto a disputar a reeleição presidencial, conforme antecipou o BR18. Apesar dos baixos índices de aprovação do seu governo – 6% segundo o último levantamento do Instituto Ibope -, o presidente acha que ninguém melhor do que ele será capaz de defender seu legado e sua própria honra. Mesmo sabendo que esse patamar de popularidade é um obstáculo pesado para sua candidatura, Temer acha que poderá melhorar de situação com a confirmação da recuperação da economia e com outras medidas que pretende adotar até o final de seu mandato.

Temer não tem a pressão do calendário eleitoral, já que pela legislação ele não precisa deixar o cargo até abril para concorrer – como acontece, por exemplo, com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Este precisa, obrigatoriamente, deixar a pasta nos próximos dias se quiser concorrer ao Planalto. Por isso, Temer não tem pressa – pode decidir até julho – e vai esticar ao máximo o anúncio oficial de sua candidatura. Com isso, evita também a politização de todas as futuras ações de seu governo.

Quando assumiu o governo, Temer se comprometeu com os partidos aliados a não tentar uma eventual reeleição em troca da sustentação política. O problema é que o quadro que havia em 2016 mudou radicalmente, na sua avaliação. O senador tucano Aécio Neves (MG), que poderia ser um candidato em potencial em 2018, saiu do páreo depois das investigações abertas a partir do escândalo da J&F. Além disso, depois de ser central na formação do primeiro escalão de Temer, o PSDB passou a adotar tom crítico e se afastou do governo federal.

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Receita vai atrás de R$ 2,5 bi de fraudes decorrentes da desoneração da folha

Enquanto o governo tenta reverter no Congresso a desoneração da folha de pagamentos para 50 setores – uma forma de melhorar a arrecadação e fortalecer o caixa –, a Receita Federal busca recuperar quase R$ 2,5 bilhões em sonegação referente à contribuição previdenciária devida por empresas optantes desse sistema.

“A legislação ficou um horror e há problemas em todos os setores beneficiados. Com a desoneração, o regime ficou complexo para o contribuinte demonstrar as informações e ainda mais difícil para a Receita auditá-las”, afirmou o subsecretário de fiscalização da Receita, Iágaro Jung Martins.

A política de desoneração da folha começou em 2011, no governo Dilma Rousseff, com o objetivo de estimular a geração de empregos e melhorar a competitividade das empresas. O benefício se dá por meio da substituição da cobrança de uma contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de pagamento das empresas por um porcentual sobre o faturamento. A alíquota varia de 1% e 4,5%, dependendo do setor.

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Empresa que ajudou Trump roubou dados de 50 milhões de usuários do Facebook

A Cambridge Analytica, que participou da campanha de Donald Trump, obteve dados sigilosos de 50 milhões de usuários do Facebook e usou as informações para ajudar a eleger o presidente americano em 2016.

Com a revelação do caso, o braço brasileiro da Cambridge Analytica disse que decidiu cancelar a parceria com a empresa, que abriu um escritório em São Paulo em 2017.

A informação foi divulgada neste sábado (17) pelo jornal americano The New York Times e pelo britânico The Observer (versão dominical do Guardian) e confirmada pela própria rede social, que disse ter banido os envolvidos no caso. Um ex-funcionário da Cambridge Analytica, Christopher  Wylie, revelou aos dois jornais os detalhes do esquema, que funcionou entre 2014 e 2015.

As informações jogam luz sobre o papel da Cambridge Analytica na eleição de Trump e aumentam o questionamento sobre a privacidade dos dados dos usuários no Facebook.

A empresa ganhou fama durante a eleição americana por ser pioneira no uso de psicologia comportamental com base em grandes bases de dados em campanhas políticas. Ela faz parte da consultoria britânica SCL e tem como sócio o bilionário Robert Mercer, um doador republicano e apoiador de Trump.

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Redação Dinheirama
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