Agora você confere as principais notícias de 23/05/2018, quarta-feira.

Temer desiste de candidatura e anuncia Meirelles pelo MDB

O presidente Michel Temer anunciou nesta terça-feira (22) sua desistência de concorrer a mais quatro anos à frente do Palácio do Planalto e lançou o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles como pré-candidato à Presidência pelo MDB.

“Nós chamamos você para ser presidente do Brasil”, disse Temer ao fim de um discurso em evento do MDB, em Brasília, para o lançamento do documento “Encontro com o Futuro”.

Há menos de dois meses, os dois estiveram juntos no mesmo local, na sede do partido em Brasília, quando foram anunciados como uma dupla de pré-candidatos pela legenda. Desta vez, o jingle “M de Michel, M de Meirelles, M de MDB”, feito para a filiação de Meirelles, em 3 de abril, não foi tocado. Os rostos de ambos também ficaram de fora do painel principal colocado no palco de onde discursaram.

O presidente fez um discurso de mais de 15 minutos no qual fez elogios ao ex-ministro da Fazenda. “Digo sem errar que o Meirelles é o melhor entre os melhores.”

Temer falou ainda esperar que o ex-chefe da equipe econômica seja o único candidato de centro à Presidência da República.

Já o presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR), afirmou que a definição de um único candidato abre espaço para que a cúpula do partido converse com outras legendas para firmar alianças eleitorais.

“Abrimos espaço para avançar. Meirelles tem a condução de buscar a convergência e de fazer crescer no bloco de centro”, disse o senador. Para ele, as demais candidaturas de centro, como a de Rodrigo Maia (DEM) e do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), estão estagnadas e as definições devem acontecer até o fim de julho, prazo para início das convenções.

Em seu primeiro discurso como pré-candidato, Meirelles disse que vai buscar a união do centro.

Governo reduz previsão de crescimento do PIB de 2,97% para 2,5%

A equipe econômica reduziu a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018, de 2,97% para 2,5%, de acordo com a atualização dos parâmetros macroeconômicos divulgada nesta terça-feira (22), pelo Ministério do Planejamento. A redução já era esperada pela retomada mais lenta da recuperação econômica nos últimos meses.

No último Boletim Focus, elaborado pelo Banco Central, a projeção de mercado apontava para um crescimento de 2,50% neste ano. Já a projeção do governo para a inflação medida pelo IPCA em 2018 passou de 3,64% para 3,11%. Na última pesquisa Focus, as estimativas dos analistas eram de um IPCA de 3,50% neste ano.

A estimativa do Planejamento para a Selic média em 2018 passou de 6,50% para 6,34% ao ano. A projeção do governo para o câmbio médio em 2018 passou de R$ 3,27 para R$ 3,35. E a estimativa de alta da massa salarial nominal caiu de 5,88% para 5,12% este ano.

Greve de caminhoneiros continua nesta 4ª; ministro da Segurança diz estar a disposição dos Estados

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta terça-feira que a greve dos caminhoneiros está gerando impactos pontuais no país e que o governo federal montou um gabinete de crise para acompanhar os desdobramentos do protesto dos motoristas. Ao todo, as manifestações ocorreram em 23 Estados e no Distrito Federal.

Jugman citou como exemplos bloqueios na entrada do porto de Suape (PE), que está afetando a liberação de cargas de querosene de aviação. A concessionária responsável pelo aeroporto de Brasília publicou mais cedo em seu Twitter que os caminhões com combustíveis estavam tendo problema para chegar, porém não chegou a gerar atrasos nos voos.

“Não tivemos até agora solicitação dos Estados de ajuda para o uso da força, mas estamos à disposição”, disse o ministro.

A paralisação dos caminhoneiros autônomos deve continuar na quarta-feira, apesar do aceno feito pelo governo nesta terça-feira (22) com a redução de um dos tributos que incidem sobre o preço do diesel.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), afirmou no início da tarda de terça, em sua conta no Twitter, que a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) será zerada com o objetivo de reduzir o preço dos combustíveis.

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, confirmou que o governo firmou um acordo com o Congresso para zerar a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre o diesel. O corte na taxa, porém, só sera editado após a aprovação, pelo Legislativo, de projeto que reonera a folha de pagamento.

Dólar cai para R$ 3,64 com exterior favorável e intervenção do BC

O dólar caiu em relação ao real nesta terça-feira (22) pelo segundo dia seguido, em sintonia com o cenário externo e ainda refletindo a intervenção mais firme do Banco Central no câmbio.

O dólar comercial recuou 1,16%, cotado a R$ 3,645. Na mínima do dia chegou a R$ 3,63. O dólar à vista caiu 1,91%, para R$ 3,639.

Em pregão volátil, a Bolsa brasileira conseguiu fechar em alta de 1,13%, a 82.738,88 pontos. O giro financeiro foi de R$ 14,1 bilhões.

Lá fora, investidores acompanharam a diminuição da tensão entre Estados Unidos e China. Após o anúncio no domingo (20) de que a guerra comercial entre os países estava suspensa, a China disse nesta terça que reduzirá suas tarifas de importação à maioria dos carros de 25% para 15% e das autopeças de 10% para 6% a partir de 1º de julho.

O dólar se desvalorizou ante 26 das 31 principais divisas do mundo, com destaque para a recuperação de moedas emergentes, como o peso chileno (+1,9%) e o rand sul-africano (+1,22%). O peso argentino ficou praticamente estável, com leve queda de 0,01%.

A única perda significativa nesta cesta de moedas foi da lira turca, que se desvalorizou 1,51% ante o dólar.

Os mercados acionários dos Estados Unidos fecharam em leve queda. O Dow Jones, principal índice de Nova York, recuou 0,72%, enquanto o S&P 500 perdeu 0,31%. O índice de tecnologia Nasdaq caiu 0,21%.

Redação Dinheirama
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