Agora você confere as principais notícias de 21/02/2018, quarta-feira.

Temer nomeia investigado para agência reguladora e diz que não sabia

O presidente Michel Temer nomeou o engenheiro Mário Rodrigues Júnior para o cargo de diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). O executivo foi citado em depoimentos de empreiteiros alvo da Lava Jato por suposta participação em esquema de corrupção nas obras do Rodoanel de São Paulo.

O Palácio do Planalto informou que o presidente não tinha conhecimento das denúncias contra o executivo, mas não adiantou se ele recuará da nomeação, publicada nesta terça (20) no Diário Oficial da União.

Júnior substituirá Jorge Luiz Macedo Bastos e terá mandato até 18 de fevereiro de 2020. Ele é apadrinhado político do PR, partido controlado pelo ex-deputado condenado no mensalão Valdemar Costa Neto.

Desde agosto de 2016, já ocupava um cargo de diretoria na ANTT. Antes, exerceu funções de comando na Valec, a estatal federal de ferrovias, e na própria agência reguladora.

O novo diretor-geral da ANTT, órgão que fiscaliza os serviços de exploração da infraestrutura de transportes, é investigado por sua atuação como diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) em gestões tucanas. Coube a ele conduzir a licitação para um dos trechos da obra, em 2006.

Relatório grátis: É hora de comprar ações da Petrobras?

Maia diz que pacote de projetos apresentado pelo governo cheira a ‘café velho’

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), criticou nesta terça-feira (20), o pacote com 15 projetos apresentado pelo governo como alternativa à aprovação da reforma da Previdência.

Em um novo capítulo da disputa pelo protagonismo na área econômica, Maia, que é pré-candidato ao Palácio do Planalto, afirmou que desconhece a lista elaborada pela equipe do presidente Michel Temer e afirmou que não vai dar prioridade para as matérias tramitarem na Câmara. “Não conheço os 15 projetos, nem li, nem vou ler.”

A lista de projetos foi anunciada pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, já que a tramitação da Previdência foi suspensa em razão de decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro.

Entre os projetos, constam a regulamentação do teto remuneratório, a privatização da Eletrobrás e a autonomia do Banco Central. O próprio Maia havia dito que essas propostas teriam prioridade na agenda do Congresso este ano.

Nesta terça, no entanto, Maia mudou de discurso e classificou a apresentação feita pelo governo como “um equívoco”, “um pouco de desrespeito ao Parlamento”.  “O anúncio foi precipitado, sem um diálogo mais profundo, essa não será a pauta da Câmara. Nós vamos pautar o que nós entendemos relevante, no nosso tempo.”

Descubra: LCI e LCA, ainda dá para investir?

Agências voltam a falar em rebaixamento do Brasil

A decisão do governo de abandonar os planos para a aprovação da reforma da Previdência Social motivou novos comunicados emitidos pelas agências de classificação de risco nesta terça-feira, (20).

O tom da Moody’s, por exemplo, é de que vem por aí um novo rebaixamento por parte da instituição, seguindo o que já fez a S&P Global Ratings em 18 de janeiro, rebaixando a nota de crédito do Brasil de BB para BB-.

Para Samar Maziad, vice-presidente da Moody’s, a pá de cal do governo sobre os planos de reformar o sistema local de aposentadoria “é negativo para o perfil de crédito do país”. Em nota a jornalistas, Samar destacou que este fato ocorre porque “restringirá bastante a capacidade das autoridades de cumprir o teto de gastos do governo nos próximos anos.”

Segundo Samar Maziad, a reforma da Previdência “é fundamental para as perspectivas de crédito da nação.” Ela ressaltou, contudo, que já era esperado que era “improvável” o governo aprovar uma ampla mudança estrutural nesta área em 2018.

Ferramenta recomendada: Super planilha para seu controle financeiro

Mercado ignora fracasso de reforma e Bolsa bate novo recorde

A decisão do governo de jogar a toalha sobre a reforma da Previdência e os alertas de rebaixamento das agências de classificação de risco foram desconsiderados pelos investidores nesta terça (20), dia em que a Bolsa brasileira bateu novo recorde nominal com impulso das ações da Eletrobras.

O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, subiu 1,19%, para 85.803 pontos. O volume negociado foi de R$ 12,4 bilhões –em fevereiro, a média diária está em R$ 13,1 bilhões.

O dólar comercial subiu 0,61%, para R$ 3,256. O dólar à vista, que fecha mais cedo, teve alta de 0,51%, para R$ 3,250.

Relatório grátis: É hora de comprar ações da Petrobras?

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários