Agora você confere as principais notícias de 23/02/2019, sábado.

Militares da Venezuela abrem fogo contra opositores e matam 2

Militares venezuelanos abriram fogo contra um grupo de civis que tentava ajudar a manter aberta a fronteira da Venezuela com o Brasil na manhã de sexta-feira (22). Ao menos duas pessoas morreram.

O ditador Nicolás Maduro ordenou o bloqueio da fronteira entre os dois países na noite de quinta-feira (21), para impedir a entrada de ajuda humanitária no país.

O confronto ocorreu em uma vila de Kumarakapay, na Venezuela, que fica ao lado de uma estrada. Um grupo indígena tentou parar um comboio militar que se dirigia à fronteira com o Brasil, em um dos pontos onde o governo Maduro pretende barrar a entrada de ajuda humanitária. Os soldados entraram na vila, abriram fogo contra as pessoas, liberaram o caminho e seguiram em frente.

“Uma mulher indígena e seu marido morreram e ao menos outros 15 membros da comunidade indígena do município Gran Sabana ficaram feridos após a investida de um comboio da Guarda Nacional”, informou à AFP a ONG Kapé Kapé. De acordo com o jornal El Nacional, ao todo 22 pessoas ficaram feridas no confronto.

Apesar do bloqueio, duas ambulâncias venezuelanas cruzaram a fronteira brasileira para levar cinco feridos a um hospital de Roraima. “Neste momento, cinco pacientes venezuelanos estão sendo atendidos no Hospital Geral de Roraima. Todos foram feridos por arma de fogo”, disse a Secretaria Estadual de Saúde, em nota.

Após o ataque, ao menos 30 moradores dos arredores da vila sequestraram três funcionários do governo. Segundo Tamara Suju, advogada e defensora dos Direitos Humanos, eles só serão liberados pelos indígenas caso o ministro da Defesa da Venezuela, Padrino López, vá buscá-los pessoalmente.

Rússia afirma que ajuda dos EUA à Venezuela é ‘pretexto para ação militar’

A Rússia acusou, na sexta-feira (22), os Estados Unidos de usar a ajuda humanitária que deve ser entregue à Venezuela como “um pretexto para uma ação militar” para derrubar o presidente Nicolás Maduro.

“Uma perigosa provocação, de grande magnitude, inspirada e dirigida por Washington, a saber a entrada pela fronteira venezuelana de um suposto comboio humanitário está prevista para 23 de fevereiro”, declarou a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zajarova.

Ela estimou ainda que isso cria “um cômodo pretexto para uma ação militar”.

Outra aliada do governo Maduro, a China alertou que a ajuda humanitária não deveria ser imposta à Venezuela para não causar violência, segundo afirmou o Ministério das Relações Exteriores chinês, também esclarecendo que Pequim se opõe a uma intervenção militar no país.

Na quinta-feira Maduro, ameaçou fechar a fronteira com a Colômbia, enquanto o líder opositor Juan Guaidó e cerca de 80 parlamentares percorriam bloqueios rodoviários tentando chegar à fronteira para receber a ajuda humanitária.

Guaidó, que é reconhecido por dezenas de países como o chefe de Estado legítimo da Venezuela, está à beira de um duelo com o governo de Maduro no sábado, quando a oposição tentará fazer ingressarem os alimentos e remédios estocados em países vizinhos.

Maduro nega existir uma crise econômica no país e ainda na quinta-feira disse que estava cogitando fechar a fronteira com a Colômbia e que fecharia a divisa com o Brasil, na prática interditando qualquer acesso legal por terra.

Falando em uma entrevista coletiva, o porta-voz da chancelaria chinesa, Geng Shuang, disse que o governo venezuelano “manteve a calma e mostrou comedimento”, evitando confrontos de larga escala.

“Se o chamado material de ajuda for imposto à Venezuela, e depois causar violência e confrontos, isso terá consequências graves. Isto é algo que ninguém quer ver”, disse Geng.

Bolsa sobe apoiada por alta de 10% da Magazine Luiza e exterior positivo

A Bolsa brasileira fechou em alta nesta sexta-feira, apoiada pela valorização de mais de 10% das ações da Magazine Luiza e também com exterior positivo. O dólar recuou.

O Ibovespa, principal índice acionário do país, ganhou 0,98%, a 97.885 pontos. O giro financeiro foi de R$ 14 bilhões, abaixo da média do ano.

O índice foi ajudado pela alta de 10,4% nas ações da Magazine Luiza, que reportou alta de 14,5% do lucro no quarto trimestre, apoiada no crescimento forte das vendas e na diluição de despesas operacionais.

Na semana, o índice subiu 0,37%, alta modesta e que reflete investidores avaliando qual será o tamanho da desidratação da reforma da Previdência, apresentada pelo governo na quarta-feira (20).

No exterior, Wall Street fechou com os principais índices acionários no azul, tendo no radar as negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Investidores seguem monitorando o andamento da proposta de reforma da Previdência encaminhada nesta semana ao Congresso Nacional, com ajustes de expectativas para a tramitação, de eventuais mudanças ou desidratação do texto.

Já o dólar encerrou em queda nesta sexta-feira, acompanhando o exterior, com maior procura por risco diante do otimismo ligado às negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

A moeda americana cedeu 0,53%, a R$ 3,7420. Na semana, a divisa caiu 1% ante o real.

Contas de luz continuam com bandeira verde em março, sem cobrança extra

As contas de luz vão permanecer com bandeira verde no mês de março, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Isso significa que não haverá cobrança extra para os consumidores. A bandeira verde está em vigor desde dezembro.

As duas variáveis que definem o sistema de bandeiras tarifárias são o preço da energia no mercado de curto prazo (PLD) e o nível dos reservatórios das hidrelétricas, medido pelo indicador de risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês). Na nota, a Aneel destaca que, mesmo com baixa ocorrência de chuvas no início do ano e apesar da elevação dos preços de energia no mercado à vista, o nível de produção das hidrelétricas no País ainda se mantém alto, o que contribui para a manutenção da bandeira verde.

Na bandeira verde, não há cobrança de taxa extra. Na bandeira amarela, a taxa extra é de R$ 1,00 a cada 100 kWh consumidos. No primeiro nível da bandeira vermelha, o adicional é de R$ 3,00 a cada 100 kWh. E no segundo nível da bandeira vermelha, a cobrança é de R$ 5,00 a cada 100 kWh.

O sistema indica o custo da energia gerada para possibilitar o uso consciente de energia. Antes das bandeiras, o custo da energia era repassado às tarifas no reajuste anual de cada empresa, e tinha a incidência da taxa básica de juros.

Redação Dinheirama
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