Agora você confere as principais notícias de 17/04/19 quarta-feira.

Toffoli ignora PGR e prorroga por 90 dias inquérito

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, decidiu prorrogar por 90 dias as investigações do “inquérito da censura”, aberto para apurar ameaças e a suposta disseminação de fake news contra a instituição e seus integrantes. Na prática, a decisão de Toffoli contraria a posição da Procuradoria-Geral da República (PGR) e mantém a investigação em andamento por pelo menos mais três meses.

Na terça-feira (16), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, informou que a investigação deve ser arquivada. Raquel Dodge sustenta que apenas o Ministério Público Federal pode pedir medidas cautelares como a realização de busca e apreensão. Segundo ela, houve desrespeito ao devido processo legal. A procuradora-geral da República afirmou que deveria ser respeitada a separação das funções no processo de persecução penal, em que o Ministério Público pede providências e o Judiciário as analisa, não devendo agir de ofício (espontaneamente).

A manifestação da PGR foi encaminhada ao relator do inquérito, Alexandre de Moraes, após ter sido deflagrada uma operação para vasculhar residências de pessoas que criticaram o Supremo nas redes sociais.

Moraes, no entanto, rejeitou o pedido de Raquel Dodge de arquivar a apuração, considerado “genérico” pelo ministro.

O inquérito foi prorrogado por 90 dias por Toffoli, que foi responsável pela abertura da apuração no mês passado.

Caminhoneiros dizem que crédito ‘é esmola’ e não descartam nova paralisação

Motoristas de caminhão que participaram da paralisação de 2018 criticaram as medidas anunciadas na terça-feira (16) pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

Caminhoneiros não descartam novas paralisações. Segundo lideranças, as principais reivindicações da categoria —cumprimento do tabelamento do frete e redução do preço do diesel— não foram contempladas no anúncio de hoje.

Para a CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos), as medidas anunciadas não dissolvem as tensões na categoria.

O governo de Jair Bolsonaro (PSL) anunciou nesta terça-feira (16) uma linha de crédito de R$ 500 milhões para a categoria. Também prometeu melhorias nas estradas e a  construção de pontos de descanso em rodovias federais.

“Nada do que o ministro da Infraestrutura anunciou nos ajuda. É um avanço conseguir pegar dinheiro no BNDES a baixo custo? É. Mas hoje, mais da metade dos caminhoneiros está com o nome sujo no Serasa. Nós vamos conseguir pegar esse crédito?”, questiona Wanderlei Alves, o Dedéco, de Curitiba (PR).

O valor será disponibilizado para profissionais da área de transporte rodoviário pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Alves diz que não representa toda a classe. “Eu tenho os caminhoneiros que estão comigo. E faço parte de um grupo com outros amigos, que têm outros caminhoneiros com eles. Isso faz uma rede de mais de um milhão de caminhoneiros.”

Para o motorista, haverá novas paralisações. “O pessoal está eufórico. Vai parar dia 21 de maio. Isso se não parar antes, se houve aumento do diesel”, afirma.

Sobre a linha de financiamento, Alves diz que os motoristas não estão conseguindo pagar as parcelas dos caminhões e por isso estão com o nome sujo.

Dólar volta a subir e fecha em R$ 3,90

Bolsa e dólar fecharam em alta na terça-feira (16) marcada pelo noticiário local cheio. No radar dos investidores estiveram notícias sobre a tramitação da Previdência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara e também o desenrolar da crise da Petrobras.

O Ibovespa, principal índice acionário do país, subiu 1,34% e fechou a 94.333 pontos. O giro financeiro foi de R$ 14 bilhões, abaixo da média diária do ano.

A alta foi sustentada pela recuperação da Petrobras, após manifestações sinalizando que foi uma decisão isolada do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de intervir na estatal. O ministro de Minas e Energia afirmou que não foi consultado e acrescentou que a política de preços da companhia não será alterada.

O real teve no dia o segundo pior desempenho numa lista de 33 moedas frente ao dólar, à frente apenas do peso argentino. O dia foi de queda generalizada para moedas emergentes, diante da percepção de que a economia norte-americana segue melhor, com balanços positivos das principais empresas americanas.

EUA endurecem embargo a Cuba e devem atingir empresas europeias

O governo dos Estados Unidos deve anunciar nesta quarta-feira (17), o endurecimento do embargo econômico a Cuba como parte de uma nova rodada de sanções contra o país. A medida permitirá a cubanos que emigraram para os Estados Unidos entrar na Justiça para reaver propriedades expropriadas na Revolução Cubana.

No limite, a iniciativa dificultará a entrada de novos investimentos na ilha e ameaça os interesses de multinacionais europeias, principalmente francesas e espanholas, e canadenses, com investimentos no país.

A sanção consiste na prática na ativação de um artigo da Lei Helms-Burton, aprovada em 1996, para punir o regime cubano. A cláusula III da legislação, no entanto, tem sido vetada por todos os presidentes americanos desde Bill Clinton, republicanos ou democratas.

Isso aconteceu porque na época em que a lei foi aprovada a União Europeia denunciou os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC). O litígio foi concluído após Washington concordar em bloquear o artigo III em troca do fim do processo. A decisão de Trump romperá esse acordo.

O governo americano deve implementar também o artigo IV da legislação, que restringe a entrada nos Estados Unidos de pessoas que possuam propriedades confiscadas de cidadãos cubano-americanos.

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários