Agora você confere as principais notícias de 03/05/2018, quinta-feira.

Toffoli vai analisar pedido de Lula para tirar de Moro processo do sítio de Atibaia

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai analisar o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que recorreu à Corte para retirar do juiz federal Sérgio Moro o processo do sítio de Atibaia.

Os advogados do ex-presidente pedem a concessão de medida liminar para suspender o andamento da ação penal do sítio de Atibaia em Curitiba até o julgamento de mérito da reclamação. A defesa de Lula entrou no STF com uma reclamação, que é um tipo de processo cuja finalidade é garantir a autoridade das decisões do Supremo perante os demais tribunais.

A defesa do petista também solicita que os autos do processo do sítio de Atibaia sejam encaminhados à Justiça Federal de São Paulo, declarando-se a nulidade de todos os atos praticados por Moro no processo em questão.

Para a defesa de Lula, o caso do sítio não deveria ficar nas mãos de Moro, já que a Segunda Turma do STF decidiu no dia 24 de abril retirar do juiz federal de Curitiba as menções ao ex-presidente feitas por delatores da Odebrecht envolvendo o sítio e o Instituto Lula.

Nesta segunda-feira (2), a reclamação de Lula foi distribuída “por prevenção” a Toffoli, pelo fato de o ministro ter aberto a divergência e apresentado o voto vencedor no julgamento da Segunda Turma do mês passado.

Banco Central vai atuar para suavizar alta do dólar

O Banco Central informou nesta quarta-feira (2) que irá ofertar, a partir desta quinta (3), contratos de swap cambial em uma quantidade maior do que os que vencerão em 1º de junho.

Na prática, a autoridade monetária irá realizar uma operação que equivale à venda de dólares no mercado futuro, o que tende a segurar o aumento da moeda americana.

“Com objetivo de suavizar movimentos no mercado de câmbio, o Banco Central irá ofertar quantidade de contratos superior à necessária para a rolagem integral desse vencimento”, afirmou a instituição em nota.

Todos os meses, o BC vem fazendo a rolagem do swap cambial, ou seja, vendendo para compensar os contratos que vencem no mês seguinte, mas sem ofertar mais do que o vencimento.

Atualmente, o estoque de contratos de swap cambial do Banco Central equivale a cerca de US$ 23,8 bilhões, dos quais US$ 5,65 bilhões vencem em 1º de junho.

Dólar sobe para R$ 3,55

A perspectiva de uma alta adicional em dezembro nos juros americanos levou o dólar ao patamar de R$ 3,55 nesta quarta-feira (2), o maior nível desde junho de 2016. Na Bolsa, as ações do Itaú Unibanco caíram 4,5% com uma avaliação ruim de alguns itens do balanço do banco no primeiro trimestre.

Na volta do feriado do Dia do Trabalho, o índice Ibovespa, das ações mais negociadas, fechou em baixa de 1,82%, para 84.547 pontos. O volume financeiro foi de R$ 11,7 bilhões, contra média diária de R$ 11,04 bilhões no ano.

O dólar comercial teve alta de 1,28%, para R$ 3,550, maior nível desde 2 de junho de 2016, quando fechou a R$ 3,588.

O dólar à vista, que fecha mais cedo, teve alta de 1,02%, para R$ 3,543.

A alta da moeda americana se deu globalmente: 30 das 31 principais divisas do mundo perderam força ante o dólar nesta sessão.

Proposta dos EUA reduz em 30% exportações brasileiras de aço acabado

Cedendo a uma medida unilateral imposta pelos Estados Unidos, o setor siderúrgico concordou em reduzir suas exportações para aquele mercado com a adoção de cotas, informou nesta quarta-feira (02), o presidente executivo do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo Mello Lopes.

Na comparação com 2017, haverá uma redução de 7,4% nas exportações de aço semiacabado, que representam 80% das vendas para aquele mercado. Para os produtos acabados, a queda será de 20% a 60%, dependendo do produto. No ano passado, as exportações de aço para os EUA renderam US$ 2,5 bilhões.

Nos dois casos, a cota será dada pela média das exportações brasileiras para os Estados Unidos no período de 2015 a 2017. No caso dos produtos acabados, será aplicado ainda um redutor de 30% sobre a média. Esse redutor não será aplicado aos semiacabados, que são insumo para a indústria local. “Exportação continua sendo vital”, disse Lopes, ao explicar que a indústria siderúrgica ocupa no momento 68% de sua capacidade e precisa manter a produção. Para o executivo, “o acordo não foi de todo ruim”, principalmente porque foi apresentado num formato “pegar ou largar”.

Na segunda-feira, os americanos, que vinham dialogando sobre a possibilidade de excluir o Brasil das sobretaxas ao aço e ao alumínio anunciadas em março, deram suas negociações com o Brasil por encerradas e colocaram sobre a mesa duas opções: cota ou sobretaxa de 25% sobre as vendas de aço e de 10% sobre as de alumínio.

Redação Dinheirama
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