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Ele é um homem especial e muito amado pelos brasileiros, diz Trump sobre Bolsonaro

Em encontro com troca pública de elogios, os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, do Brasil e dos EUA, respectivamente, reuniram-se nesta sexta-feira (28) em Osaka, no Japão, durante encontro do G20.

Eles discutiram temas como a situação da Venezuela, a guerra comercial com a China e a entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), segundo o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros.

“Ele é um homem especial que está indo muito bem e é muito amado pelas pessoas do Brasil”, afirmou Trump ao se referir ao presidente brasileiro.

Bolsonaro disse ao colega americano esperar que ele visite o Brasil antes das próximas eleições nos EUA, marcadas para 2020.

“Espero que nos visite antes das eleições, se for possível. [Será] motivo de orgulho e satisfação, e [a visita] vai mostrar para o mundo que a política do Brasil mudou de verdade. Nos interessa e temos o prazer de nos aproximarmos dos Estados Unidos”, disse.

Semelhante a discurso que fez em março, quando foi recebido por Trump na Casa Branca, Bolsonaro disse gostar muito do presidente americano “desde antes da eleição”. “Sempre o admirei desde antes das eleições, temos muita coisa em comum. Somos dois grandes países que juntos podem fazer muito pelos seus povos”, afirmou.

Em resposta, também em tom de elogio, Trump disse que o Brasil é um país “tremendo” e que está entusiasmado para visitá-lo.

“Você tem ativos que alguns países nem conseguem imaginar. É um tremendo país, com uma população tremenda, então estou entusiasmado para ir [ao Brasil]”, disse.

Mercosul e União Europeia fecham acordo de livre-comércio após 20 anos de negociação

O Mercosul e a União Europeia selaram um acordo de livre-comércio entre os dois blocos nesta sexta-feira (28) após mais de 20 anos de discussões.

A resolução vinha sendo negociada oficialmente desde 1999 e já esteve prestes a ser fechada outras vezes. O entendimento havia se tornando prioridade para a gestão de Jair Bolsonaro (PSL), ainda que após a eleição o ministro da Economia, Paulo Guedes, tenha afirmado que o Mercosul não seria prioridade para o país. Depois ele recuou.

O Ministério da Economia estima que o acordo deve representar um incremento de US$ 87,5 bilhões (R$ 336 bilhões) em 15 anos para o PIB brasileiro, podendo chegar a US$ 125 bilhões (R$ 480 bilhões). O PIB brasileiro de 2018 somou R$ 6,8 trilhões —o incremento potencial em 15 anos representa, portanto, 7% do PIB atual.

Além disso, o tratado deve demorar a entrar em vigor. O que ocorreu nesta sexta-feira (28) foi a conclusão das negociações e o anúncio político. A partir de agora, os dois blocos fazem a revisão técnica e jurídica dos termos fechados. Só neste ponto será definida uma data para assinatura efetiva do acordo.

Depois disso, os presidentes dos países do Mercosul enviam o acordo para o Congresso, já que deputados e senadores precisam aprovar o tratado. Na UE, o acordo é encaminhado para votação no Parlamento Europeu.

Bolsa termina junho com alta de 4,06%

O Ibovespa terminou junho com alta acumulada de 4,06%, o melhor resultado mensal desde janeiro, quando avançou 10,82%. Entre altos e baixos, as perspectivas otimistas em relação à aprovação da reforma da Previdência no Congresso e a possibilidade de corte da taxa básica de juros (Selic), no âmbito local, e um eventual entendimento comercial entre EUA e China, no campo externo, conduziram os negócios, no mês em que a Bolsa atingiu recordes de pontuação.

No semestre, o índice da B3 registrou ganho de 14,88%. Na sexta-feira (28), o Ibovespa fechou com leve alta de 0,24%, aos 100.967,20 pontos, terminando a semana com queda acumulada de 1,02%. Também as bolsas em Nova York encerraram no positivo, tanto no dia, quanto no mês e no semestre. Dow Jones avançou 14,03% nos primeiros seis meses do ano, o S&P 500, +17,35% e o Nasdaq, +20,66% no mesmo período.

No câmbio, porém, os movimentos foram pontuais, e o dólar ficou estável ante outras moedas fortes e misto entre divisas emergentes. Ante o real, o dólar à vista terminou o pregão com avanço de 0,18%, a R$ 3,8404, com alta de 0,40% na semana, em meio ao aumento das remessas de lucros ao exterior por empresas em fim de semestre e à pressão antes da formação da Ptax do último dia do mês. Em junho, a moeda americana acumulou perda de 2,17% e, no ano, recuou 0,80%. Nos juros futuros, os DIs mais líquidos terminaram o semestre nas mínimas históricas, com a Previdência e as apostas de corte da Selic no radar, além da questão comercial sino-americana. Nesta sexta, os juros ampliaram a baixa e renovaram mínimas perto do encerramento da etapa regular.

Trump se aproxima de Putin e suaviza críticas a aliados na cúpula do G-20

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, brincou na sexta-feira (28), sobre a suposta ingerência eleitoral da Rússia durante um encontro com Vladimir Putin, e suavizou suas críticas a aliados tradicionais dos americanos durante o primeiro dia da cúpula do G-20 em Osaka, no Japão.

Dias depois de atacar em entrevista Japão, Alemanha e Vietnã, Trump assumiu um tom diplomático ao se encontrar com os líderes desses países, enquanto reforçava sua cálida relação com Putin e com o presidente Jair Bolsonaro.

“Vão sair muitas coisas muito positivas da relação com a Rússia”, previu Trump no começo de sua reunião com Putin. A reunião teve um leve tom de comemoração, porque era a primeira entre ambos desde que o promotor especial que investiga nos EUA a suposta ingerência russa nas eleições de 2016, Robert Mueller, encerrou seu relatório e concluiu que não houve uma conspiração entre a campanha de Trump e Moscou.

Quando uma jornalista perguntou a Trump se ele planejava pedir a Putin que não influa no resultado das eleições de 2020, nos quais vai tentar a reeleição, Trump respondeu imediatamente: “Sim, certamente o farei”.

Em seguida, se virou levemente para Putin, embora sem olhar em seus olhos, e disse com um sorriso e um gesto de ironia: “Não se meta nas eleições, presidente. Não se meta nas eleições”.

Redação Dinheirama
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