Agora você confere as principais notícias de 06/10/2018, sábado.

TSE falha no combate a fake news na campanha de primeiro turno

O conselho consultivo sobre internet e eleições criado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não apresentou resultados efetivos no combate a proliferação de notícias falsas até o fim do primeiro turno da campanha.

Formado por integrantes da Justiça Eleitoral, do governo federal, do Exército e da sociedade civil, o conselho se reuniu sete vezes para, basicamente, discutir o que é fake news e quais medidas poderiam ser tomadas para evitar sua disseminação. As fake news proliferaram durante a campanha, muitas delas distribuídas pelos canais de comunicação instantânea.

Pesquisa do Datafolha divulgada nesta semana mostra que a maioria dos brasileiros tem conta em algum desses serviços, para conversa com familiares e amigos, sendo um fator importante para a decisão do voto.

O grupo do TSE foi criado em dezembro, no fim do período de ministro Gilmar Mendes na presidência. O órgão tornou-se uma bandeira da gestão do ministro Luiz Fux, sucessor de Mendes. Ele permaneceu à frente do tribunal de fevereiro a agosto de 2018, quando Rosa Weber assumiu o cargo.

Não saiu do papel, por exemplo, a promessa de regulamentação de resoluções do TSE para que o tribunal pudesse gerenciar o cenário de fake news.

A resolução poderia criar normas de organização e procedimento, como solicitar ao Facebook examinar se determinado conteúdo está sendo explorado por perfis falsos, proibir sites que usam mineração de dados de fazer propaganda eleitoral ou determinar regras sobre como deve ser a propaganda na internet.

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Às vésperas da eleição, dólar recua 4,8% na semana e Bolsa sobe 3,75%

No último pregão antes do primeiro turno das eleições, o dólar teve novo dia de queda e acumulou desvalorização de 4,81% na semana, a maior baixa semanal desde a primeira semana de março de 2016, quando caiu 5,82%. O crescimento do candidato Jair Bolsonaro (PSL) sobre Fernando Haddad (PT) nas pesquisas de intenção de voto animou os investidores nesta semana e fez o câmbio no Brasil descolar da maioria de outras moedas emergentes, que acabaram perdendo valor para a divisa americana nos últimos dias. Nesta sexta-feira, o dólar fechou cotado a R$ 3,8560 (-0,70%).

Já a Bolsa, que chegou a subir mais de 1% pela manhã, perdeu fôlego ainda na primeira etapa dos negócios e fechou em baixa de 0,76%, aos 82.321,52 pontos. Os negócios foram robustos e somaram R$ 14,9 bilhões. Com o resultado, o Ibovespa encerra a semana com ganho acumulado de 3,75%. As altas mais significativas no período estiveram justamente nos papéis do chamado “kit eleição”, como Banco do Brasil ON (+21,36%), Eletrobrás PNB (+21,43%) e Petrobrás PN (+13,61%).

Apesar de a diferença entre Bolsonaro e Fernando Haddad (PT) ter subido de 11 para 13 pontos na última pesquisa Datafolha, investidores evitaram apostar numa vitória do capitão da reserva já no primeiro turno. Assim, preferiram recolher parte dos lucros obtidos nas últimas semanas, antecipando-se a alguma surpresa negativa que possa gerar uma correção mais forte na segunda-feira.

Banco Mundial corta previsão do PIB brasileiro para 1,2% em 2018

A desaceleração da economia brasileira, que contribui com mais de um terço do PIB (Produto Interno Bruto) da América Latina e do Caribe, é um dos entraves para o crescimento da região em 2018, aponta o Banco Mundial em relatório divulgado nesta sexta-feira (4).

A instituição reduziu suas expectativas para o PIB do Brasil de 2,4% neste ano para 1,2% e de 2,5% em 2019 para 2,2%. No acumulado em 2018, a economia brasileira avançou 1,1%, segundo o IBGE.

Em relatório, o Banco Mundial ressalta que o Banco Central brasileiro cortou sua estimativa de crescimento em 2018 para 1,6%, ante 2,6%, após um movimento de caminhoneiros paralisar grandes setores da economia do país.

“A persistência de grandes e aparentemente intratáveis déficits fiscais, a falta de uma reforma previdenciária significativa e a crescente incerteza política sobre as eleições de outubro, em conjunto com a recente apreensão no mercado internacional, colocaram em questão mesmo esse crescimento modesto”, diz o documento.

Em setembro, a autoridade monetária brasileira promoveu novo corte na projeção do PIB no ano, para 1,4%.

“O Banco está sempre disposto a trabalhar com o governo que for eleito”, disse Carlos Vegh, Economista-Chefe do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe. Ele ressalta que independentemente de quem assuma, precisará fazer um ajuste fiscal importante e amplo.

“O governo brasileiro gasta 12% do PIB em pensões, enquanto países comparáveis, como Chile e Peru, gastam 2%”, afirmou.

Além do ritmo econômico fraco no Brasil, a piora generalizada no cenário global, a crise macroeconômica na Argentina e a contínua deterioração da situação na Venezuela fecham o quadro que levou à redução da expectativa de crescimento do bloco América Latina-Caribe para 0,6% em 2018 e 1,6% em 2019 —em abril, as previsões eram de 1,8% e 2,3%, respectivamente.

O desempenho da região é pressionado pela América do Sul, onde é esperada uma contração de 0,1% neste ano e um crescimento de 1,2% em 2019 —sem a Venezuela, a instituição diz que poderia haver avanço de 1,2% e 1,9%.

Redação Dinheirama
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